<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767</id><updated>2011-07-07T19:05:17.735-07:00</updated><title type='text'>Save The Planctons</title><subtitle type='html'>Depois de ler "A História do Plâncton", de Jackie Robb, uma fabulosa biografia em terceira pessoa, e de ter minha experiência pessoal ao descobrir a triste vida dos plânctons, engolidos por Tatuíras e por toda sorte de criaturas marinhas, perseguidos e massacrados diariamente, senti necessidade de vestir essa camisa: Salvem os Plânctons!! Em inglês, que é mais abrangente.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>99</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-7405134982557875740</id><published>2009-07-13T08:19:00.000-07:00</published><updated>2010-01-11T17:46:02.739-08:00</updated><title type='text'>Momento nostalgia</title><content type='html'>Ressuscitei o blog, a Josephine e tudo o que isso representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma alter-egosearch no google, encontrei o post do Rafael Parente (que não, não é meu parente) no blog &lt;a href="http://www.perturbados.blogger.com.br/2004_04_11_archive.html"&gt;Perturbados&lt;/a&gt; (que também está congelado desde 2007 ), indicando o Diário de Um Lunático, na época em que o Diário de um Lunático ainda era um blog vivo. Transcrevo aqui porque fiquei deveras emocionada em recordar esse momento tão nobre de nossa existência bloguística:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quarta-feira, Abril 14, 2004&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito tempo, tenho o prazer de indicar mais um blog. Dessa vez é o&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/"&gt;Diário de um lunático&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Escrito por pessoas que se denominam &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;JOSEPHINE BUTTERFLY &lt;/span&gt;e &lt;b&gt;EDMUND BONAPARTE&lt;/b&gt;, o blog quase não tem figuras. Portanto (e, logicamente) tem textos. Muito conteúdo mesmo. Os preguiçosos nem precisam se dar o trabalho de passar lá. E por que foram escolhidos? Isso é facilmente perceptível. Com uma linguagem perfeita e às vezes até bem rebuscada, eles descrevem fatos e observações que só pessoas realmente &lt;b&gt;PERTURBADAS&lt;/b&gt; têm o prazer de encarar. Alguns exemplos? Respondam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. Já aconteceu de quatro acordes de uma composição de Beethoven não saírem da sua cabeça?&lt;br /&gt;2. Você já decidiu se auto-aplicar um choque para diminuir a sua corrente de adrenalina?&lt;br /&gt;3. Já se questionou sobre o som do silêncio?&lt;br /&gt;4. Já fez parte de diálogos como:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;-Você quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Quero.&lt;br /&gt;-Quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Não, não quero.&lt;br /&gt;-Não quer?&lt;br /&gt;-Quero.&lt;br /&gt;-Quer comer pizza ou não quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Quero, quero comer pizza.&lt;br /&gt;-Tem certeza de que quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Tenho.&lt;br /&gt;-Tem certeza?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Não tem?&lt;br /&gt;-Tenho sim.&lt;br /&gt;-Tem?&lt;br /&gt;-Não, não tenho.&lt;br /&gt;-Não tem certeza?&lt;br /&gt;-Tenho certeza.&lt;br /&gt;-Tem certeza ou não tem certeza?&lt;br /&gt;-Você quer comer pizza?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suficiente? Então vamos agora dar uma averiguada no último post:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não sei quem grudou Beethoven em meu córtex, nem mesmo sabia que Beethoven era assim tão colável. Sabia que coisas como a Kelly Key, É o Tchan, Bonde do Tigrão e outras anomalias fazem músicas do tipo "adesivo", algo que chamarei de "Glue-Music", mas jamais imaginei tal coisa do sempre tão erudito Bee (Ok, desculpe a initmidade apicutural, posso Chamá-lo de Thoven ou, quem sabe, de Lud).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se amarraram? Não? Então indica outro e não reclama, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.perturbados.blogger.com.br/3x4rafa.jpg" border="2" /&gt;&lt;br /&gt;COLUNISTA EXCLUSIVO: RAFA PARENTE"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;PS:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Acabo de encontrar este blog: &lt;a href="http://rafaelparente.blogspot.com/"&gt;http://rafaelparente.blogspot.com/&lt;/a&gt;Pela foto, parece ser o mesmo rapaz, só um pouco mais crescido e mais sorridente. Será? Pelos textos, parece estar mais sério (no bom sentido), é doutorando em educação internacional e desenvolvimento, pela NYU . Muito medo do rapaz. Agora que ele é tão educado a ponto de estar se preparando para ser doutor em educação internacional (NUNCA mais alguém poderá chamá-lo de mal educado, ou "sem-educação"...ele será o "Doutor Educado" :-)), é compreensível que mantenha-se afastado da alcunha de "perturbado". Até porque, cá entre nós, nenhum deles jamais foi realmente perturbado. Os verdadeiros perturbados e malucos acreditam que são absolutamente normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fiquei bastante orgulhosa do Rafael ao ver seu novo blog e o quanto ele evoluiu como pessoa. Eu, como todo bom dinossauro, permaneço fossilizada no tempo, com poucas alterações visíveis em minha humilde existência. Não estou fazendo doutorado em nada, embora essa seja, sim, minha intenção a longo prazo. Doutorar-me-hei (editor de texto do blogspot só aceita mesóclise se for do jeito dele. Ok, melhor não contrariar) em alguma coisa "doutorável". Assim que tiver condições de.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, minha profunda capacidade empática faz com que eu me sinta incomensuravelmente feliz ao ver o crescimento pessoal, profissional e o doutoramento de tão amável criatura, da qual mantenho boas lembranças. Isso me traz satisfação tão grande quanto se o doutorado estivesse sendo feito por mim mesma (porém sem todo o trabalho e desgaste intelectual, emocional e físico que esse tipo de especialização requer), e me supre a necessidade momentânea de fazer, efetivamente, um doutorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é deveras cômodo, assumo, porém, fazer o quê? Meu cérebro tem esse tipo de escape e eu não reclamo. Foi assim que matei minha vontade de ser mãe ao acompanhar o nascimento e os primeiros anos de vida de meus quatro sobrinhos. Feliz com a felicidade dos outros, tendo sido abençoada por Deus com a total incapacidade de invejar o sucesso alheio, meus maiores esforços se concentram justamente em fazer algo de realmente prático mesmo não sentindo a menor necessidade disso para ser feliz ou ter satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha maior insatisfação está justamente em me sentir satisfeita com a satisfação alheia. a ponto de deixar insatisfeitas as pessoas que se sentem satisfeitas ao me verem satisfeitas pois não acreditam que eu possa, pura e simplesmente, me satisfazer com a satisfação alheia,. (ok, ficou sobrando uma vírgula... estranhamente não consigo apagá-la. Ela foge de mim. Não funcionou nem com o backspace, nem com o delete. Preferi deixá-la quieta do que alterar alguma configuração do universo na tentativa obsessiva de deletá-la a qualquer custo). Algumas pessoas mais próximas querem me ver tendo sucesso em alguma das inúmeras áreas para as quais tenho vocação, e para vê-las satisfeitas e, consequentemente, sentir-me satisfeita com sua satisfação, quero alcançar bons resultados em alguma dessas áreas...ou em todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é em busca da satisfação de quem gosta de mim a ponto de se sentir satisfeito com meu sucesso ou mesmo com a simples existência de algo feito por minhas mãos, que retomo a confecção deste blog e a liberdade que apenas a Josephine ButterFly-Bonaparte (eu SEMPRE quis um hífen! Depois dos Jolie-Pitt o sonho da minha vida era ter um hífen. No entanto, não possuo sobrenomes "hifenizáveis". E sim, eu e Edmund nos casamos) consegue me proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-7405134982557875740?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/7405134982557875740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=7405134982557875740&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/7405134982557875740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/7405134982557875740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2009/07/momento-nostalgia.html' title='Momento nostalgia'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-8245144941018653564</id><published>2008-04-05T12:55:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T13:32:48.081-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aqui, comendo sequilhos da Seven Boys (não, ninguém me pagou nada por essa propaganda), lembrei de ter algum blog em algum lugar. Há um ano, exatamente, não escrevo nada neste espaço e é impossível evitar a pergunta que reverbera em minha mente: "por quê?" Não sei. A resposta é assim simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é uma noção estranha, para mim é mais estranha ainda. Não é uma linha contínua, mas um campo extenso em cuja superfície é possível flutuar em diversas direções. Eu flutuo em saltos estranhos, me perco, às vezes. Não parece que passou um ano, nem sei o que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, tenho consciência de que para a maioria das pessoas o tempo é aquela linha contínua unidirecional, sobre a qual elas caminham, caminham, caminham. Tenho bem clara em minha mente a certeza de que, por isso, ninguém mais há que visite regularmente este espaço. O ano passou para todos, muito mais do que para mim, e ninguém se lembra de Josephine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo consciente de meu ocaso, insisto em escrever, pois minha vontade de me expressar não se incomoda com o fato de não haver interlocutor disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sequilhos do pacote estão acabando. Pouquíssimos ainda estão inteiros, a maioria, esfacelada, pouco conserva da rosquinha que já foi um dia. Não, isso não é poético, nem tem um significado oculto. É um comentário banal sobre acontecimentos banais. Todos os dias milhões de pacotes de bolachinhas acabam, e isso é corriqueiro, porém imensamente triste e é um assunto sobre o qual não vale a pena discorrer, pois não quero fazer um post depressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavei minha vida e a pendurei no varal, para secar. Ficou esquecida lá, durante uma semana de inverno, e tive de lavar de novo, para tirar o cheiro de mofo. Estendi no varal novamente em um dia de sol, em um ano de sol entre nuvens. Agora resolvi lavar de novo e colocar de molho em amaciante. Tudo pronto, foi novamente para o varal. Parece seca, não sei, mas está com um cheiro muito bom, dá vontade de abraçar. Visto minha vida agora depois de tanto tempo, já meio sem jeito, vendo o quanto emagreci, pensando em um ou outro ajuste que precisarei fazer para tirar a sensação de estar vestindo um saco de batatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda combina comigo, mas precisa daqueles ajustes. Um sapato novo, um brinco diferente. Descobrir de novo com o que ela combina. Finalmente me sinto confortável e, sentada à máquina de costura, planejo as alterações necessárias para uma nova estréia. Sem pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponho o tempo na gaveta para que ele não me incomode. Desliguei a televisão, desliguei o mundo exterior. Por enquanto meu interesse é apenas na reforma. Nas horas vagas, escreverei novamente, para desligar um pouco mais enquanto os consertos são feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei o pacote dos sequilhos antes que eles acabassem. Disfarço e finjo que eles ainda têm tempo. É uma quantidade ínfima, mas é melhor esperar para comê-los quando eu realmente tiver vontade, não pela simples obrigação de terminar o pacote.  Sem pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PS: &lt;/span&gt;Agora é que me dei conta de que não escrevo aqui há quase DOIS anos. Eis a prova de que o tempo, para mim, é diferente. Mas explico: cheguei a escrever um post aqui há um ano, mas não concluí e ele está até hoje nos rascunhos, incompleto. Fechado, como o pacote de sequilhos, na esperança de que dure um pouco mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-8245144941018653564?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/8245144941018653564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=8245144941018653564&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/8245144941018653564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/8245144941018653564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2008/04/aqui-comendo-sequilhos-da-seven-boys-no.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114673523145942181</id><published>2006-05-04T02:07:00.000-07:00</published><updated>2006-05-04T02:58:25.740-07:00</updated><title type='text'>Às três horas da manhã</title><content type='html'>- Você quer um ovo?&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;- Quer um ovo?&lt;br /&gt;- Você há de convir que essa é uma pergunta um tanto quanto estranha.&lt;br /&gt;- Hum... (reformulando) Você quer um ovo cozido?&lt;br /&gt;- A pergunta continua estranha, embora um pouco mais especificada.&lt;br /&gt;- Você quer comer um ovo cozido?&lt;br /&gt;- Continua sendo estranha, mesmo mais detalhada. E vai continuar a ser estranha enquanto o "ovo" estiver incluído.&lt;br /&gt;- Hã... Você está com fome?&lt;br /&gt;- Um pouco.&lt;br /&gt;- Quer comer alguma coisa?&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Bem...pensei em alguma coisa salgada. Nós temos carne, que é uma coisa meio esquisita de se comer às três da manhã, e ovos de galinha.&lt;br /&gt;- Por que é que você tem de me lembrar que os ovos vêm da galinha??&lt;br /&gt;- Ah, desculpe! Temos...temos ovos. Ovos, gerados espontaneamente. Brotaram, dentro da caixinha de plástico. Surgiram, assim, do nada.&lt;br /&gt;- Melhorou.&lt;br /&gt;- Quer? Cozidos? Ovos, que apareceram na caixinha?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114673523145942181?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114673523145942181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114673523145942181&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114673523145942181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114673523145942181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2006/05/s-trs-horas-da-manh.html' title='Às três horas da manhã'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114310248529067876</id><published>2006-03-23T00:27:00.000-08:00</published><updated>2006-03-23T00:31:02.193-08:00</updated><title type='text'>Pequenas escolhas, grandes catástrofes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci um rapaz, certa vez, que me disse que detestava ser obrigado a tomar pequenas decisões. Coisas como "o que você quer beber?" ou "onde vamos nos sentar?" somente gastam preciosos minutos e sinapses, que poderiam muito bem ter melhor utilidade. Concordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, prefiro não tomar decisão alguma, nem pequena, nem grande. Sim, eu sei que "a vida é feita de escolhas, não escolher também é uma escolha" e patati, patatá, mas decidir, definitivamente, não é comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As opções são sempre inúmeras e cada uma delas me levaria a um lugar diferente. O problema é que eu gostaria de conhecer cada um desses lugares e viajar a vida inteira entre diversas realidades paralelas, imaginando o que poderia ter sido e nunca foi, sem nem ao menos saber o que realmente foi e o que não foi, já que realidades paralelas são paralelas, estão todas no mesmo ponto, como saber qual realidade é a verdadeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como só nos é permitido fazer uma escolha de cada vez, correndo o risco de fazer a escolha errada, ver uma luzinha vermelha acender e ouvir o "péééééééé" da maldita campainha nos avisando da péssima escolha sem que possamos fazer nada a respeito, acabo gastando mais tempo a pensar nos prós e contras do que realmente fazendo algo para materializar tanto os prós quanto os contras de uma das opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, me pego paralisada diante de um simples "O que vai querer beber?" Tentando imaginar as terríveis ou maravilhosas consequências de escolher cada um dos itens da seção "bebidas" do cardápio. Prefiro poupar minhas energias e neurônios com um simples, prático e muito eficiente "Escolhe para mim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sei que é imbecil, pois delego a outra pessoa a árdua tarefa da decisão, tentando tirar de meus ombros a responsabilidade pela escolha e, consequentemente, por todas as consequências decorrentes dela. Imbecil, porque geralmente a pessoa não tem a menor noção do impacto que sua escolha terá sobre minha vida e todo o universo (afinal de contas, estamos todos conectados) e, assim, delego tão importante momento a alguém que dará uma resposta irrefletida e, consequentemente, irresponsável, a tão importante pergunta- seja ela qual for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja medo, talvez seja fuga, o importante é que o sentimento que me move a tão absurda atitude tira de minhas mãos todo o controle sobre minha vida e meu futuro e só agora posso ver isso. Porque assim como muito dinheiro vai embora nas pequenas coisas, sem que percebamos, grandes escolhas dissipam-se por pequenas decisões, ínfimas, insignificantes, às quais não damos o menor valor. E perdemos, enfim, o direito de guiar nossa própria kombi do destino, ao delegar pequenos pedaços dela a quem não sabe dirigir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter essa inominável revelação do que raios estou fazendo com minha existência, preciso, urgentemente, rever meus conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PS:&lt;/span&gt; Por favor, visitem &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Edmund&lt;/a&gt; no Diário, ele anda um pouco carente e bastante amedrontado com a proximidade da Páscoa. Ainda mais agora, que descobriu que seu trauma de infância tem razão de ser. Basta dar uma olhada nas fotos do post do dia 2 de março, &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;lá&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114310248529067876?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114310248529067876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114310248529067876&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114310248529067876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114310248529067876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2006/03/pequenas-escolhas-grandes-catstrofes.html' title='Pequenas escolhas, grandes catástrofes'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114310244644578864</id><published>2006-03-22T23:53:00.000-08:00</published><updated>2006-03-23T00:27:40.703-08:00</updated><title type='text'>Nova Residência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente concluí a transferência de arquivos do Diário de um Lunático para cá. Quer dizer, meus textos que estavam no Diário foram devidamente deletados de lá, mas consultei os arquivos e vi que eles ainda estavam ali. Tentei deletá-los novamente, mas não constam no sistema, isto é, ainda existem alguns posts-fantasmas no Diário de um Lunático, assinados por Josephine ButterFly.  Espero que, com o tempo, eles encontrem paz e possam, enfim, descansar seus espíritos em um lugar de muita luz. E que tenham dinheiro para pagar a conta de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha única dúvida de ordem configurativa é se trago também os textos do Manteiga Voadora ou deixo os pobres coitados em paz, congelados, lá em meu abandonado ex-blog. Conto com a colaboração de eventuais leitores para resolver essa questão. De vez em quando gosto de fingir que somos uma democracia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114310244644578864?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114310244644578864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114310244644578864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114310244644578864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114310244644578864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2006/03/nova-residncia.html' title='Nova Residência'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114310042846325171</id><published>2005-12-17T16:02:00.000-08:00</published><updated>2006-03-22T23:53:48.466-08:00</updated><title type='text'>Donde estará mi vida?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não sei onde estou. O certo, porém, é que não estou aqui. Tampouco estou ali, embora ainda esteja lá, mesmo que de forma bastante rara. Penso em apagar meus rastros deste blog, ou melhor, transferí-los ao &lt;a href="http://www.manteigavoadora.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Manteiga Voadora&lt;/a&gt;, que é onde disse que estaria, mesmo não estando. Falei sobre isso com Edmund, mas ele não disse nem que sim, nem que não, deixando sobre minhas costas o peso da difícil decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detesto decidir coisas. Acho que a vida seria mais fácil se não dependesse de nossas escolhas. E como não escolher também é uma escolha, ficamos, então, em um mato sem cachorro. Eu tenho gato, mas, embora quem não tenha cão possa, tranquilamente, caçar com gato, sou contra caçadas, pescarias e outras coisas que machuquem os animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu invadi este espaço. O problema é que eu e Edmund não cabemos no mesmo lugar, acabamos confundindo todo mundo e ninguém fica para ouvir a história. E eu quero que ouçam a história. Sem contar que este é o único lugar que Edmund tem para fazer suas elocubrações. Eu e meu eterno sentimento de culpa e inadequação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como ele não escreve há dois meses, pode ser comparado a alguém que deixa sua casa vazia durante semanas e semanas...corre o risco da invasão, corre o risco de alguns malucos pegarem suas malas, suas cuias e outros apetrechos para chimarrão e instalarem-se, sem cerimônia, na sala de jantar, com música alta e batatinhas fritas espalhadas pelo chão. Quando voltar, não reclame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sou boazinha. Só apareci aqui para dar sinal de vida e perguntar se é uma boa idéia eu transferir todos os meus textos para o &lt;a href="http://www.manteigavoadora.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Manteiga Voadora&lt;/a&gt;. Por favor, não deixem sobre meus magrelos ombros o peso dessa terrível decisão. Ou, quem sabe, eu continue aqui mesmo. Uma adorável sombra do lunático que habita esses posts. E não, não sou uma terceira personalidade dele. Embora, devo confessar, eu não esteja bem certa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post dedicado aos milhares e milhares de leitores que perguntaram, incansavelmente: "Onde está Josephine?" Sem obter resposta alguma do alucinado ser que neste blog escreve e me ignora veementemente. Não liguem, ele é assim mesmo, certamente acredita que já respondeu a cada um de vocês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;          &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; Queria eu saber por onde andam vc dois! faz falta demais ler as suas pessoas criativas =/ bjocas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liv | Homepage | 09-01-2006 14:08:06&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido JP, não importa onde escreva, o que importa é que escreva. Não suma. E feliz 2006! Para vocês dois, o Ed não dá moral pra ninguem... Devo dizer. mas, feliz 2006. ehehhehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. Alencar | Email | Homepage | 08-01-2006 12:49:23&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, saudações de um novo ano que inicia-se. Quer dizer, eu não sou o ano saudando ninguém. É, acho que inicia-se uma nova crise de identidade. Bem, acho que você, Josephine, pediu opinião dos seus leitores e de Edmund, apesar dele não escrever mais, sobre esse blog. Creio que deveria passar todos seus textos para Manteiga Voadora, apesar de ser um pouco difícil essa tarefa. Na verdade, seria duplamente difícil transportar textos amanteigados e voadores, mas caso consiga transportá-los para algum lugar, não os deixe lá, sozinhos. Imagino também que seja mais interessante ocupar dois lugares, ao mesmo tempo, no espaço; mesmo que o espaço seja virtual. Que 2006 seja um ano repleto....de dias! hahaa Abraços. =) PS: E você ainda não está no meu msn, hein?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GURIA | 01-01-2006 05:11:11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olá Josephine..Adorei revê-la Espero que esteja tudo bem com você. É a hora do Natal... A estrela é o teu presente! Mesmo que ela cintile apenas um segundo, contigo hás de levá-la indefinidamente. Um ótimo natal Beijos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ana | Email | Homepage | 23-12-2005 16:29:31&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;primeirão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rômulo | 21-12-2005 11:31:02 &lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;                        &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114310042846325171?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114310042846325171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114310042846325171&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114310042846325171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114310042846325171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2005/12/donde-estar-mi-vida.html' title='Donde estará mi vida?'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309987659361971</id><published>2004-10-20T00:18:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:44:36.596-08:00</updated><title type='text'>Outra Cara</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cansei da minha cara. Sabe quando a gente cansa da própria cara? Assim, cansando mesmo? É sempre a mesma cara no espelho, em todos os espelhos, de todos os lugares pelos quais passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não, não adianta mudar a cor do cabelo. Já fiz isso várias vezes. E não foi do cabelo que cansei, mas da cara. Se bem que também cansei do cabelo, mas esse é outro problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, plástica não adianta. Acabaria com saudade da antiga cara, ou cansaria da nova e faria outra cirurgia, depois mais outra, e outra, e outra, até virar a versão feminina do Michael Jackson. Coisa que, como diria Edmund, não me traria encanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a gente faz quando cansa da própria cara? Alguém me diria para não olhar mais para o espelho, mas eu não consigo, me desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem falei para uma amiga, recém-amiga, para falar a verdade, não me dar muita corda que eu sou o tipo de pessoa que gosta de incomodar. Propaganda enganosa, não sou, não. Aliás, muito pelo contrário, eu sou o tipo de pessoa que sempre acha que está incomodando, mesmo (e principalmente) quando não está. E tamanha insistência em achar que incomodo acaba deixando meu interlocutor incomodado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conseguir falar comigo é preciso telefonar, mandar e-mail, sinal de fumaça ou mensagem por qualquer outro meio. Se esperar por minha ligação, esperará sentado. Não ligo por dois motivos: primeiro, não quero incomodar. E sempre existe a possibilidade de meu telefonema chegar dentro do único minuto do dia em que a criatura está mergulhada em todos os compromissos possíveis. Como todo mundo sabe que eu, a priori, sou desocupada (até que se prove o contrário, o que geralmente acontece nas segundas, terças e domingos pela manhã), quem quiser realmente falar comigo, entra em contato, sem correr o risco de me encontrar ocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda razão para eu não fazer contato é bem simples: não costumo mesmo fazer contatos. É algo muito estranho, mas eu acabo me perdendo em meus afazeres banais do dia-a-dia e quando vejo já está tarde demais para telefonar para alguém que não seja um morcego. E deixo para o dia seguinte. Assim passam-se dias, noites, semanas, meses, até mesmo anos, e a criatura ficará eternamente com uma péssima e equivocada idéia de que Josephine é antipática, mal-educada, ou coisa pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, porém, aqueles que entendem esse jeito desligado e o eterno complexo de incomodação e, quando se lembram, me ligam, mandam e-mails, cartas, e ficam felizes quando, algumas semanas depois, eu lhes respondo os e-mails ou cartas, no caso dos telefonemas a coisa é mais instantânea, obrigatoriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece com os e-mails é que eu leio e não gosto de responder de qualquer jeito, deixo para o dia seguinte, no qual, segundo minha ingênua mente, estarei mais desocupada. Acontece que mesmo sendo uma desocupada funcional, nunca me acho suficientemente desocupada para tal tarefa. E nunca aprendo. E agora, com a pior conexão discada com a qual alguém poderia sonhar, consigo, às vezes, ter tempo disponível, mas sem poder abrir uma mísera página. E viva o adsl e qualquer conexão banda larga! Meu reino por uma conexão que funcione! &lt;b&gt;(1)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu sinceramente duvide que alguém queira fazer algum contato comigo, afinal de contas, se até eu cansei da minha cara, quanto mais as outras pessoas, que não teriam nenhuma outra razão para aturar a dita-cuja. Eu ainda me tolero, porque me persigo, estou em todos os espelhos nos quais olho. Mas enjoei de mim mesma e não sei exatamente qual seria a maquiagem adequada para me fazer parecer outra pessoa sem, no entanto, deixar de ser eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí esbarro em meu ego. Posso passar um batom forte e apagar os olhos com um lápis claro. Mas gosto mais dos olhos do que dos lábios e uma parte forte de mim arranca o lápis claro de minha mão e agarra, fortemente, o delineador preto, alucinadamente. É um auto-boicote. Não mudo os cabelos, não mudo a maquiagem, nem as roupas, nem a voz, nem o olhar. Mudo então a forma de me enxergar, prestando atenção naqueles detalhes de mim que andavam há muito esquecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso comprar um perfume. Eu, que nunca fui afeita a perfumes, sinto falta de um aroma diferente. Acho que experimentei todas as cores, e os chocolates continuam também com o mesmo gosto. Mas talvez, se eu misturasse as cores, os aromas, os sabores, talvez se eu me olhasse no espelho como se nunca tivesse me visto antes, talvez- e só talvez- conseguisse, novamente, me entusiasmar com o que vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(1) &lt;/b&gt;É apenas uma expressão, não tenho reino algum para dar, embora aceite se alguém quiser me arranjar uma conexão que funcione&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309987659361971?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309987659361971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309987659361971&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309987659361971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309987659361971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/10/outra-cara.html' title='Outra Cara'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309970652215072</id><published>2004-10-11T18:50:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:41:46.526-08:00</updated><title type='text'>E-mails Malévolos- Parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De vez em quando dou uma passeada por uma das contas de e-mail de Edmund, a mais abandonada delas, para a qual ninguém escreve e que só serve para acumular spams e ser entulhada de mensagens inúteis e cheias de vírus. Sim, desta conta possuo a senha para, como uma diarista, fazer a faxina uma vez por semana. Quem sabe um dia alguma mensagem realmente útil, escirta por alguma pessoa de verdade, aporte por ali. Nessa esperança, a tal conta de e-mail ainda não foi deletada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, encontrei uma mensagem muito suspeita, de uma tal Ana Paula, respondendo um olá qualquer. Apontei meu anti-vírus para ela, como aqueles policiais dos filmes americanos apontam suas armas estando prestes a abrir uma porta suspeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um chute certeiro, abri a porta. Pensando encontrar uma mensagem inofensiva, ou talvez um vírus, ou talvez uma mensagem de alguma Góia conhecida ou desconhecida. Na verdade, sem ter a mínima idéia do que iria encontrar, deparei-me com a seguinte mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Conquiste todas as mulheres que você desejar. &lt;/b&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Como deixar a timidez de lado  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Como se aproximar de uma mulher  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Como seduzir uma mulher  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O que fazer no 1º encontro  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O que não fazer no 1º encontro &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, primeiro, existe uma entidade do mal que envia esse tipo de e-mails para homens comprometidos que já conquistaram as mulheres que desejavam (apenas uma, a propósito), aproximaram-se, tímidos ou não, seduziram, fizeram e não fizeram inúmeras coisas no primeiro encontro e em todos os outros, isso é fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que precise da ajuda de um site para deixar a timidez de lado, aproximar-se de uma mulher, seduzir uma mulher, alguém que não faz idéia do que deve fazer no primeiro encontro, muito menos do que não deve fazer, provavelmente estaria interessado em apenas uma mulher, não em ser o garanhão do pedaço, conquistando todas as mulheres que desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém pode me dizer que eles mandam esses e-mails para todos, sem critério, mas eu não acredito. Levo todos os e-mails que recebo para o lado pessoal, inclusive aqueles que me incentivam a aumentar certo órgão reprodutor masculino que realmente devo precisar aumentar, porque não consigo nem ao menos enxergá-lo em mim, por mais que me esforce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entidade malévola por trás desses e-mails sabe que Edmund é um pobre e indefeso homem comprometido, por isso envia tais e-mails, no intuito de fazê-lo acreditar que precisa conquistar outras mulheres coisa que, convenhamos, ninguém precisaria ensiná-lo. É só ver a quantidade de fãs nos comentários dos arquivos de Abril a Outubro de 2003, antes da chegada de josephine no pedaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez tal entidade maligna esteja apenas tentando me testar, por alguma razão igualmente malévola, que ainda não consegui decifrar. Mas sempre há uma razão por trás de tais ataques terríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheça a tal Ana Paula. Ao menos acho (ou espero) que não conheça. Mas gostaria de mandar-lhe uma resposta. Como sei que em casos de mensagens não-autorizadas o melhor a fazer é fingir-se de morto (embora eu acredite que eles tenham como saber quando você leu ou não), escrevi a resposta, porém não a enviei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara Ana Paula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu digníssimo namorado Edmund Bonaparte não está interessado em seus serviços. Creio eu que não haja interesse da parte dele em conquistar, seduzir ou se aproximar de outras mulheres além daquela a quem ele já conquistou, seduziu e de quem já se aproximou, deixando a timidez de lado, sabendo exatamente como se comportar em nosso primeiro encontro. Aliás, ainda que nosso primeiro encontro não tenha sido perfeito, foi bom o bastante para que o relacionamento engrenasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu faço questão de dar a Edmund trabalho o bastante para que ele fique cansado só em pensar em conquistar, seduzir ou se aproximar de outra mulher. Uma Josephine já é o suficiente. Cansa, cansa muito. Dá trabalho, não é fácil. Para que ele iria querer mais de uma? Você há de convir que mulher é um ser bastante chato e cheio de frescuras. Os homens querem enquanto não descobrem isso. Meu método é fazer com que ele descubra tarde demais. Pois é, agora não tem jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu possa abrir uma concorrência e escrever às mulheres uma espécie de guia de comportamento feminino para conquistar qualquer homem que deseje, desde que um de cada vez. Não entendo esse negócio vazio de querer conquistar, conquistar, conquistar, para quê? De que adianta? Melhor conhecer e deixar-se conhecer por apenas uma pessoa, para ter um relacionamento de amor, amizade e muito afeto, para sempre. Isso invalida todo o seu manual. Isso a gente não aprende, apenas vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitosos Abraços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josephine ButterFly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não sei se Ana Paula é realmente uma pessoa ou um robô a serviço de alguma organização super-secreta dessas que rondam a internet no intuito de coletar dados preciosos e destruir nossa civilização, preferi não mandar a resposta acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comentários deste post:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Hahahhahaha! Estais pior que o Lula! "Conspiram contra mim" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Alencar&lt;/b&gt;  10.13.04 - 3:06 am  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"O pior é que tem gente que aceita esse tipo de "assédio", vai lá e faz a compra! :)" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.ventoventania.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Desirée&lt;/a&gt; 10.14.04 - 2:09 pm &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Cara Josephine, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Esta Ana Paula é, de fato, uma senhora muito petulante, assim como suas amigas Marias e Clarices. Já recebi alguns emails (creio que meu nome e emails sejam masculinos demais) sobre como conquistar mulheres (e aumento de órgãos os mais diversos, também) e concluo o seguinte: na verdade, são umas solteironas mal-amadas, que querem, com suas minhocas htmlísticas, afastar homens de bem e convictamente comprometidos de suas consortes felizes, no intuito de provar ao mundo sua amarga teoria: que são os homens que não prestam, e não elas próprias que vieram com defeito da fábrica." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://merelyanotherplayer.blogspot.com/" target="_blank"&gt;MargariTa ;)&lt;/a&gt;  10.15.04 - 2:17 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Olá Edmund e Josephine.Sim,apenas oi e felicidades. :)" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;GURIA &lt;/b&gt; 10.18.04 - 2:44 am &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Tá bom que você não telefone, demore tréculos pra responder um e-mail... mas esquecer de desmarcar uma visita e me fazer consumir sua parte de 2400 calorias no bolo de fubá com côco, foi sacanagem... &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;:)))))))) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;beijo grande," &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.letti.com.br/afrodite/" target="_blank"&gt;Claudia&lt;/a&gt; 10.24.04 - 4:43 am &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Os donos deste blog não se responsabilizam pelos comentários deixados pelos leitores, como os transcritos acima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309970652215072?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309970652215072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309970652215072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309970652215072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309970652215072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/10/e-mails-malvolos-parte-1.html' title='E-mails Malévolos- Parte 1'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309953679454060</id><published>2004-10-06T11:54:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:40:03.900-08:00</updated><title type='text'>A Inútil Busca de Josephine</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Josephine rendendo-se à inquestionável verdade de que está aqui como ser substituto. Sempre nostálgica, lembrando-se do tempo em que entrava diariamente neste blog para ler textos inéditos e geniais de Edmund Bonaparte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josephine não pensa, com isso, em deixar de escrever. Talvez, Josephine planeje ter um site para os dois, com um blog de Edmund e um blog dela própria. Planeja, sem sombra de dúvidas, transformar esse Diário em folhas impressas de papel, que possam ser lidas sem que haja a necessidade de um computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josephine sente-se sozinha, às vezes, neste lugar. Torcendo para que as pessoas leiam os arquivos do que não leram quando ela passa muito tempo sem escrever. Porque Josephine não costuma ter sempre o que dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje saí em busca de alguma inspiração. Talvez, sentindo o calor do sol tocar meu rosto, alguma coisa dentro de mim se iluminaria e eu conseguiria escrever algo brilhante. Acredito mesmo que meu cérebro seja movido à luz solar, apesar de eu detestar sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, antes de eu detestar sol, o sol me detesta. Apareceu encoberto por nuvens amedrontadoras. Tive medo das nuvens amedrontadoras porque elas eram, acreditem ou não, amedrontadoras. A nuvens de hoje tinham uma cara bem feia. Eu sou uma pessoa incrivelmente educada (e modesta), mas fiz uma careta para as nuvens amedrontadoras. Elas não deram a mínima, mas registrei meu protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi sentar para comer alguma coisa. Edmund é fã incondicional de suco de Caju e eu pensei que talvez essa fosse a chave de tudo. Tomei cinco litros de suco de caju e só o que consegui foi uma discreta dor de barriga. E vontade irrestistível de ir ao banheiro de quinze em quinze minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era o suco de caju. Talvez houvesse um banco de inspiração, com aquelas pessoas solidárias, que têm inspiração sobrando, fazendo doações para os pobres indivíduos que não possuem essa qualidade em abundância. Procurei, mas o máximo que encontrei foi sangue. Ok, é nobre. Eu mesma costumo doar sangue de tempos em tempos ou quando alguém precisa. Mas sangue não me seria muito útil agora, apesar de eu estar dando o meu sangue para escrever algo que preste, não chega a fazer falta. Sem contar que mais sangue do que eu já tenho sujaria o teclado e me daria trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando tão distraída que dia desses quase pedi desculpas a um poste por ter trombado nele. Sim, bati o ombro em um poste (na verdade um pilar) e me virei para pedir desculpas. Eu sabia que era um pilar, e só não pedi desculpas porque olhei bem para a cara dele e notei que ele estava de costas para mim. Nem se dignou a olhar para trás. E foi ele quem não desviou. Olhei para a frente e segui, antipática. Depois me dei conta de que ele não se importou nem um pouco. Acho que estou andando muito com Edmund.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pela manhã apareceu uma rede enorme na sacada do meu apartamento. Cobrindo o prédio de cima a baixo justamente em cima da minha sacada. Sinto-me pescada. Não há forma de conseguir um mínimo que seja de inspiração com um céu cheio de nuvens amedrontadoras e uma rede imensa ameaçadora do lado de fora de sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém reclama que eu não costuro os assuntos. Que mudo de assunto quinhentas vezes em um mesmo post e fica tudo pela metade. Ok, prometo aprender a costurar. Na verdade, eu sei costurar, mas preciso comprar uma linha preta para costurar textos neste blog. Se não vai ficar tudo remendado, horrível. E me falta também uma agulha mais fina. Ah, e eu vou comprar agulha e linha para bordar também. Apesar de isso eu não saber fazer, não me importo. Costuro textos e bordo pingos nos "i"s. Prometo tentar fazer ficar bem bonitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS&lt;/b&gt; Tenho um novo e-mail. Estou testando, mas tem um giga de espaço e é gratuito, encontrei no &lt;a href="http://www.walla.com/" target="_blank"&gt;http://www.walla.com&lt;/a&gt;. Pelo nome me parece coisa de alguma organização islâmica terrorista. Tenho certeza de que eles querem dominar o mundo, mas em todo caso, o cadastro me pareceu inofensivo. Sim, creio que eles estejam rastreando todos os meus e-mails, mas quem me garante que isso também não aconteça em outros servidores? E eu não sou paranóica, nem tenho mania de perseguição. Eles estão me perseguindo, aliás, perseguindo a todos nós. Isso é um fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS2&lt;/b&gt; Tustra me perguntou, pareceu uma pergunta, ao menos. Houaiss ou Aurélio? Aurélio, sem dúivida. Sou fã incondicional dele, embora Edmund renda-se, de vez em quando, a genéricos e similares. Acho importantíssimo a gente ser amigo de uma gramática e um dicionário. Nunca se sabe quando vai precisar deles... E Lillian, recebi seu e-mail, sim :) Amei as respostas que você me deu, vai dar um complemento e tanto! Eram os detalhes de que eu precisava para fazer um texto mais redondo. Te mando depois para que você veja como ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comentários deste post:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nossa Josephine, tem certeza q esta sem inspiracao? Eu dei muitas risadas e indiquei o site pra um amigo mau-humorado. Nao que eu esteja lhe chamando de palhaca ou algo do genero, mas simplismente é divertido. Fiquei um tanto preocupada com você acho q esta convivendo demais com Edmundo sabia? fazer careta pra nuvens, desculpar-se de postes, medo de redes e ainda planejar costurar e bordar o flog.. tsc tsc tsc isso nao é normal ;-) risos. Aguardo sim pela resposta desta vez deitada pra nao cansar. risos, estou brincando como pude falar isso pra voce hein?! =) Abracos, Lillian "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lillian  06-10-2004 18:00:08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ops ops ops errei o nome do Edmund, como pude cometer esse erro?! Mil desculpas edmundo nao é tao bonito como Edmund por isso pode ficar um pouco indignado =)) "&lt;br /&gt;Lillian | 07-10-2004 15:50:21&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como estou meio lunática hoje, seu blog caiu como uma luva porque consegui costurar sem linha nenhuma o que está escrito! Lunaticamente dizendo, está tudo perfeito! :) "&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ventoventania.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Desirée&lt;/a&gt;  09-10-2004 12:16:47&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hehehhehe, o mundo conspira contra nos!... O Lula que o diga! "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alencar  09-10-2004 20:55:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Os donos deste blog não se responsabilizam pelos comentários deixados pelos leitores, como os transcritos acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309953679454060?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309953679454060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309953679454060&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309953679454060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309953679454060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/10/intil-busca-de-josephine.html' title='A Inútil Busca de Josephine'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309943559352421</id><published>2004-09-29T15:44:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:37:15.596-08:00</updated><title type='text'>Tecido Sintético</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                                       &lt;br /&gt;Gostaria de ter o dom sobrenatural de sintetizar as coisas. Não tenho. A bem da verdade também não estou lá muito interessada em ter, não. Sou uma pessoa extensa, sou um nome enorme, um texto imenso, lê quem quiser. Perde quem não quer, não eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já reclamaram que meus textos são longos demais. Eles têm o tamanho que devem ter, que nasceram para ter. Eu, sinceramente, acho Edmund alto demais, mas ele nasceu para ser assim, e assim ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Escrever é a arte de cortar palavras" Já ouvi, mais de uma vez. Não sei escrever. Sei construir, derramar, tingir, pintar. Desenho as letras como gostava de desenhar rostos, quero perfeição e nunca consigo, prefiro pecar por excesso do que por omissão, sombreio bastante para dar realismo. Sempre comentaram dos olhos, sempre quis fazer olhos humanos, com alma. Fazia um rosto imenso, cheio de detalhes e sombreados, mas meu interesse eram apenas os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém poderia me dizer que eu deveria desenhar apenas os olhos, já que eles eram o meu foco, e que isso seria escrever. Mas então como? Milhares de olhos? E o mistério, as expressões, os rostos, os sombreados? Os fios de cabelo, os detalhes, desenho é conjunto, texto também, não importando qual o foco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo escrevendo como os textos querem ser escritos. Por não querer um texto enxuto não quis trabalhar com jornalismo. Lembro-me, entretanto, de um texto de Edmund, em resposta a algumas poucas pessoas que reclamaram que seus textos estavam longos demais e elas tinham preguiça de ler (quem está errado? Quem escreve um texto longo ou quem conforma-se com sua ignorância, na "preguiça de ler"?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia deixar de postá-lo, mais uma vez, é um texto recheado de substantivos e com poucos verbos, pesadíssimo, de propósito. Para mostrar que um texto curto não é, nacessariamente, mais leve e fácil de ler do que um longo. Tamanho, definitivamente, não documenta nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segunda-feira, Junho 09, 2003 &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para Encurtar A Conversa &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparando os últimos textos que escrevi com os primeiros, reparei que a cada dia venho escrevendo textos maiores. Até onde, eu me pergunto, poderei ir desse jeito? Chegaria certamente o dia, em um futuro talvez não muito distante, em que meu texto seria tão grande, mas tão grande, a memória em meu computador que ele ocuparia seria tão elevada, mas tão elevada, e o esforço mental para tentar lembrar de tudo o que escrevi seria tão desgastante, mas tão desgastante que, com certeza, ficaríamos travados eu e meu computador. E isso não me traria encanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo, hoje tentarei ser breve e objetivo, conciso e lacônico, exato e resumido, preciso e abreviado. Não prolixo.Tentarei, com todas as minhas forças, não ser extenso, amplo, vasto, abundante ou ilimitado.Buscarei desesperadamente a definição, a acepção, a interpretação, o valor, o sentido e o significado. Não me deixarei cair em redundâncias, difusões, superfluidades, excessos, inutilidades e pleonasmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixarei meu objetivo na clareza, na nitidez, na limpidez, na transparência, na diafaneidade e na inteligibilidade. Não utilizarei truques, ardis, arapucas, artifícios, artimanhas, armadilhas, ciladas, emboscadas e estratagemas. Procurarei ser puro, correto, imaculado, genuíno, inocente, incontestável e irrepreensível. Mas se não conseguir, certamente ficarei fulo, zangado, amolado, irritado, aborrecido, apoquentado, encolerizado, amofinado e exacerbado. Mas vou parando por aqui antes que vocês fiquem nauseados, repugnados, ansiados, repulsados, aflitos e agoniados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;postado por: EDMUND BONAPARTE 5:58 PM &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS&lt;/b&gt; Confesso que fique chocada com a afirmação da Claudia e do Thiago, que disseram que Tatuíras são comestíveis. Risoto de Tatuíras, Claudia? Tatuíras fritas, Thiago? Urgh...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS2&lt;/b&gt; Fiquei emocionada ao ver um comentário do Plâncton no texto anterior. Me senti realmente honrada e lisonjeada por ter tão nobre figura a agradecer meu apoio. Estamos aí, irmão Plâncton, na luta pela manutenção da beleza, da cor e da alegria que apenas os verdadeiros artistas podem trazer ao mundo. Conte conosco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitosos Abraços a todos!          &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                        &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309943559352421?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309943559352421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309943559352421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309943559352421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309943559352421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/09/tecido-sinttico.html' title='Tecido Sintético'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309931375872606</id><published>2004-09-24T10:30:00.000-07:00</published><updated>2006-03-27T03:12:26.256-08:00</updated><title type='text'>O Retorno das Tatuíras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma Lady. Daquelas frescas ao quase-extremo. Que não fala palavrão, não acha bonito campeonatos de arroto, gosta que o ilustre namorado abra a porta do carro (e Edmund é o tipo de homem em extinção que abre a porta do carro para uma dama), que detesta ouvir do ser amado um comentário chulo ou uma grosseria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente Edmund é um Lorde. Um Lorde mesmo, como podem notar pelos textos. Aparentemente somos dois chatos, mas isso não é verdade. Nossas diversões podem parecer meio estranhas, mas eu garanto que são muito normais. Agora, por exemplo, adquirimos o hábito de observar Tatuíras na praia. o que pode parecer esquisito para quem já leu &lt;a href="http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/01/josephine-e-as-taturas-suicidas.html" target="_blank"&gt;este texto&lt;/a&gt;, mas que tem lá sua lógica científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos pela praia dia desses e, desta vez, eu estava de sandália, o que diminuiu bastante o impacto de estar pisando em Tatuíras desesperadas e enterradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que na praia em que fomos, as Tatuíras eram anabolizadas. Milhões delas, correndo perto da superfície a cada onda, desesperadas para comer alguma coisa. Fiquei pensando. O que elas comem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, em uma exposição de livros infantis, lemos um exemplar de uma coleção muito interessante que conta, em rimas e com ilustrações infantilizadas, a história da vida de diversos bichos, existe a ameba, o gato, o cachorro, a aranha, o plâncton, entre uma infinidade de outros seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li a história da aranha, da ameba e do plâncton, mas nada me emocionou mais do que a história do Plâncton. O pequeno Plâncton era sempre ameaçado pelos outros bichos do mar, eles queriam comê-lo, mas tudo o que ele queria era seguir sua vocação e ser um grande artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno Plâncton se esforçou, começou a pintar seus amigos do fundo do mar, a lula, a arraia, a baleia e até mesmo um tubarão. O pequeno Plâncton gostava de viver perigosamente. Em pouco tempo o pequeno Plâncton tornou-se famoso, mergulhadores admiravam-se das cores dos peixes e de outros bichos e o pessoal do fundo do mar adorou estar tão colorido por um Plâncton tão talentoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os peixes até gostariam de comê-lo, mas jamais comeriam um bichinho tão simpático, famoso e talentoso. Ele era uma celebridade altamente carismática do fundo do mar. E continuou feliz, realizou seu sonho e continuou a pintar, como o artista que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pula para a praia. Eu e Edmund, olhando Tatuíras. Vem a onda, cobre a areia, a onda sai e leva os grãos que cobrem as Tatuíras, que saem correndo, semi-cobertas pela areia, até enterrarem-se novamente.&lt;br /&gt;-Ok - penso em voz alta- Se elas não gostassem disso, não ficariam aqui. Poderiam enterrar-se mais fundo, nenhuma onda as encontraria, nenhum pé pisaria sobre elas. Ou não. Que vida horrenda, passam o dia inteiro correndo assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma onda. Desta vez vem em nossa direção, nos afastamos e depois nos aproximamos novamente, ainda olhando para o chão. Edmund pergunta:&lt;br /&gt;-Isso deve ser estressante. Será que elas não dormem?&lt;br /&gt;- Acho que não. Ou entam enterram-se bem fundo para tirar uma soneca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa altura eu já estava simpatizando com as pobres Tatuíras e parte daquele meu trauma inicial já havia se dissipado. Edmund então pensou em algo bastante provável:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez elas estejam apenas comendo. Acho que elas saem assim para comer.&lt;br /&gt;- É, elas vivem a vida inteira debaixo da areia, não fazem nada além de correr das ondas e se esconder. O que será que elas comem?&lt;br /&gt;- Sei lá, elas devem comer alguma coisa que venha com as ondas, devem filtrar alguma coisa. Devem comer...quem sabe...- Olhei para Edmund. Não podia crer que ele diria aquilo. Mas ele disse-...quem sabe...plâncton?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o chão, apavorada, os olhos, já enormes, esbugalhados, lembrando-me do pobre Plâncton, meu amigo, a quem eu vira naquele livrinho e a quem tanto me afeiçoara. Não pode ser!! Que monstros! Comem aqueles bichinhos tão bonitinhos e talentosos, que pintam outros bichinhos no fundo do mar. Tá, eu sei que isso não é verdade, mas....puxa vida, justo o Plâncton? Fiquei, novamente, traumatizada. Devo dizer que Edmund também, embora, para me animar, ele tenha dito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, não é aquele Plâncton, são outros plânctons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se ajuda. Só sei que a cena me pareceu monstruosa. Tatuíras transgênicas anabolizadas correndo para capturar os pobres e sensíveis plânctons sobre os quais li naquele livrinho para crianças. Definitivamente, sou um ser influenciável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sei! Tatuíras não têm cor. Claro, nunca deram aos Plânctons oportunidade de pintá-las ou talvez não gostem deles justamente por isso, inveja. Porque são pálidas e eles vivem sempre rodeados de tintas, cores e alegria planctoniana. Tatuíras são seres tristes, com uma vida sem-graça. Leram o livro sobre a vida do Plâncton e resolveram dedicar suas vidas a acabar com essa espécie que enche o fundo do mar de cor e alegria, com seu talento inquestionável. A intenção das Tatuíras é acabar com os seres coloridos, para que se sintam menos incolores. Pensando bem, conheço muita gente assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os plânctons é que são bobinhos, ao invés de se conformar em ser comida de todo mundo, deveriam ficar bem longe desses seres invejosos. Tudo bem, existe toda aquela coisa de cadeia alimentar, etc, etc...mas aquele livrinho infantil confundiu minhas idéias. Preciso pensar mais a respeito. Preciso pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comentários deste post:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Por que ninguém comentou ainda? Será que tem algum problema com o sistema de comentários? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Então, se ninguém comentou, me vejo compelida a comentar sozinha. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Amo plânctons porque são seres indefesos e detesto tatuíras porque são seres esquisitos. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Abraços ao Edmund e espero que os demais leitores deste Diário despertem de sua hibernação sem fim. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se eu fosse Josephine, não tornaria a escrever enquanto não tivesse, no mínimo, três comentários." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Van Lampert&lt;/b&gt; 09.26.04 - 11:53 pm &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Tambem conheço gente tatuíra. As que dão na praia, são boas em risoto, sabia? :) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;beijo grande, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(e um abraço solidário) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.letti.com.br/afrodite/" target="_blank"&gt;Claudia&lt;/a&gt; 09.27.04 - 1:34 am  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Tatuíras são bixinhos bem esquisitos... o_O" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.miyachan.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Miya_chan &lt;/a&gt; 09.27.04 - 2:13 am  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"De uns tempos pra cá, também ninguém quis comentar no meu blog.Teve apenas oito comentários,mas depois ninguém mais veio.Acho que enjuaram de ler as coisas que escrevo, ou seja por falta de tempo.Mas, apenas algumas pessoas me colocaram para bligs amigos.Bom, se &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;você puder Josephine, por favor entre um pouco lá no meu blog, e comente.Ficarei muito feliz! &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Beijos de chocolate ligh." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://bligdaary.blig.ig.com.br/" target="_blank"&gt;aryadne&lt;/a&gt; 09.27.04 - 11:43 am  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Em Saquarema (RJ) as pessoa comem Tatuíras fritas, eu confesso, é gostoso, lembra formiga na brasa..." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.avesderapina.zip.net/" target="_blank"&gt;Thiago Dhatt &lt;/a&gt;  09.27.04 - 10:57 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Josephine,  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Obrigado pelos adoráveis elogios, e, sobretudo, pelo apoio à nossa causa. Tem sido difícil trabalhar e trazer cor e alegria a um mundo sombrio como este em que uma morte violenta espreita a mim e a meus irmãos plânctons a cada onda que se espalha por sobre aquelas pavorosas criaturas descoloridas que habitam as areias." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Plâncton &lt;/b&gt; 09.28.04 - 11:07 pm &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"un saludo desde españa.eres de lo mejor.muacs &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;shely&lt;/b&gt;  09.30.04 - 8:18 am &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Os donos deste blog não se responsabilizam pelos comentários deixados pelos leitores, como os transcritos acima.&lt;br /&gt;        &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                        &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309931375872606?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309931375872606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309931375872606&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309931375872606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309931375872606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/09/o-retorno-das-taturas.html' title='O Retorno das Tatuíras'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309911764916287</id><published>2004-09-21T14:42:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:31:57.653-08:00</updated><title type='text'>Persistência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se me faltassem todos os talentos do mundo, ainda me restaria um, que me difere de todo o resto da humanidade: nunca conheci criatura humana tão estabanada. Acabo de conseguir a proeza de derramar meia garrafinha de iogurte sobre um caderno aberto. Felizmente aqui onde eu moro não existem formigas, ou estaria seriamente encrencada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que formigas sejam uma lenda neste lugar, mas elas não costumam ser vistas pelos cômodos deste apartamento. Dizem que formigas não moram em apartamentos altos, talvez tenham preguiça de subir as escadas. Dizem também que quanto mais alto o apartamento, menos chance de ter mosquitos passeando por ele. Talvez mosquitos também não gostem de subir escadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existem formigas e mosquitos em apartamentos altos se eles forem persistentes e pacientes o suficiente para subir de elevador. O problema é que formigas e mosquitos jamais conseguiriam apertar o botão do elevador, por isso teriam que contar com a sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, teriam que saber ler. Ao menos identificar os números. Caso contrario teriam esperado horas e horas por alguém que chamasse o elevador para eles, entrariam na engenhoca e desceriam no primeiro andar, ou no subsolo, onde poderiam ter ido usando suas próprias patinhas (ou asinhas, no caso dos mosquitos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, sabendo identificar os números altos, deveriam contar, novamente, com a sorte, esperando que um incauto morador de apartamentos altos resolvesse entrar no elevador e descer em seu andar inacessível a pequenos insetos sobre patinhas. Então, teriam de contar, outra vez, com a sorte, ou melhor, com a falta de sorte do indivíduo que então abriria a porta a eles e seria o único morador do andar a contar com a companhia exclusiva de um mosquito e um punhado de formigas (porque, convenhamos, elas deveriam vir em grupos ou não adiantaria muita coisa. A menos que fosse uma formiga-ermitã, uma sábia formiga buscando encontrar-se consigo mesma, loge da balbúrdia dos formigueiros e perto da morte certa. Não seria muito inteligente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos que é muito mais fácil subir pelas escadas ou pelas paredes, do lado de fora, e pegar o primeiro apartamento que vier à sua frente, o que deve explicar a preferência desses insetos por andares mais baixos e casas térreas ou sobrados. Ao menos não imagino mosquitos fazendo vôos arriscadíssimos e formigas escalando prédios altíssimos e fazendo rapel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos que sejam insetinhos olímpicos, com espírito esportivo muito forte, querendo ultrapassar seus próprios limites para alcançar vitórias jamais imaginadas pelo micro-mundo em que vivem. Duvido. Não sei, mas desconfio que não haja nada semelhante a substâncias como adrenalina e endorfina correndo no interior de seu exoesqueleto. Acredito que apreciem uma vida mais rotineira, algo mais tranquilo e regrado, sem grandes emoções e sem viver perigosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse aspecto acho que me identifico com essas formigas e esses mosquitos. É, eu sei, ando fazendo comparações estranhas, que colocam em dúvida minha boa auto-estima, primeiro um dedão do pé e agora, formigas e mosquitos. Mas tudo tem seu contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de viver perigosamente, de grandes emoções, sou alérgica a adrenalina, quase morri no barco viking, não saio à noite, detesto multidões e tenho pavor de altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas de mim eu guardo lá dentro, coisas que quero fazer, mas que não me sinto à vontade de contar para a humanidade. Coisas óbvias. Quero um dia subir as escadas e escrever meu formigueiro no vigésimo quinto andar. Quero ir de escada, para não ser vista, para ter certeza de que chegarei no vigésimo quinto andar, ainda que demore um pouco mais do que se eu pegasse o elevador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem olha para mim pode ver só uma formiga, daquele tipo que quer viver sua vida de formiga e ser deixada em paz. Mas olho para cima, vejo aquelas janelas pequenas, sei de formigas que conseguiram, planejo em segredo cada degrau. Não devo chorar sobre o iogurte derramado, a mancha ficou no caderno, para que eu não me esqueça, para que eu não perca de vista jamais o vigésimo quinto andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS: &lt;/b&gt;Edmund, hoje é um dia especial. Não vou te lembrar e nem dizer o que se comemora neste dia. Sim, é uma forma de torturar-lhe até que você se recorde e, quem sabe, compre alguma coisa gostosa para a gente comer e comemorar. Hoje é um dia especial. Todos os dias são especiais, ainda que não pareçam, mas este, além de ser, parece. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS2: &lt;/b&gt;Ando com problemas de conexão. Espero consertá-los em breve, para poder voltar a passar mais tempo por aqui, respondendo comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS3: &lt;/b&gt;A propósito, me perdoem o longo tempo sem posts. A partir de hoje este blog entra nos eixos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS4:&lt;/b&gt; Não poderia deixar de agradecer, ainda que ligeiramente atrasada, a homenagem que o &lt;a href="http://www.m16.jesussave.us/" target="_blank"&gt;M16&lt;/a&gt; fez para a gente no &lt;a href="http://www.m16.jesussave.us/" target="_blank"&gt;blog dele&lt;/a&gt;. Desçam a barra de rolagem quando chegarem &lt;a href="http://www.m16.jesussave.us/" target="_blank"&gt;lá&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comentários deste post:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Nossa, como você escreve bem.De onde você tirou esta idéia de usar um blog como um único e verdadeiro diário?" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://bligdaary.blig.ig.com.br/" target="_blank"&gt;aryadne&lt;/a&gt; 09.21.04 - 8:26 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Olá... Aqui estou eu novamente após um turbulento período. Vejo que continua escrevendo de forma magnífica. Quanto às formigas, talvez elas não queiram subir aos andares mais altos porque sabem que encontrarão lá um apartamento como qualquer outro. Talvez uma delas tenha conseguido a muito tempo atrás, e percebido que a quantidade de açúcar num apartamento não é diretamente proporcinal à distância deste do solo. E esta formiga ensinou as outras, de forma que isto é ensinado hoje na escola das formigas." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Flip-flop&lt;/b&gt;  09.21.04 - 8:50 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Formigas sábias asssoviam o que o sabiá sonhava em saber assoviar. Mas não estou certo quanto à existência delas." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://tambormaritimo.weblogger.com.br/" target="_blank"&gt;André&lt;/a&gt;  09.22.04 - 1:45 pm &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Os donos deste blog não se responsabilizam pelos comentários deixados pelos leitores, como os transcritos acima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;                        &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309911764916287?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309911764916287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309911764916287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309911764916287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309911764916287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/09/persistncia.html' title='Persistência'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309895184312046</id><published>2004-09-16T12:07:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:29:11.846-08:00</updated><title type='text'>Uma História Sem Pé Nem Cabeça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                                       &lt;br /&gt;É, uma história sem pé nem cabeça. Na verdade, nunca vi uma história com pé e cabeça. A maioria das histórias que já ouvi não tem mesmo pé, nem cabeça, nem braços, pernas, nem nada. Um dia, quem sabe, eu consiga escrever uma história com pé e cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pé com alguns dedos, porque pé sem dedos não deve ser um verdadeiro pé, caso contrário, nenhum pé teria dedos. No entanto, a maior parte dos pés têm dedos, e deve haver algum motivo para que os dedos dos pés estejam ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi histórias de gente que perdeu o dedinho do pé, aquele minúsculo, o último, e teve grandes dificuldades para voltar a andar. Pensando bem, essas histórias podiam até não ter cabeça, mas certamente tinham pé. Com um dedinho a menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mostra que até um minúsculo e aparentemente insignificante dedinho tem sua utilidade em um corpo tão grande. Mesmo quando o corpo é pequeno, no caso dos anões ou até de pessoas muito baixinhas, o corpo sempre será enorme, se comparado ao dedinho minúsculo do pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não podemos desprezar nem um mísero dedinho minúsculo e aparentemente sem função. Assim como ele, muitas outras coisas neste planeta têm sua utilidade, embora não aparentem. As pessoas, inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele ser esquisito que senta perto de você no trabalho, aquele cara chato que conta sempre a mesma piada, aquela secretária calada, de quem você nem sabe o nome, aquele menino que parece viver no mundo da lua, aquela menina que parece que nunca está fazendo nada....cada pessoa dessas pode ser um dedinho. Se elas faltarem, alguns corpos desabarão, até aprenderem a andar novamente, sem aquele dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não dê para a gente mudar todo mundo, mas com certeza podemos aceitar todo mundo, ainda que não sejam como gostaríamos que fossem, ainda que seja difícil. Pensando bem, seria estranho. Se cada uma das pessoas citadas fosse um dedinho, teríamos um estranho pé com cinco dedinhos minúsculos. Acredito que seria tão impossível andar com eles quanto sem eles. A menos, é claro, que cada um desses dedinhos estivessem em um pé diferente. Então teríamos cinco pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou melhor, não, poderíamos ter duas pessoas e meia, duas pessoas com dois dedinhos, um em cada pé, e meia pessoa com um dedinho em um pé...se bem que me parece meio difícil que meia pessoa sobreviva, ainda que tenha um dedinho. Nesse caso, poderia ser uma pessoa inteira, com apenas uma perna e um pé. Ou com duas pernas, dois pés e um dedinho. Ou talvez o outro dedinho seja tão insignificante que ficou fora da contagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa. De qualquer maneira, o indivíduo em questão portador dos dedinhos citados, desabaria caso lhe fosse arrancada a falange correspondente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devo ser um dedão. Daqueles cuja unha encrava de vez em quando e que você tem vontade de arrancar, mas que tem que compreender e ajudar. Aceitar o dedão como ele é e ter uma certa sensibilidade, para não ficar cutucando a unha o tempo todo, cortar sempre retinha para que não encrave, enfim, não é muito romântico e creio que eu seja mais bonitinha do que um dedão, mas ainda assim a comparação é válida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se na hora de caminhar o dedão é tão importante quanto o dedinho, mas desconfio que sim. De qualquer maneira, pelo menos sei que ficar sem o dedão é muito mais anti-estético do que sem o dedinho, sem dúvida. E o dedão aparece mais, incomoda mais e não pode ser arrancado assim, tão facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dedão é chato. O dedinho é discreto. Eu sou um dedão, embora pareça uma legítima pedra no sapato de algumas pessoas. A pedra pode ser jogada fora, mas com o dedão deve-se aprender a conviver. De certa forma, me parece ser uma vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------&lt;br /&gt;Comentários deste post:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Uma singela homenagem no meu blog... vejam lá." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.m16.jesussave.us/" target="_blank"&gt;M16&lt;/a&gt; 09.16.04 - 2:56 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Conheço muitos anelares-do-pé... &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Aqueles que muita gente nem sabe o nome, mas estão sempre lá para ajudar a levar a gordura toda..." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.m16.jesussave.us/" target="_blank"&gt;M16&lt;/a&gt; 09.16.04 - 2:58 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Um dedo no do pé, eu acho que sou uma pedra no sapato, isso sim, ukaukaukaukaukauk, bem, bela história e tal... até mais....." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://cachorrosblog.weblogger.terra.com.br/" target="_blank"&gt;Fabio &lt;/a&gt; 09.17.04 - 1:53 am  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Amei o blogg...a forma como escreve é simplesmente maravilhosa...sensivel, inteligente e sensato.... " &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.audaces.weblogger.com.br/" target="_blank"&gt;veronica &lt;/a&gt; 19-09-2004 04:03:28  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Oh-My-God! Nunca pensei que um dedo desse tanto assunto!" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.mecrep.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Alencar &lt;/a&gt; 09.21.04 - 1:40 am &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Os donos deste blog não se responsabilizam pelos comentários deixados pelos leitores, como os transcritos acima. &lt;br /&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309895184312046?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309895184312046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309895184312046&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309895184312046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309895184312046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/09/uma-histria-sem-p-nem-cabea.html' title='Uma História Sem Pé Nem Cabeça'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309880264678240</id><published>2004-09-07T10:02:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:26:42.650-08:00</updated><title type='text'>Gavetas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andei fazendo uma limpeza nas gavetas de casa e me impressionei com a quantidade de quinquilharias que guardo. Não falo apenas dos cartuchos vazios da impressora ou das canetas bic e grampos de cabelo, porque isso todo mundo guarda, acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas encontrei embalagens blister de produtos do tipo lixas de unha, a caixa do mouse, dezenas de etiquetas recortadas das roupas (eu detesto etiquetas), lacinhos e florzinhas recortados das roupas de baixo (por que eles insistem em costurar aquelas coisinhas inúteis nas calcinhas e sutiãs?) e uma infinidade de papeizinhos e folhetos sem utilidade alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi a mim mesma nunca mais pegar um mísero folheto na rua, nem em consultórios médicos, lojas de celular, nada, nada, nada! Tinha um folheto explicativo, altamente elucidativo, sobre o tratamento da asma com um determinado medicamento. Ocorre que não tenho asma. Nem eu, nem Edmund, nem ninguém que more comigo. Por que raios peguei aquele folheto no consultório médico? Ou pior, por que eu o guardei por mais de seis meses na gaveta? Não me pergunte, não faço idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja reflexo de nossa vida enlouquecida, cada vez mais maluca e corrida, que nos impede de ter papeizinhos realmente úteis para guardar, como uma carta de amor, um bilhete apaixonado, um cartão de agradecimento, um pedido de desculpas escrito em um guardanapo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo reflete a carência afetiva da nossa sociedade. O folheto do consultório, na verdade, era uma carta de declaração de amor do medicamento a mim, prometendo me livrar de uma crise asmática, caso eu tivesse uma. Talvez meu subconsciente tenha visto assim "alguém se importa comigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada folder, cada cartãozinho, cada jornal de ofertas de supermercado deixado na caixa de correio, representa o trabalho de diversas pessoas e eu simplesmente não me sinto à vontade para jogar todo esse trabalho, suor, investimento humano e financeiro no lixo. Mantenho na gaveta por algum tempo, até que fique obsoleto, mas antes de se tornar uma peça com valor histórico. Então jogo fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peças com valor histórico não podem ser jogadas fora, portanto tenho que revirar todas as gavetas antes que seja tarde demais e eu tenha que guardar aquela notinha da compra de um refrigerante no supermercado, datada de cinco anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma tarefa árdua. Mexer nas gavetas é como mexer em mim mesma, lá no fundo da alma, nas coisas que guardo, lembranças, sentimentos, momentos passados. De vez em quando devemos fazer isso. Jogar fora os papeizinhos e etiquetas acumulados, guardar só o estritamente necessário e deixar espaço para coisas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou profunda hoje. É, talvez este texto nem caiba aqui, mas se eu não colocar este texto aqui hoje, possivelmente amanhã existirá uma multidão reunida na porta deste blog, protestando como a Marguerita (dona Pizza )...ops, Margarita :) nos comentários do post anterior, " Post Novo Já!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretensão de Josephine. Realmente gostaria de acreditar que alguém sente minha falta neste blog. Alguns leitores, porém, têm me escrito indignados com minha falta de amor próprio, por eu achar que só Edmund é importante. Mas é que este blog é dele e tem se falado mais em Josephine do que em Edmund. Entretanto, agradeço. Suas opiniões tem feito diferença para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda faltam duas gavetas. Preferi escrever antes já sabendo que ia ser um texto pseudo-profundo. Se esperasse mais uma gaveta, ficaria insuportável, filosofando sobre as gavetas da alma, sobre as etiquetas da vida e os cartões vencidos de nossa existência breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund conseguiu convencer o Cabide a esperar mais uns seis meses antes de se mudar para o meu apartamento. Acho que isso quer dizer alguma coisa. Edmund diz que isso quer dizer que o Cabide vai pensar mais um pouco. Para quem não se lembra, o Cabide e o Criado-Mudo de Edmund não se dão nada bem. O Cabide é um lorde, educado, polido, e o Criado-Mudo é arrogante, mal-educado e irônico, sempre acabam discutindo. Há algum tempo tiveram uma discussão feia e o Cabide ameaçou mudar-se para a minha casa. Agora, mais calmo, concordou em pensar mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo salientar que ainda não consegui fazer com que falem comigo. Esses móveis só se comunicam com Edmund, ele diz que eles são tímidos na presença dos outros, mas aos poucos o Cabide está se sentindo mais à vontade perto de mim, é um avanço.&lt;br /&gt;No começo o Criado-Mudo não ia com a minha cara, mas eu sei que no fundo, no fundo, ele é legal. Talvez lá bem no fundo de sua gaveta, talvez se eu vasculhasse as coisas que ele guarda, me surpreenderia positivamente. Quem sabe um dia ele se abra para mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------&lt;br /&gt;Comentários deste post:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"É eu as vezes acho cada coisa no mu guarda roupa! Nas gavetas ja achei coisas tão velhas quuanto eu! Hehehehhehe, é engraçado." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.mecrep.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Alencar &lt;/a&gt; 09.08.04 - 1:31 am  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Minha amiga sente dó quando passo pelas pessoas na rua e recuso seus panfletos. Vou fazer o que com papeizinhos de dentistas oferecendo extrações a 10,00, restaurações a 7,00, ou bidus como "Mãe Dinah fala sobre seu futuro, fazemos amarrações", etc. Melhor jogar e não se prender a nada. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Parabéns pelo blog!" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;CARLA&lt;/b&gt; 09.09.04 - 12:19 am  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Olá senhora Butterfly! Quanto tempo! Ainda com o grande Edmund? É bom ver vcs junots (mas vcs n tinham terminado?)... Mundo estranho. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.m16.jesussave.us/" target="_blank"&gt;M16&lt;/a&gt; 09.09.04 - 11:11 am &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"eu kero o criado mudo, gostei dele, parece muito com meu armário, já o cabide, este se parece com a quina da cama que eu insisto em dar joelhadas e ela pede "desculpas".... Tah tah, eu vou trabalhar, eu sei, tenho que dormir... aiai.... fuies" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.cachorrosblog.weblogger.terra.com.br/" _blank=""&gt;Faboides&lt;/a&gt; 09.10.04 - 12:56 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Ei, eu sou um drink, não uma pizza! :) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Obrigada pelo post, Josephine, agora posso sobreviver mais algumas semanas sem crise de abstinência lunática. Ah, e posso me sentir uma pessoa organizada, também... " &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://merelyanotherplayer.blogspot.com/" target="_blank"&gt;MargariTa ;)&lt;/a&gt; 09.15.04 - 2:22 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Sabe que já se passaram-se bem mais de uma semana?? Escreva por favor! " &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://bligdaary.blig.ig.com.br/" target="_blank"&gt;aryadne&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Os donos deste blog não se responsabilizam pelos comentários deixados pelos leitores, como os transcritos acima.           &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                        &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309880264678240?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309880264678240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309880264678240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309880264678240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309880264678240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/09/gavetas.html' title='Gavetas'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309860020637358</id><published>2004-08-24T19:08:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:24:45.306-08:00</updated><title type='text'>Sem Assunto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe quando você não tem o que escrever? E rabisca em uma folha de caderno, não sabe mais como continuar, vira a folha, rabisca em outra e assim sucessivamente, ad infinitum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, já sem ter o que escrever, começa a escrever sobre o fato de não ter o que escrever. Isso, caros amigos, é patético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá estou eu, após treze dias sem um mísero post novo e, no lugar em que deveria escrever um post maravilhoso, encaixo este lamento literário sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que além de "Fábulas Alucinadas" e "A História de um Lunático", deveria acrescentar na coluna à esquerda a seção "Lamentos de Josephine", porque desde que comecei neste lugar, em novembro, foram tantos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog era o recanto solitário de um cara um pouco fora dos padrões (no bom sentido), que o usava como um canal para se comunicar com o mundo. Só cheguei para bagunçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, bagunçar é algo que faço com maestria. Bagunço quartos, salas, casas, escritórios, bolsas, vidas e agora, blogs. Caso você esteja precisando de alguém que bagunce sua existência, favor me contratar pelo e-mail josephinebutterfly@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, logo estaremos de mudança para um lugar só nosso (sim, eu sei que há séculos falo nisso e nunca cumpro). É como comprar a casa própria e deixar de depender do aluguel do blogger. Mesmo porque o Bloggerman nos ignora por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ele também é, na verdade, um Góio (versão masculina de Góia), já que só mandou o Diário para o What's up enquanto era Edmund que o atualizava. E periodicidade não conta, já que às vezes ele indica blogs que não vêem seus donos há séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu queira desesperadamente aparecer no What's Up, embora eu adore aparecer (e este é um blog que não colabora muito com essa parte da minha personalidade), mas esse negócio de aguns blogs terem ido duas, três vezes para o What's up e este só ter ido uma vez me deixou com problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto faz, tanto faz, já fomos citados no Perturbados :) que tem a vantagem de não atrair aqueles que não lêem nada e, obcecadamente, clicam no link dos comentários para dizer que &lt;i&gt;"Muito legal seu blog, show! Passa lá no meu e deixa um comentário". &lt;/i&gt; Dispenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em Bloggerman, antigamente ele comentava blogs, dava um resumo da idéia do blog todo que recomendava, como fez com este blog. Ultimamente ele tem comentado posts. O What's Up transformou-se em um sistema de comentários privativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argh, isso é o cúmulo da falta de assunto. Continuo sem ter o que escrever, mas não posso evitar de escrever. Qualquer bobagem. Muita bobagem. Me superei, consegui bagunçar este post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe qual é o problema? Vou dizer. Edmund. Quando entrei neste lugar, me comprometi não revelar nada sobre a minha vida (o que tenho tentado arduamente fazer, nem sempre com sucesso), então nem sempre tenho como explicar algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, eu tenho motivos para não ter escrito esses dias todos, mas não posso contar. Estou sem computador, escrevendo de uma Lan House, é tudo o que posso revelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui uma pessoa misteriosa, ou talvez até já tenha sido, mas não tanto assim. Edmund é neurótico, parece até que está fugindo da polícia. Não posso colocar fotos nossas aqui, nem falar nada muito pessoal, sob pena de o moço ter um chilique. É tímido. Eu não. Mas respeito, fazer o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do blog, para vocês terem uma idéia, ninguém sabia a idade dele, onde morava, se era solteiro, casado, separado, viúvo, se tinha filhos, se era gay ou hetero, nada. Fiquem felizes, vocês estão em vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, obviamente, assanhava as Góias :), elas adoram mistério e Edmund sempre foi um ser apaixonante. O pouco que dava para conhecer dele pelos textos e desenhos que fazia já dava vontade de descobrir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este era um ambiente hostil, não sei como sobrevivi...risos...sobrevivi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de algumas coisas ainda serem ligeiramente misteriosas, como a profissão de Edmund, a cara dele, detalhes de sua vida, acredito que eu esteja fazendo uma ponte satisfatória. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, tentarei esclarecer algumas dúvidas sobre nossa existência nos próximos posts. A menos que surja um assunto mais importante sobre o qual discorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo, para quem não tem o que escrever, até que enrolei bastante. Só queria entrar aqui e bater um papo. Quem sabe, mais inspirada, amanhã apareça para escrever algo decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS&lt;/b&gt; O Cabide vai se mudar. Está decidido a livrar-se do Criado Mudo, embora Edmund ainda esteja tentando demovê-lo da idéia. Veremos os próximos capítulos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS 2&lt;/b&gt; Ignorem quaisquer possíveis erros, já que não tive tempo de revisar minha digitação. Tempo é dinheiro neste lugar. Literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comentários deste post:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Nossa! Quanto tempo!Sim ficar sem pc é lamentavel, eu ja fui frequentador de cybers... graças não preciso mais. :D"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.mecrep.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Alencar &lt;/a&gt; 08.24.04 - 10:58 pm &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"JOsephine, abstenha-se de qualquer possível pensamento triste acerca de não ter feito muita coisa por aqui, ou por não ter postado com tanta frequencia... Pois isso vai te levar, inevitavelmente, a uma vontade de se afastar ainda mais...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E quanto a isso, só digo uma coisa: NÃO SE VÁ JOSEPHINE... NÃO SE VÁ..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.mentezen.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Joe &lt;/a&gt;  08.25.04 - 7:18 pm &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Olá Josephine...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Eu fico totalmente perdida sem computador, parece que falta uma parte de mim... Cúmulo do vício... Risos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quando não tenho o que escrever começo a falar de alguma coisa boa, vou relembrando de outras e o texto acaba ficando imenso... Se o conteúdo fica bom ou não eu não sei... Risos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para onde irá o cabide?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Beijos"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://jardimdaborboleta.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Butterfly&lt;/a&gt; 08.28.04 - 5:10 am &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"muito interessante a história desse garoto deveria ter mais histórias desse tipo nos sites "&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;rose_linda &lt;/b&gt; 30-08-2004 17:31:42 &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Nossa para quem estava sem assunto para escrever, escreveu um post e tanto rs. Quanto a questão de inspiração, faz tempo que descobri que é a palavra que manda em mim, se ela quiser dar o ar de sua graça, escrevo horrores, mas tem épocas que ela resolve se bandear por ai, chegando tarde, de porre, sem me dar a menor explicação, depois fica dias curtindo uma ressaca monstro e me ignora totalmente... fazer o quê, não é? Beijos"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://acriaturaeamoca.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Moça&lt;/a&gt; 09.02.04 - 4:16 pm&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Tive de descer ao coloquial para atender a capicidade dos leitores do meu Blog (diga-se de passagem, nativos desprovidos de estímulo literário, vivem nesta cidade a qual me escondo), outros apelam para feitos visuais cômicos, figuras que inibem o leitor de uma boa leitura, mas esta é a primeira ez que vejo uma falta de assunto com tanto assunto, geralmente a coerência é a redundância, mas é incrível a feritlidade com que brotam as palavras por aqui, preciso deste remédio urgente,, pois meu cérebro está atrofiando com uma doença que ocasiona falta de assunto, é contagioso, aqui todos estão infectados..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.avesderapina.zip.net/" target="_blank"&gt;Thiago Dhatt &lt;/a&gt; 09.02.04 - 9:30 &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Ei, vc escreveu bastante e bem, claro! Eu de vez em quando, quando não tenho o que escrever, acabo fazendo uns posts enormes. Publico, mesmo achando que ficaram uma meleca, mas... foi feito de coração, né, hehehehehe!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Bjs!"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.propagandoms.com/bianca/" target="_blank"&gt;Bia&lt;/a&gt; 09.05.04 - 4:08 am &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Adorei seu blog, comenta no meu.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Capaz, to brincando, eu também detesto esses cometentários... hauhauaha, mas enfim, seu doente, é legal sacar a vida e ser um lunático, não tem nada de errado em ficar trancado no quarto... Sei como são mulheres avoadas que passam espalhando sua bagunça por tudo, então eu te entendo, vou ficando por aqui, não consigo dormir mesmo, até mais"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.cachorrosblog.weblogger.terra.com.br/" target="_blank"&gt;Fabio &lt;/a&gt; 09.06.04 - 1:59 am &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Josephine, Edmund, vocês estão atingindo o limite da paciência de seus leitores com sua indisciplina bloguística!!!!!!!! Post novo já!!!!!"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://merelyanotherplayer.blogspot.com/" target="_blank"&gt;MargariTa ;)&lt;/a&gt; 09.06.04 - 12:30 pm &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"é.... tá meio entediante ler seus coments. então eu me vou.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Dá pra dar uma boa melhorada aí, mas são pensamentos né, quem sou eu pra tentar te explicar os segredos do sérebro humano....."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Camila &lt;/b&gt; 09.11.04 - 3:19 am &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"é CÉREBRO... eu sei! escrevi errado e num ví ora!!!"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Camila &lt;/b&gt; 09.11.04 - 3:21 am&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Os donos deste blog não se responsabilizam pelos comentários deixados pelos leitores, como os transcritos acima.           &lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;                        &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309860020637358?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309860020637358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309860020637358&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309860020637358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309860020637358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/08/sem-assunto.html' title='Sem Assunto'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309846589972010</id><published>2004-08-10T18:29:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:21:05.906-08:00</updated><title type='text'>Edmund Subiu no Telhado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;                                      &lt;br /&gt;Hoje recebi um telefonema. Uma voz desconhecida me acordou às sete da manhã:&lt;br /&gt;- Alô, Josephina?&lt;br /&gt;- É Josephine.&lt;br /&gt;- Ah, oi, dona Josephine, é...eu....eu sou vizinho do seu namorado, Edmund.&lt;br /&gt;- Algum problema?&lt;br /&gt;- É....eu não sei bem como te dizer isso, dona Josephine, mas....é....Edmund subiu no telhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hein??? Desesperei-me, obviamente. Todo mundo deve conhecer aquela piada em que o cara viaja e deixa o gato aos cuidados do amigo. Algum tempo depois ele recebe um telegrama do amigo avisando "seu gato morreu". Chocado, o pobre homem precisa ser hospitalizado e passa por um sério tratamento. Ao recuperar-se, liga para o amigo e o repreende:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é assim que se dá uma notícia dessas!! Tem que preparar a pessoa primeiro, para não causar traumas. O gato morre, você manda um telegrama: "Amigo, seu gato subiu no telhado". Alguns dias depois, mande um segundo telegrama: "Amigo, seu gato escorregou do telhado". Mais algum tempo, o terceiro telegrama: "Amigo, seu gato está muito mal". Por fim, o quarto telegrama: "Amigo, infelizmente, seu gato morreu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envergonhado o amigo desculpa-se pela falta de tato e promete jamais fazer tal coisa. Já recuperado e torcendo para que o amigo realmente tivesse aprendido a lição, o homem recebe, três meses depois, novo telegrama daquele mesmo indivíduo: "Amigo, sua mãe subiu no telhado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desta piada, a expressão "fulano subiu no telhado" nunca mais foi a mesma. Agora estava eu ali, telefone na mão, passada, ouvindo aquele desconhecido dizer: "Josephine, Edmund subiu no telhado", tentando imaginar como seria minha vida sem aquele alucinado ser. Descontrolada, desatei a chorar convulsivamente, enquanto o homem, desesperado, do outro lado da linha, tentava me consolar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, calma, moça, isso acontece todos os dias, nas melhores famílias!&lt;br /&gt;- Não na minha!! Não na minha!!!&lt;br /&gt;- Moça, calma, ele só subiu no telhado, isso não é tão horrível assim!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não?? Que absurdo!!!! Criatura insensível!!! Edmund partira e aquele indivíduo tinha a cara-de-pau de me dizer que isso não era assim tão horrível???? Antes que eu pudesse desligar o telefone na cara de tão frio ser, ele completou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu só queria que você viesse aqui para convencê-lo a descer, estamos ficando preocupados, já que ele disse que vai morar por lá e que talvez passe as férias no meu telhado.&lt;br /&gt;- Hein? Ele subiu mesmo no telhado? No telhado de verdade? Não no telhado metafórico?&lt;br /&gt;- Han...moça, que diferença faz saber o material do telhado? Se é metafórico ou telhafórico, seu namorado está, neste momento, deitado em um colchão em cima da casa. Só não chamamos os bombeiros porque não queremos que ele vá parar em um manicômio. Você poderia vir aqui ajudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, por que não explicou direito antes? Edmund subira de verdade no telhado. Os vizinhos gostam dele, todos sabem que ele não é louco, louco, no sentido extremo da palavra. É apenas excêntrico. Subiu no telhado por não aguentar o mau-humor de seus estressados móveis, principalmente o Criado-Mudo, que anda insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, Edmund disse que o Cabide expressou desejo de mudar-se para a minha casa, querendo ficar longe do Criado-Mudo, com quem nunca se deu muito bem, mas isso ainda não foi decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, chegando lá conversei um pouco com ele, que me convidou para subir. Só se convenceu de que não poderia passar uns dias no telhado quando eu lembrei a ele do meu pavor de altura. Vai ficar sem mim? De que adianta morar em um lugar com uma vista bonita e passar os dias sozinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que adianta estar em cima, no topo, acima de todos, e não ter ninguém? Viver cercado de solidão e vazio, passar noites frias sem um abraço que o aqueça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, felizmente, está de volta ao interior de sua casa, para tranquilidade minha e dos vizinhos. Quanto aos móveis, não sei, não conversamos sobre isso. Só o que sei é que a situação está ficando insustentável e talvez tenha que abrigar um Cabide refugiado em minha casa. Veremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comentários deste post:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nossa... fiquei fora do ar por um longo e tenebroso inverno... agora quando eu volto tenho a seguinte certeza: só lunático mesmo prá escrever esse blog. só doido prá ler! :) Bom ver todo mundo na ativa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjos de brisa prá todo mundo,"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ventoventania.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Desirée&lt;/a&gt; 08.10.04 - 11:56 pm &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Odeio quando isso acontece, :/ Esses moveis de hoje!"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mecrep.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Alencar &lt;/a&gt; 08.11.04 - 1:05 am &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oi Josephine...&lt;br /&gt;Ainde bem que ele desceu... Imagina ficar sozinho passando frio, fome, sem poder ter você ao lado dele.&lt;br /&gt;Quanto ao cabide espero que tudo termine bem.&lt;br /&gt;Beijos"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jardimdaborboleta.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Butterfly&lt;/a&gt; 08.11.04 - 6:50 am &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Divertida esta tua cronica. :)&lt;br /&gt;E ao mesmo tempo mostra alguns questionamentos da vida e da vida à dois, bem interessantes. Gostei!&lt;br /&gt;beijo grande, Josephine"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.letti.com.br/afrodite/" target="_blank"&gt;Claudia&lt;/a&gt; 08.11.04 - 2:47 pm &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho melhor prender o Ed num quarto por uns tempos, rs... depois dessa de subir no telhado (muito boa!)."&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blanda.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Blanda&lt;/a&gt; 08.11.04 - 3:45 pm &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não seria mais simples botar o criado-mudo para morar no telhado? Assim o cabide fica tranquilo e o Edmund não se aborreceria tanto. Bela crônica Josephine e cada vez posso dizer com mais certeza, você está escrevendo muito!!! Beijos"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://acriaturaeamoca.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Moça&lt;/a&gt; 08.12.04 - 10:32 am &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Saudações hermanos terráqueos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que desestímulo aos que aspiram comer em pratos de ouro. Talvez uma boa reflexão acerca desta crônica, os façam integrar a humildade...&lt;br /&gt;É bom vir de Zelta, e saber que o Blog vai bem..."&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.avesderapina.zip.net/" target="_blank"&gt;Thiago Dhatt &lt;/a&gt; 08.12.04 - 11:30 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"adorei sua cronica, alias, tudo o que voces escrevem sao memoraveis!!!&lt;br /&gt;Uma lição bem diferente de humildade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado bom do Edmund estar nos telhados seria que as TVs dos vizinhos estariam sempre com bom sinal...eheheh"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.desritmia.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;azrael &lt;/a&gt; 08.13.04 - 2:44 pm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olá Josephine! Há quanto tempo?!?!?!?! Como vão você e Edmund? Espero que o incidende do telhado não tenha deixado seqüelas muito grandes. Já pensou se a mudança da pressão do ar afeta o raciocínio do nosso querido lunático? hehehe Beijinhos"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.egometipse.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Egometipse &lt;/a&gt; 08.13.04 - 4:32 pm &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Excelente Josephine!!! Coitadinho do Edmundo esses moveis de hoje em dia nao se fabrica como antigamente. hehe Mas espero que tudo termine bem e que Edmundo nao suba mais no telhado afinal esta tao frio ultimamente... estou viciada nesse blog, nos textos as vezes pode parecer loucura mas me indentifico em alguns... Sera que a Lilli esta ficando Lunatica? heheeh nao sei... com a crise q passo aqui nesse mundo sem fim... certeza q ja estou no limite de loucura, mas se for pra ser Lunatica q seja interessante com Edmundo ;)&lt;br /&gt;abracos,"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lillianbutterfly.fotolog.fot.br/" target="_blank"&gt;Lilli&lt;/a&gt; 08.13.04 - 11:51 pm &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ops palma palma palma nao priemos canico, eu escrevi uma coisa erradinha, nao fica irritada nao Josephine eu me explico que o que quis dizer na verdade é que seja interessante COMO o Edmundo e nao COM o Edmundo risos. "Com" é sem duvidas interessantes mas esse papel "com" fica pra você... ngm melhor pra isso garanto!!! mais uma vez Foi mal!!!&lt;br /&gt;risos ;)&lt;br /&gt;Ps. espero q depois do errinho basico vc nao esqueca do meu esqueletinho  ;)"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lillianbutterfly.fotolog.fot.br/" target="_blank"&gt;Lilli&lt;/a&gt; 08.13.04 - 11:55 pm &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É,todos os elogios já foram feitos o que me resta agora é um pequena mas importante[pra mim ao menos]observação.Como já disse para vcs,Edmund e Josephine,minha curiosidade é gigante e ela não provoca a morte de apenas um rato,e sim de milhares deles.[qual o coletivo de ratos ei?]Em suma,poderia os leitores desse blog contemplar a imagem,fotograficamente falando,de Edmund e Josephine?Em alguns emails disse que passei dias a procura de Edmund pela rua,calma Josephine não era a procura do homem Edmund e sim do Edmund Bonaparte.Afinal todos ao meu redor eram Edmund´s em potencial,mas isso já foi dito...Vamos ao que interessa,por favor postem fotos de vcs!heheh Ah já ia me esquecendo,feliz 13 meses de namoro e que esses meses crescam exponencialmente!&lt;br /&gt;Abraços comemorativos!!"&lt;br /&gt;&lt;b&gt;GURIA&lt;/b&gt; 08.15.04 - 5:29 am&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu tenho um novo criado-mudo, e parece-me que é uma criada-muda. ela também fala, de vez em quando. talvez o Criado-Mudo precise de uma companhia, de alguém para amar e amá-lo, de uma semelhante. deve ser muito triste ser criado, mudo e solitário neste mundo."&lt;br /&gt;&lt;a href="http://merelyanotherplayer.blogspot.com/" target="_blank"&gt;MargariTa ;)&lt;/a&gt; 08.15.04 - 7:44 pm &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Mulheres sempre conseguem tudo com jeitinho... Hey Josephine, cuide do seu namorado pois as mulheres adoram rapazes doidinhos... Parabéns pelo blogger! " &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Carla Burghi&lt;/b&gt; 15-08-2004 09:06:57  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Talvez seja uma boa idéia você abrigar o cabide em sua casa, afinal cabides nunca são demais, a não ser quando eles falam...rs &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Abraços" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Dani&lt;/b&gt;  08.15.04 - 10:00 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Olha, vocês dois estão perdendo a vergonha. Cadê os posts????????????? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diário mais fajuto.... &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Beijos. Escrevam, droga." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://merelyanotherplayer.blogspot.com/" target="_blank"&gt;MargariTa &lt;/a&gt; 08.21.04 - 1:22 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gostei do que vocÊs escrevem. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Parabens &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.vbytes.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;Tiago &lt;/a&gt; 08.22.04 - 6:01 pm  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Josephine subiu no telhado...risos...  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Van Lampert (heiter)&lt;/b&gt; 24-08-2004 19:25:49 &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Os donos deste blog não se responsabilizam pelos comentários deixados pelos leitores, como os transcritos acima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309846589972010?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309846589972010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309846589972010&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309846589972010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309846589972010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/08/edmund-subiu-no-telhado.html' title='Edmund Subiu no Telhado'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309833717664084</id><published>2004-08-02T18:32:00.000-07:00</published><updated>2006-03-27T03:15:24.496-08:00</updated><title type='text'>Edição Comemorativa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolvi escrever, desequilibrando todo o frágil equilíbrio deste blog. Edmund deveria postar hoje e talvez até o faça, mas não posso deixar de comemorar nossos doze meses de namoro/amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, hoje faz um ano que iniciamos o relacionamento, conforme podem constatar no post em que conto a &lt;a href="http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/atendendo-pedidos.html" target="_blank"&gt;nossa história&lt;/a&gt; (sim, esse troço verde é um link, aliás, todos os troços verdes deste texto são links) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há treze meses eu jamais me imaginaria escrevendo neste blog, apaixonada por aquele belo lunático de olhos verdes (tá, estou fazendo propaganda...risos...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivia sozinha, ele também, embora sempre cercado de &lt;a href="http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/01/perseguio-implacvel.html" target="_blank"&gt; góias&lt;/a&gt; (embora ele negue isso veementemente, é um fato). Não só a do post que acabei de linkar, como também uma anônima, que os leitores antigos conheceram pelos comments e tantas outras que quiseram me apedrejar quando cheguei a este lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a pior de todas as góias, a  &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_05_01_archive.html#lua" target="_blank"&gt;lua&lt;/a&gt;, grande, velha, gorda e branca, daquelas que nem tem brilho próprio, mas que se achou no direito de escrever poeminha rimado para ele durante a adolescência do ingênuo rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, porém, não as notava. E escrevia sua feliz solidão, acreditanto que ninguém percebia seus sentimentos. Chegava a contentar-se com a felicidade trazida pelo &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_07_01_archive.html#dias_melhores" target="_blank"&gt; simples tirar de um sapato apertado&lt;/a&gt;, sem saber, na época, que &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_05_01_archive.html#pixel" target="_blank"&gt;o pixel que lhe faltava &lt;/a&gt;  atendia pelo nome de Josephine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post correspondente a este no ano passado é infinitamente mais belo do que este que escrevo. Gosto de pensar que sou a brisa do texto, embora saiba que não é verdade, mesmo porque foi escrito algumas horas antes de nossa conversa. Era o prenúncio do que nos aguardava, a brisa tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo, portanto, com vocês, o texto escrito há exatos doze meses, no dia em que nossas vidas tomavam outro rumo, que nunca poderíamos imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_08_01_archive.html#insistencia" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Sábado, Agosto 02, 2003&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_08_01_archive.html#insistencia" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Insistência &lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu escrevendo em meu computador quando a luz do sol, sempre alegre e convidativa, aproximou-se e disse:&lt;br /&gt;- Edmund, venha me encontrar aqui fora. Saia da frente dessa fria máquina e venha sentir o meu calor. Não posso mais suportar a saudade de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem resiste a um chamado assim? Pois bem, resisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a brisa, suave e refrescante, entrou por minha janela e soprou em meu ouvido:&lt;br /&gt;- Venha, Edmund. Aproveite aqui comigo esse dia maravilhoso. Apague essa máquina, levante-se e saia comigo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sem palavras novamente, mas ainda assim resisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa altura, meu cabide, sempre sábio e equilibrado, não se conteve e comentou:&lt;br /&gt;- Veja bem, Edmund, veja bem. Não quero ser, veja bem, o dono da verdade, meu caro, mas acho que você, veja bem, deveria sim, meu caro, sair com o sol e com a brisa. Veja bem, Edmund, elas não costumam convidar os viventes dessa forma, meu caro, e presumo, veja bem, que se você não for, meu caro, talvez nunca mais lhe convidem. E tenho dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava no limite de minha resistência, mas ainda assim resisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, meu criado-mudo, que não é meu criado e que tampouco é mudo, não aguentando ficar de fora de tanto falatório, começou a torrar-me a paciencia com tamanha eficiência que para não cair em demência, implorei por clemência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, não resisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que dia lindo fez aqui. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; EDMUND BONAPARTE 5:45 PM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Ei, respondi aos comentários do texto sobre hibernação (15 de julho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Comentários deste post:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Parabéns, vc´s merecem. "&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Shigue &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Parabens!!! \o/ êêêêêê que legal! Sinceramente vcs merecem mesmo, pelo tempo que acompanho esse blog, a uniao de vcs o carinho, a inteligencia. Nossa nao poderia ser diferente. Espero que este ano seja o primeiro de muitos. Abracos, Lilli Ps. To esperando o email tsc tsc tsc. risos "&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Lillian &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Que lindo... Tanto o texto, quanto a história de vocês. Beijos."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://acriaturaeamoca.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Moça&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Olá Josephine...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Estava lendo os textos dos links... Como tudo começou, sobre a lua, a felicidade... Textos ótimos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Parabéns por terem completado um ano juntos e que venham muitos mais.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Lindos dias sempre.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Beijos"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://jardimdaborboleta.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Butterfly&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"caraca, gostei muito desse "quase" diário, e adorei a criatividade de vcs dois! tb passo por situações parecidas, mas nunca pensei em passa-las pro papel, ou melhor, pro "pc". tb vivo um caso de amor, no qual ja juntamos as escovas de dentes a dois anos, e morando juntinho....não é fácil...hehehe, imaginem, um lunático e uma semi-lunática (sim, pq com a convivencia...isso pega! heheh)morando juntos...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;bjs!"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;cyntia &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;         &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                        &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309833717664084?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309833717664084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309833717664084&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309833717664084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309833717664084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/08/edio-comemorativa.html' title='Edição Comemorativa'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309798150017726</id><published>2004-07-28T18:08:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:13:01.503-08:00</updated><title type='text'>Trabalho e Vício</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradeço da lembrança e não, não congelei. O comentário da Karla &lt;i&gt;"Pena que vcs não cumprem a palavra. Vcs escrevem tão bem....."&lt;/i&gt; Doeu. Tá, tá, fizemos coisas terríveis, Edmund atrasou o post quase uma semana e em seguida eu faço o mesmo. Adianta dizer que foi coincidência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, ele passou aqueles dias encrencado por causa do meu post anterior, sobre hibernação (sim, devo tomar mais cuidado com meus próximos textos, para evitar problemas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estranhei muito o sumiço porque é bem comum Edmund desaparecer, passar dias fora e depois reaparecer, com uma história pior que a outra, e sempre precisando de um bom banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho nenhuma história mirabolante para contar, infelizmente. Meu problema nesta semana foi a absoluta falta de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui mandada para um lugar muito arborizado, com muitos patinhos (nenhum horrendo, antes que me perguntem), alguns pavões, uma capivara e suas capivarinhas, ovelhas, peixinhos e um monte de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por algum tempo fiquei afastada da civilização propriamente dita, passei alguns dias sem ver um mísero computador, estava em processo de desintoxicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vêem, não adiantou nada. Cá estou eu, novamente em meu vício, digitar desenfreadamente em frente a um computador conectado à internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém achou que manter-me longe, junto dos matinhos e de bichinhos bonitinhos me faria esquecer para sempre a net, o teclado, o mouse, o monitor e o gabinete da CPU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em vão. Enquanto fiquei por lá, escrevia, escondida, longe dos olhos de todos, em um caderno que contrabandeei, sem que ninguém visse (percebam que não existe coisa mais clandestina: o caderno era contrabandeado e eu escrevia escondida, sem que ninguém visse e ainda por cima longe dos olhos de todos...risos...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi algumas pessoas realmente desesperadas, que deveriam ser mantidas longe de cordas, objetos pontiagudos e veículos em movimento. Tais pessoas poderiam, voluntariamente, praticar auto-flagelação (sim, existe quem se auto-flagele involuntariamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, vi coisas terríveis. Desde pessoas que gritavam, em profunda histeria, até quem digitasse o nada em coisa alguma, enlouquecidamente, dedilhando o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava tranquila, via Edmund no horário de visita e ele me disse que não escreveria aqui enquanto eu não voltasse. Obviamente ninguém o ouviu dizer tal absurdo, senão o acusariam de estar me estimulando a voltar ao vício e atrapalhando todo o tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo o tempo que passei por lá só pensava em voltar e escrever. Angustiei-me porque deixei muitas coisas a fazer no computador, e sabia que estava perdendo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das piores sensações que já provei é a de saber que existe algo a ser feito enquanto se faz outra coisa que te impede de fazer aquela coisa que você sabe que deveria ser feita naquele exato momento. É terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resisti, porém, bravamente e até fiz amizade com alguns internos e outros, externos, também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não revelo o nome de quem me internou, mesmo porque sei que essa pessoa fez tal tenebrosa coisa para o meu bem e não merece ser linchada. Acredito que ela não leia este blog, ou então estaria incorrendo no mesmo "erro" que acha que estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que a criatura aparentemente humana te vê o dia inteiro em frente a uma tela brilhante, com os olhos fixos e os dedos batendo aceleradamente em uma superfície cheia de teclinhas e supõe, erroneamente, que você não está fazendo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê? Porque ela não consegue ver o que você está fazendo (aliás, geralmente você nem deixa), não enxerga seu cérebro trabalhando (se ela começar a enxergar, preocupe-se) e deduz que, já que ela não vê nada, significa que você também nada faz ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você passasse o dia inteiro (ou duas horas que fossem) carregando pedras, com uma lista telefônica na cabeça, recortando figuras de uma revista com os pés, ela veria, tranquilizada, que você está fazendo alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mesmo resultado imediato de um trabalho virtual, a menos que me deixem imprimir primeiro, antes de julgar-me culpada e lançar-me ao calabouço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já temos anos o suficiente de informatização para familiarizar nosso cérebro com a nova realidade, mas infelizmente nem todo mundo conseguiu atingir esse grau de evolução ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho é trabalho, braçal, mental ou virtual, ainda que não saia embalado, rotulado e com lacre de segurança no final da linha de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não for trabalho...ei, claro que é trabalho! Mesmo porque ninguém está vendo, quem pode provar que não é?  :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Lillian, vejo se te mando um e-mail hoje, respondendo à tua pergunta. Se não der hoje, certamente amanhã pela manhã.            &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                        &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309798150017726?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309798150017726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309798150017726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309798150017726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309798150017726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/07/trabalho-e-vcio.html' title='Trabalho e Vício'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309688789595419</id><published>2004-07-15T20:25:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T22:54:47.896-08:00</updated><title type='text'>Glacialidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Os sapos escavam a terra com as patas traseiras, fazendo as cavernas nas quais hibernam durante o inverno. Acordam cedo, porque primavera é período de acasalamento. Os ovos, depois, são colocados em fileiras imensas, algumas atingem cerca de cinco metros de comprimento. Dez dias depois, nascem os girinos. Após as já conhecidas metamorfoses (cresce patinha, perde cauda, etc, etc, etc), transformam-se em vários sapinhos que hibernarão durante o inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ursos são atletas, andam quilômetros sem se cansar, são exímios nadadores e algumas espécies (não todas) hibernam durante o inverno. A temperatura corporal dos répteis varia de acordo com a do ambiente, por não serem eles animais de sangue quente. Por isso, não são numerosos nos locais de clima frio, onde hibernam durante o inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lesmas e caramujos hibernam, no inverno, mas também não gostam de sol escaldante. Os ovos do mosquito da dengue, Aedes aegypti, são preguiçosos, hibernam durante o inverno e primavera e só eclodem no verão. Besouros Carocha adultos hibernam durante o inverno, depositam ovos na primavera e costumam viver muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Besouros, sapos, mosquitos, lesmas, ursos, crocodilos e tartarugas, cobras e lagartos, entre outras espécies, hibernam durante o inverno. Na natureza, a espécie &lt;i&gt;Josephinium Butterflyae&lt;/i&gt; também hiberna durante o inverno, mas em cativeiro, passa o dia acordada e tremendo de frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que os seres humanos também não hibernam no inverno?? Tudo bem, têm sangue quente, mas não têm nenhum isolamento térmico natural que funcione. Os ursos, por exemplo, são caras enormes, gordos (camada adiposa serve como revestimento de isolamento térmico) e cheios de pêlos (casaco de pele natural) e, mesmo assim, hibernam no inverno. Ursos é que são inteligentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hibernássemos durante o inverno, viveríamos mais, isto é fato. Conversando sobre isso com Edmund dia desses, ele levantou uma questão interessante. Se as pessoas dos lugares frios hibernassem, certamente as pessoas dos lugares quentes viriam e roubariam tudo o que as pessoas hibernantes tinham e seria o caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei nisso antes, mas todas as pessoas hibernariam no inverno, certo? Se as pessoas que, enquanto nós, por exemplo, estivéssemos no inverno, estivessem em um hemisfério em que é verão quisessem nos roubar em nosso inverno, hibernariam no exato instante em que entrassem em nossas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque aqui seria inverno. E todas as pessoas seriam automaticamente programadas para hibernar no inverno. Algumas nem chegariam, já hibernando no meio do caminho. Entrar em nosso espaço aéreo faria qualquer piloto de avião ou helicóptero hibernar e, assim, a aeronave seria controlada por piloto automático, a fim de não esborrachar-se no chão. Os barcos ficariam à deriva, com todos os seus ocupantes hibernando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maaas....e os gatos, cachorros e outros seres que criamos em nossas casas e que não estão na lista das criaturas hibernantes?? Bem, teríamos que modificá-los geneticamente para que hibernassem durante o inverno conosco, senão tomariam conta das cidades, comeriam nossa comida, virariam nossa casa de cabeça para baixo e, os mais dependentes, morreriam de fome, sede e frio. O que seria terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas animais domésticos transgênicos hibernariam conosco durante todo o inverno, sem problema. Aliás, vou testar minha teoria. Deitar um pouco e entrar em breve período de hibernação, por algumas horas. O resultado, imagino, será benéfico. Espero que faça bem à pele...embora isso não aconteça com os lagartos e tartarugas. Nem com as lesmas. Mas os besouros Carocha, embora sejam feios, vivem bastante. Não me olhe assim, ao menos é uma vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309688789595419?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309688789595419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309688789595419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309688789595419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309688789595419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/07/glacialidade.html' title='Glacialidade'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309629487322170</id><published>2004-07-12T22:17:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T22:45:17.516-08:00</updated><title type='text'>Nota</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém me jogou aqui, dizendo que eu sabia escrever, sabendo das inúmeras meia dúzia de coisas que tenho a fazer durante o dia e que me impedem de escrever tanto quanto eu gostaria, ou deveria, neste lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me disse que eu era alguma coisa, que eu podia tudo, que, se eu quisesse, faria qualquer coisa. Nunca soube ao certo se deveria acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me assegurou que se eu acreditasse, aconteceria. Bom ou ruim, qualquer coisa que mereça nossa certeza acontece. Sim, pude constatar. Com as coisas ruins, na maior parte das vezes, porque a gente tem uma dificuldade terrível em acreditar nas coisas boas antes que elas aconteçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me avisou que não deveria comer tanto doce, e me deu quinhentas razões para isso. Até um livro já escreveram, contando dos males que o açúcar faz ao organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém também me disse que o cérebro alimenta-se de glicose :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me recriminou por deixar tudo pela metade, por escrever demais sobre mim, por me expôr demais onde nem eu mesma sei quem está vendo, ou ouvindo, ou espionando....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me chamou para dizer como eu deveria me vestir, agir ou pensar, e me disse que eu estava fazendo errado por fazer como eu queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me disse que escrevo mal, contrariando aquele alguém do início do texto que me jogou aqui dizendo que eu sabia escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém falou que eu não deveria estar aqui, porque não combino com este lugar, porque não faço ninguém rir, porque sou Josephine demais para este Diário Alucinado. Josephine não alucina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me descreveu de uma forma que eu jamais poderia imaginar, dizendo que escrevo de um jeito que faz com que ele se divirta como há muito tempo não fazia. O que me fez olhar de outra forma para este espaço e me sentir, pela primeira vez, merecedora deste lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me fez pensar. Ficar mais um pouco, escrever, insistir. É difícil, mas não é certo desistir de nada, principalmente do que não nos julgamos capazes de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me olha, meio de lado, sorri e diz que não sei de nada. Não sei de nada mesmo, nunca soube. Sento nesta cadeira e escrevo. Nunca sei o que escrever antes de começar o texto. Não aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me espera, cansado, triste, imaginando que eu quero manter-me longe. Nem sabe que só quero ficar um pouco comigo, bater os dedos nestas teclas, no frio, esperando que um pouco dessas linhas me aqueça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aquecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linhas não aquecem ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E está frio hoje, muito frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro um pouco. O dia deveria ter mais, no mínimo, umas seis horas. Eu precisaria delas. Seriam muito úteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mesmo. De nada. Nem mesmo se eu deveria publicar essa minha declaração de ignorância. Josephine é ignorante. Todos nós somos. Pobre daquele que acha que sabe alguma coisa desta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ela passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me avisa que este texto está muito para baixo. Não acho. A vida passa mesmo e a gente tem que saber disso para fazer com que ela valha a pena, para não perder tempo com bobagens, para não ficar querendo morrer antes da hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém pode até pensar que é fácil dizer e que Josephine não sabe nada da vida. Não da minha vida. E Alguém sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém sabe quem sou? O que penso? O que vivo? Alguém sabe o que espero? Pelo que luto? O que quero? Alguém sabe algo nesta vida? Alguém sabe de mim? De você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto, porque sou teimosa. Luto, porque de nada adianta ver o tempo passar adiante e nada acontecer. Ver o lado ruim das coisas quando tantas coisas boas existem, até mesmo no que é ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é cheia de coisas brilhantes pelo caminho. Pequenas coisas, interessantes, que se transformam em coisas magníficas quando olhamos para elas ou em trastes insignificantes quando insistimos em olhar para os espinhos e para as pedras do caminho, caminhos cheios de pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu paro. Porque alguém me avisa que este texto está muito estranho. Concordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me pede para não revisar, senão não posto nada hoje. Vai assim, como está. Concordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai. Assim, como está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Esta difícil logar no haloscan para responder os comentários. Preciso dormir (está friiiio), amanhã faço isso. Só um aviso a MpassosT: esteja à vontade para linkar o Diário em seu blog, sem dúvida alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E boas vindas aos novos leitores. Aos que não comentam (por que raios não comentam?) e aos que se apresentam, como o Azrael. E para que nossos leitores comentantes habituais não se sintam rejeitados, um abraço a vocês :). Respeitoso, como sempre. &lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309629487322170?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309629487322170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309629487322170&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309629487322170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309629487322170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/07/nota.html' title='Nota'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309596710589389</id><published>2004-07-09T21:12:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T22:40:01.496-08:00</updated><title type='text'>Para Entenderem Melhor Edmund. Ou não.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto de hoje não é bem um texto. Ou talvez seja, claro, mas não um texto literário, embora eu nem saiba se o que eu faço aqui pode ser considerado literatura. O que quero fazer é explicar algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, Josephine tem essa de achar que ninguém sabe nada e que precisa ficar explicando coisas óbvias a todo mundo, mas quero explicar- também- que eu mesma não sei algumas coisas e enquanto explico para vocês explico para mim também, principalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a comentar no outro post que responderia aos comments dos posts de Edmund, achei que, já que eu fazia isso com os meus, ele também deveria fazer com os dele. Mas Edmund vive em um mundo muito diferente do meu. Lê os comentários, gosta deles, faz reload de cinco em cinco minutos para ver se comentaram de novo, mas simplesmente não consegue respondê-los. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, acho, quando senta para responder alguma coisa (como fez com o comentário do Cal em seu scrapbook, no Orkut) passa tanto tempo escolhendo palavras, arrumando e reorganizando para que estejam na ordem extrema de perfeição que se ele fosse fazer isso com todos os comentários, provavelmente desmaiaria de exaustão ao terceiro respondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí Josephine vem com um problema grave. Fiquei mesmo preocupada. E se os leitores, sentindo-se abandonados por não obterem resposta de Edmund, só comentarem os posts de Josephine?? E se ignorarem os textos de Edmund e começarem a responder apenas os de Josephine porque ela responde comentários? Josephine ficaria muito chateada com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o blog é de Edmund, porque os textos dele são ótimos e porque se ele ficar sem feed-back temo que se sinta desestimulado e me largue sozinha aqui de novo, finalmente agora que os textos estão diários e que está tudo tão legal. Josephine ficou traumatizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, ele ficará extremamente bravo por este meu texto de hoje (embora eu nunca tenha visto Edmund extremamente bravo por coisa alguma, mas confesso que tento), já que parece que estou implorando comentários para ele. Mentira, estou apenas conversando com vocês, explicando que devem ter paciência, porque Edmund vive mesmo em outra esfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosta do que escrevem, gosta de escrever, faz textos absurdos de forma tão bem-feita que a gente consegue até acreditar neles, por mais inverossímeis que sejam. Alguns, que você achou absurdo, são absolutamente reais. Claro, o último, acho, é pura ficção. Aquele dos joanetes, do dia 29, também, acho que não foi para valer. Maaas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele gravou o hino da proclamação da república em mp3 (acreditem em mim) em meu computador e no dele, e ouve repetidas vezes, à exaustão, como confessou no texto do dia cinco deste mês. Também colocou fogo em uma árvore durante a infância, conforme o texto &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_05_01_archive.html#cap8" target="_blank"&gt;A Descoberta do Fogo&lt;/a&gt; detalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, todos os capítulos de &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/historia.htm" target="_blank"&gt;A História de um Lunático&lt;/a&gt; são reais. De resto, fora o tal &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_06_01_archive.html#insonia" target="_blank"&gt;"Caldo de Insônia"&lt;/a&gt;, que duvido muito ter sido feito com os ingredientes relatados por ele (apesar de eu achar que ele acredita que foi real), acho que só as fábulas não são totalmente reais. Se bem que temo que ele fique chocado ao ler isso que escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes acho que ele mesmo acredita em suas histórias e gostaria de saber, como bem lembrado pela Heiter, o porquê de todos os seus personagens morrerem ao final das fábulas. Acho que só quem não morreu foi &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_06_01_archive.html#borracha" target="_blank"&gt;o homem-borracha&lt;/a&gt;, mas porque era de borracha, afinal de contas, tentou suicídio jogando-se do alto de um prédio. Felizmente sobreviveu para contar a história, embora não tenha sido ele o responsável por contar a história, senão este seria O Diário do Homem-Borracha. E posso lhes garantir que elasticidade é algo escasso em Edmund.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Josephine é quase uma contorcionista, o pobre Edmund mal consegue cruzar as duas pernas ou fazer o abdominal preferido de Josephine: deitada de barriga para cima, ergue as duas pernas (retas) até que formem com o tronco um ângulo de noventa graus. Josephine mantém a posição até quando aguenta...risos...aí abaixa as pernas, lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi com a minha mãe, ela fazia isso com uma facilidade tão grande que eu não conseguia entender o porquê de não conseguir. Fazia isso, segundo ela, "para descansar as pernas". Eu fazia para cansá-las mesmo. Pobres músculos abdominais, também ficam em frangalhos. Mas o grande negócio é não desistir. Um dia você consegue. E não flexione as pernas. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund, quando criança, frustrou seu pobre pai, que sonhara em ter um filho homem com quem pudesse jogar futebol e passar as tardes de sábado em casa, em frente à TV, assistindo ao jogo do Internacional, ou de qualquer outro time que não fosse o Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund até tentou, mas nunca se deu bem com nenhum esporte convencional, o jeito era apostar nos esportes radicais, foi jogar xadrez. Como enxadrista era perfeito! Nunca mais ninguém riu dele em competições esportivas, já que ganhava de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josephine, coitada, sempre amou jogar xadrez (assim como vôlei, handball, natação, ballet- nunca "joguei ballet", entenda bem- e, principalmente, basquete), mas nunca conseguiu ter concentração para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund é neurótico, perfeccionista, alucinadamente concentrado quando lhe convém. Nunca tive essa sorte. Desligada demais, qualquer energúmeno ganhava de mim no xadrez (e não foram poucos os energúmenos que ganharam) e -pior- eu via exatamente qual era o meu erro estratégico. Ou melhor, de falta de estratégia. Nunca fui boa estrategista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola sempre fiquei longe do submundo do xadrez, os enxadristas (ou xadrezistas...risos...) eram super ágeis, mentes rápidas e me assustavam. Meus colegas achavam que xadrez era apenas sinônimo de cadeia e não conheciam o jogo. Meus irmãos cresceram e tinham mais o que fazer do que jogar xadrez com a pirralha. Não vejo uma torre e um cavalo (do jogo, por favor) há uns dez anos, mais ou menos. Jogarei novamente com Edmund. Depois conto se perdi ou se fui alçada ao posto de zebra vencedora do ano. Nunca se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me perguntou, dia desses (ou antes que me perguntem) o porquê de eu colocar o "F" maiúsculo em ButterFly. Bem, é que alguns lêem como Butterfly (Borboleta) e outros como Buttered Fly (Mosca amanteigada), outros ainda como Flying Butter (manteiga voadora) ou ainda como Butter, Fly! (Manteiga, voe!) Não quero tolher a criatividade de ninguém. Para ninguém me chamar de maluca, provo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link existente &lt;a href="http://merelyanotherplayer.blogspot.com//" target="_blank"&gt;neste blog&lt;/a&gt; que aponta para cá, diz: &lt;i&gt;":Diário de um lunático: Textos alucinados e deliciosos escritos por um lunático e uma borboleta (ou será uma manteiga voadora?). "&lt;/i&gt; Nem eu mesma sei, cara Larissa. Detalhe que a coluna de links dela escorregou e caiu ao pé da página, abaixo dos posts. Mas está lá. Até que ela arrume novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E...respostas dos comentários ao meu último texto, nos próprios comentários. Descobri a América.           &lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;          &lt;/p&gt;                        &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309596710589389?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309596710589389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309596710589389&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309596710589389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309596710589389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/07/para-entenderem-melhor-edmund-ou-no.html' title='Para Entenderem Melhor Edmund. Ou não.'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309569124611566</id><published>2004-07-07T20:43:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T23:05:00.510-08:00</updated><title type='text'>A Criminosa e o Mercado Clandestino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz algum tempo que não vou a uma biblioteca. Nada contra, foi falta de tempo mesmo. De vez em quando tinha o hábito de ir a uma livraria, sentar e ler um livro qualquer, mas confesso que me sinto muito mal com isso, como se estivesse lesando alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, ler o livro de alguém, gostar e não recompensá-lo financeiramente pelo trabalho de escrever aquilo é, no mínimo, cruel. É o que penso em relação às bibliotecas públicas, por exemplo. Só me sinto redimida desse delito quando realmente não tenho dinheiro para comprar nada. Aí incluo-me entre a população carente e, carente de novas idéias, pego emprestado o trabalho de alguém e passo a tarde lendo atentamente sentada à mesa de algum desses lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando tenho condições de comprar aquele punhado de páginas encadernadas, prefiro fazê-lo. Mas não sem antes dar uma olhada e ver se a literatura em questão é autêntica ou se trata-se de folhas impressas, capa colorida e conteúdo zero. Já fui enganada antes, levando lebre por gato, hoje em dia prefiro cercar-me de todas as garantias e levar para casa o gato literário que escolhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim sinto-me uma criminosa. Pegar um livro emprestado de alguém, por exemplo. O pobre escritor acha que vendeu apenas vinte cópias, mas mal sabe que aquelas vinte cópias na verdade estão circulando entre duzentos indivíduos que, em grupos de dez, emprestam e reemprestam um livro seu, para que os colegas leiam. E ninguém compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se gostou, prestigie, penso. A melhor maneira de mostrar a alguém que sua estima é, segundo a lógica capitalista, oferecer-lhe um presente. Eu imagino que o melhor presente para um escritor é ver que seus livros estão vendendo bem. Então prefiro ser um número, fazê-lo saber que vendeu quinhentos e dois livros, ao invés de quinhentos e um, deve ser importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto às lojas de livros usados (Josephine é fresca e detesta chamar algo tão interessante quanto "loja de livros usados" de "sebo") ? Sempre gostei delas, mas me parecem mercado clandestino. Não sei como funciona isso, mas duvido que os autores recebam duas vezes por exemplar. É uma e "deu pra bola", como diz o Edmund. Me parece mesmo mercado negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não tenho vergonha de dizer que muitas vezes recorri a este obscuro mercado, seja em escambo, compra ou venda. Esta última é terrível, mas as outras duas, fora o sentimento de culpa, são recompensadoras. A maioria dos livros que tenho foram conseguidos em uma dessas famigeradas lojas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, livros em lojas de usados são infinitamente mais baratos, mas às vezes prefiro pagar mais para ter minha consciência limpa, sabendo que estou ajudando um pobre escritor carente que, na maior parte das vezes, tem família para sustentar, apesar de não viver exclusivamente da venda de livros, a menos que seja um consagrado escritor. Aí certamente sou mais pobre e carente do que ele e ele não se importaria em me ver comprando seu livro de segunda, terceira, quinta ou vigésima mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas lojas de usados são bonitinhas, arrumadinhas, com cara de livraria. Mas a maioria, ao menos aqui, tem aquele aspecto sujo, de festa dos ácaros, livros misturados, mal arrumados, ambiente escuro e sinistro, vendedores mais sinistros ainda, que te perseguem por toda a loja, como todo bom vendedor sinistro deve fazer para apavorar o possível cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso aposto no mercado negro. Acredito que haja uma espécie de tráfico de livros usados, eles são comprados a preços ridículos (e quando digo ridículo, leia ridículo &lt;b&gt;mesmo&lt;/b&gt;, se te pagarem cinco Reais por dez livros, fique feliz.), os vestígios do antigo dono são apagados e depois são colocados nas prateleiras por um preço inferior ao novo, mas duzentas vezes superior ao pago. A única diferença entre este e o mercado clandestino de automóveis, por exemplo, é que os livros são vendidos pelos próprios donos (na maioria das vezes) e os carros, por receptadores de veículos roubados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, livros estão caros demais, eu sei, e eu mesma frequentemente recorro a esses expedientes para aumentar a biblioteca e conseguir algo útil para ler, gastando menos, mas se o troço é bom, mas bom mesmo, junto o dinheiro que for e pago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escritores não acham ruim, alguém vai me dizer, porque ao menos o trabalho deles está chegando às mãos de alguém e é isso o que importa. Tudo bem, tudo bem, pode ser, em uma visão romântica da coisa. Não sou escritora, não sei de nada, mas esse argumento me parece aquele do Edmund, dizendo que as tatuíras nasceram para ser pisoteadas e adoram a idéia. Não sei. Pode ser. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também existem aqueles livros que a gente não encontra em livraria nenhuma, mas acha em lojas de usados, porque algum pobre coitado, em dificuldades financeiras, foi obrigado a desfazer-se deles. Sempre que compro um livro usado não consigo deixar de pensar em quem o vendeu. Por quantas mãos passou? Por que foi parar naquela prateleira? Problemas financeiros? A pessoa não gostou do livro? Ou gostou tanto que voltou lá para trocar por outro e disponibilizar novamente para venda, para que assim alguém consiga obter aquele mesmo prazer novamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui começa a melhorar a imagem dessas lojas. Ou desses livros, sei lá. O componente histórico que sua simples existência dentro daquele lugar carrega é tão ou mais intrigante do que a própria história contida em suas páginas. Compro um livro e trato de investigar, procurando em suas folhas algum resquício de registro humano, como, por exemplo, frases sublinhadas ou alguma nota de rodapé. Por que raios aquela pessoa, seja lá quem for, gostou daquele trecho específico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vai Josephine fazer um livro dentro do livro, uma história além da história, checando páginas e delirando sobre suposições que jamais poderão ser comprovadas. Eu me divirto com isso. Tanto quanto me divirto lendo. Ou escrevendo. Na verdade são diferentes aspectos de um mesmo processo: ler, imaginar, criar, escrever. Viagens da alma, através do próprio corpo, dos sentidos, da mente. Sem que seja necessário tomar nada, fazer nada além de mergulhar em letras. Literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS: &lt;/b&gt; Oi :) O plantão Josephínico informa: além de nos revezarmos nos textos, a partir de hoje este blog volta a honrar seu nome e ser diário. Isto é, se é que é necessário explicar o termo, amanhã teremos novo texto de Edmund, sexta-feira novo texto meu, sábado novo texto de Edmund, domingo novo texto meu e assim por diante. Finalmente, chegou o dia! Colaborem vindo ler diariamente, não de cinco em cinco dias como os acostumei a fazer...risos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS2&lt;/b&gt; Aliás, sobre meu último post, Daniele, você está perdoada, desde que tal coisa abominável jamais se repita...risos... e as respostas aos comments estão na própria caixa de comments do meu último post. Aliás, caso Edmund não tenha tempo de responder aos comentários dos textos dele, eu mesma respondo, será que posso? Não, não, assim vou acostumá-lo mal. Deixe que ele responda mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flip-Flop diz que preferia o template claro. Alguns dos nossos leitores já demonstraram preferência pelo layout preto. Se quiser dar sua opinião, esteja à vontade, gostaríamos de saber. Edmund teve a brilhante idéia de fazer um blog-clone, o mesmo Diário, com os mesmos posts, mas com o template de outra cor. Seriam dois blogs, um branco e um preto, a escolher. Aí dei a dose diária de antialucinógenos e ele esqueceu a brilhante idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, Leila, as duas caixas de comentários estão aí porque de vez em quando uma das duas não funciona. Aí sobra a outra e a gente não fica sem comments por problemas técnicos. Claro que sempre há a possibilidade de as duas falharem ao mesmo tempo, mas, convenhamos, é mais remota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Outro PS&lt;/b&gt; Alguém, por favor, faça Edmund parar de assobiar "Für Elise", fez isso o dia todo e agora começou denovo, enquanto escrevo, ele assobia, em outro cômodo....ok, parou e começou a assobiar "Chega de Saudade"..... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309569124611566?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309569124611566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309569124611566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309569124611566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309569124611566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/07/criminosa-e-o-mercado-clandestino.html' title='A Criminosa e o Mercado Clandestino'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309553403245963</id><published>2004-07-03T12:29:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T22:32:14.040-08:00</updated><title type='text'>Contos Josephínicos- Josephine, A Pequena e Edmund, O Grande</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muitos e muitos e infinitos e incontáveis anos, em uma época em que despóticos imperadores subjugavam seus semelhantes e a desigualdade social era ainda mais gritante do que em nossos dias, havia um benevolente imperador que destacava-se de seus sucessores e predecessores por seu coração altruísta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente a paz não reinou por muito tempo durante os anos deste bom imperador, afinal de contas, ninguém respeita os bons, ninguém consegue respeitar e obedecer a um superior que considera, ouve, respeita e ajuda seus subordinados. Ao menos naquela época era assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imperador, Edmund, O Grande, teria que ausentar-se por um tempo para participar de um congresso de imperadores em uma terra ainda mais distante. O caos ameaçava instaurar-se, ninguém havia ali que pudesse assumir o trono e controlar a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já há muito tempo os conselheiros aconselhavam (porque era esse seu trabalho) Edmund, O Grande, a arranjar uma esposa e naquele momento o assunto voltou à baila. -Se tivésseis uma esposa - diziam eles - não teríeis este problema, ela sentaria em um trono ao vosso lado e colocaria ordem no reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, Edmund, O Grande, não conhecia nenhuma grande mulher para fazer-lhe companhia. Seus conselheiros então buscaram as maiores mulheres do reino para que o imperador escolhesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma a uma elas passaram por diversos testes e, por fim, uma entrevista com o ingênuo imperador e seu mais sábio conselheiro. Algumas até conseguiam enrolar o imperador (o que, convenhamos, não era lá muito difícil), mas o Conselheiro logo as dispersava, mostrando ao imperador que lhe trariam mais problemas do que soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, nenhuma mulher mais havia para ser testada, todas haviam sido reprovadas e o imperador, desanimado, já pensava em demitir o tal conselheiro, parecia exigente demais. O Conselheiro, no entanto, perguntou ao imperador se mais nenhuma outra moça havia que lhe despertasse a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nenhuma. - O soberano respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sábio Conselheiro tomo-o pela mão e passou por todos os cômodos do castelo mostrando-lhe uma a uma as pessoas que ali trabalhavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está vendo aquele rapaz, imperador?&lt;br /&gt;- Sim, senhor Conselheiro.&lt;br /&gt;- Já o conhecia?&lt;br /&gt;- Não, nunca o tinha visto.&lt;br /&gt;- Pois bem, ele lhe serve há vinte anos, desde seus oito anos, cuidando de seus sapatos, dia após dia. Ele, certamente, conhece o senhor. E aquela senhora, conhece?&lt;br /&gt;- Não, senhor, jamais a vi.&lt;br /&gt;- Pois bem, ela prepara, todas as manhãs, há trinta anos, o pavê que o senhor tanto gosta de comer ao acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imperador estava envergonhado, como podia ser? Gabava-se de conhecer todos os criados de seu palácio, mas não se dera conta de que eram tantos e que passava por boa parte deles diariamente sem notar. Até que, algum tempo depois, o imperador, já mais esperto, notou uma menina de longos cabelos cacheados ligeiramente acobreados, sentada sob a escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aquela moça? Quem é?&lt;br /&gt;- Aquela é a pequena Josephine, vive aqui há muito tempo e já estava aí, debaixo da escada enquanto o senhor se decidia entre as moças.&lt;br /&gt;- Ela estava aqui o tempo todo? - espantou-se ele.&lt;br /&gt;- Muito mais do que o tempo todo, ela chegou aqui antes de todas elas, e o senhor não a viu.&lt;br /&gt;- Chame-a à minha presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, o imperador só mandou chamar Josephine por causa de sua bela aparência, mas o Conselheiro, que já a conhecia, sabia que a moça era dotada de uma sabedoria fora do comum e que era a única capaz de colocar ordem na bagunça em que a vida do tirano se transformara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, ele sempre soube disso, mas não podia falar antes ao imperador, dependia do imperador tomar a decisão, dar os passos, fazer as escolhas, ver o que era errado até encontrar o certo. Quando ele resolveu ouvir o Conselheiro, este lhe revelou o segredo: tudo o que ele precisava estava ali, diante de seus olhos, o tempo todo, mas ele nunca quis enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, antes tarde do que nunca. A pequena Josephine passou em todos os testes do Conselheiro e se saiu muito bem na entrevista com o imperador que, apaixonado, decidiu juntar suas trouxinhas reais com as plebéias trouxinhas de Josephine (tudo oficialmente, é claro) e daquele momento em diante, sob o pulso forte de Josephine, a Pequena, todo o reino voltou a ter paz e todos, sem exceção, viveram felizes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Vamos aos fatos: O imperador era grande, mais ou menos 1,86m, Josephine era pequena, com seus arredondados 1,70m, mas ela seria grande se o imperador tivesse 1,67m, por exemplo. Tudo é questão de ponto de vista, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS2&lt;/b&gt; Comentários em meu último post foram respondidos na própria caixa de comentários, para poupar espaço. Combinado com Edmund, faremos revezamento de posts (Finalmenteeee!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa carinha aí em cima é para especificar quem está escrevendo, antes do texto, há sempre o nome do indivíduo no final, mas ainda tem gente que se confunde. Não sei se continuarei com esse desenho, a princípio, sim, até fazer um melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo a postar será ele. Leiam, reflitam, comentem, aproveitem, tanto os meus textos como os dele. Nem precisava dizer isso, mas, como sabem, sou insegura e preciso ficar lembrando a todos que devem nos dar uma atençãozinha básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sou exigente, gosto que comentem se leram todo o texto. Comentar sem ler e ler sem comentar são duas coisas terrivelmente abomináveis. Como saberei se leram, caso comentem? Bem, terei que acreditar nos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como saberei que não leram? Bem, sempre imagino que, se não comentam, não leram, embora eu mesma faça isso (ler sem comentar) em diversos blogs que visito. Mas a partir de hoje me obrigarei a comentar sempre que ler. Fazendo com os outros o que gostaria que fizessem com a gente. E antes que alguma Góia diga isso, é, eu sou chata mesmo. Mas amo vocês. :) Respeitosos abraços.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309553403245963?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309553403245963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309553403245963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309553403245963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309553403245963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/07/contos-josephnicos-josephine-pequena-e.html' title='Contos Josephínicos- Josephine, A Pequena e Edmund, O Grande'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309516611760641</id><published>2004-06-21T02:37:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T22:27:15.536-08:00</updated><title type='text'>Ócio, Caos e Criacionismo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei, de um sobressalto. Precisava escrever. Liguei o micro, os dedos, confusos, sobre o teclado, sem saber o que digitar. Uma e outra letra, seguindo o ritmo alucinado ditado por meu cérebro insone, uma a uma, construindo palavras aparentemente sem sentido, nenhum tato, nem olfato, audição ou paladar. Sentido algum, dos cinco que conheço, e do sexto, que mal sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentada ainda, a cabeça doendo, os olhos pedindo para serem fechados. Não, não, continuemos as palavras, de onde eu havia parado. Quem mandou começar? Quem mandou? Não foram os mesmos olhos que abriram, de madrugada, enquanto deveriam ter ignorado a falta de sono e continuado, até dormir novamente? Quem mandou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem disse que alguém manda em mim? Ah, nem mesmo eu mando! E tanto tempo depois da última vez que escrevi, finalmente algo para colocar na tela do computador. Precisava mesmo, imprimir aquele texto. Ah, mas quanta coisa esqueço de fazer simplesmente por não ter anotado. Para isso tenho um bloquinho em cima da mesa. Mas não sei onde está a caneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um lápis para olhos aqui, marrom. Estava anotando coisas no papel com ele, agora não sei onde está. Vejo uma chave de fenda, um alicate de unha, um esmalte e uma pinça. Entre todos esses objetos, acho que apenas o esmalte de unhas serviria para anotar algo no papel, mas ficaria estranho. Ou riscar forte com a chave de fenda, para ler depois, meio 007, a anotação invisível, sem tinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um creme para as mãos, fluido siliconado para os cabelos, pacote vazio de bolacha, brincos, fita adesiva, frasco do polivitamínico do Edmund, relógio, grampos de cabelo, ímã de geladeira, scanner, brilho labial, impressora e monitor. Tudo isso em cima de uma única mesa de computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund é um ser organizado, neurótico, perfeccionista. Eu acho que as coisas devem ficar tranquilas, à vontade, não devem ser estressadas. Por isso minhas coisas são mais felizes que as dele. Vivem suas vidas de coisa, coisificadas, alegres, mudando de lugar quando bem entendem, sem sentir a pressão de uma arrumação obrigatória de sábado. Elas vivem em ócio criativo. E lêem Domenico de Masi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invento agora o Caos criativo. Tudo se cria melhor no caos. Porque é da bagunça que as boas coisas surgem. Conta a história judaica (e cristã) que Deus fez tudo o que conhecemos a partir de uma Terra sem forma e vazia. Veja bem, ela estava sem forma, tudo um grande caos, o tal do Lúcifer havia sido lançado na Terra e destruído toda a primeira criação, diz quem estuda essas coisas. Então, estava tudo bagunçado, pronto para ser transformado em algo verdadeiramente útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, o Criador teve que limpar o terreno, criou um buraco fumegante e jogou aquele cara chato lá dentro, depois fez as coisinhas arrumadinhas que vemos todos os dias, quando não vemos coisinhas desarrumadinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem não acredita nessas coisas, os ateus, os agnósticos, os que acreditam que a Terra foi formada por ETs (o que é bastante óbvio, já que, sendo a Terra inexistente, seus criadores jamais poderiam ser terrestres, então, obviamente, seriam extra-terrestres), e os outros, que acreditam em outra coisa que não seja isso, não briguem comigo, é o melhor exemplo que eu poderia dar a respeito do Caos criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu a Terra toda bagunçada e teve uma idéia incrível!!! Tudo bem, dizem, ele já tinha criado outras coisas na Terra antes, mas convenhamos que aquele negócio de lagartão era muito esquisito. Melhor mudar os rumos da coisa e fazer bichinhos mais delicados e agradáveis à vista, como o homem e o rinoceronte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu vá criar um planeta inteiro e diversos ecossistemas a partir da minha mesa, mas talvez algum bom texto dela saia...ou não, acho melhor esperar que acumule mais um pouco de coisa e o caos se instaure com mais propriedade, para que então eu possa pensar em escrever algo mais substancial, quem sabe, se houver ainda alguém que leia minhas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Alencar, obrigada :) Mas acho que o mundo não sentiria muito a minha falta, caso eu não tivesse nascido. Little Winnie, tem razão, enquanto eu não conseguir uma terceira personalidade, vocês leitores têm desempenhado essa função de levantador de moral :) Obrigada. Ah, e não sou uma carioca enrustida...risos... Dostoiévski, não sei qual é a causa de tal fenômeno, talvez devesse perguntar ao Edmund se ele estava bem quando te colocou nos links, se tinha tomado a medicação correta, enfim, isso foi uma reclamação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cal, ainda estou aguardando o seu e-mail. E se Edmund tivesse deixado Sigmund escrever o subtítulo, certamente, sairia em terceira pessoa. Mas Josephine gosta muito dos comentários de Cal, em qualquer pessoa :) Guria, por favor, comente quando aparecer, livre-se de sua timidez. Senão eu é que fico tímida e não posto mais nada. A propósito, o namorado é meu, mas essa Góia do post anterior o divide comigo. Nelson, como ignorar a Moça Crítica? Ela me persegue 24 horas por dia e se o dia tivesse 35 horas ela me seguiria nas outras onze também. Butterfly, felizmente você se recuperou. Quanto ao Diário, realmente, ele não seria o mesmo sem mim...seria melhor :) E chato, que chato você não ter lido o post! Respeitosos abraços a todos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309516611760641?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309516611760641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309516611760641&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309516611760641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309516611760641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/06/cio-caos-e-criacionismo.html' title='Ócio, Caos e Criacionismo.'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309465477125039</id><published>2004-06-14T03:47:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T22:17:34.773-08:00</updated><title type='text'>Mais uma Crítica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Josephine não deveria existir. O contexto original de Edmund não comporta a existência de uma parceira. O Edmund original é quase uma criatura assexuada, um cartum, um personagem de quadrinhos, ingênuo, quase infantil, vivendo em seu mundo de imaginação e faz-de-conta. Ou alguém já o viu falando de alguma mulher, ou desejando uma namorada? Por isso Josephine descaracteriza, não apenas o Diário, mas também o próprio personagem Edmund, que agora nem sabe o que fazer com a tal namorada que caiu em seu colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar que Josephine é um personagem totalmente fraco, instável, que não se sustenta sobre as duas pernas, bastante mal feito, ao passo que Edmund é um personagem sólido, com características bem definidas e boa movimentação dentro de seu plano de ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou profundamente insatisfeita com Josephine, ela não combina em nada com Edmund, de onde surgiu essa idéia idiota? Se Josephine não convence nem a mim, como convencerá aos outros? Ela é falsa, Edmund é verdadeiro, não deveria ter sido colocada para desempenhar este papel. Colocassem o cabide continuando os textos do Diário, que fosse, mas não esse ser incompetente. Josephine não deveria existir. E tenho dito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Isso é que é Góia, o resto é conversa. :) Este texto foi escrito por minha outra personalidade, a Moça Crítica. Sim, agora eu também coleciono personalidades. Devo alertá-la, porém, que Josephine não é mesmo um personagem. Talvez um alter-ego ou coisa que o valha. Se fosse personagem, eu garanto, estaria bem mais à vontade neste papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS2&lt;/b&gt; Alencar, obrigada. Não abandonarei o blog. Acho. Messias, obrigada por avisar :) Guria, vê se aparece! E essa de que o blog é tanto meu quanto do Edmund ainda não me parece convincente, vide o texto acima. Vanessa, não consigo me divertir enquanto me sinto vigiada e perseguida. Já fiz várias considerações, o plano deles é a longo prazo, se bem que eu nem estarei mais aqui quando eles conseguirem. Não sei, não sei.... Thiago, a sala estava certa, volte aqui! Cal, mande-me o que você encontrou e suas impressões a respeito sim, serão de grande utilidade. Aliás, ninguém precisa pedir permissão para me mandar e-mail, viu? É só mandar, eu adoro! :) Flip-flop, não sei, não sei...de qualquer forma, para te mandar um convite preciso do seu e-mail. Mirianne, tocou no ponto. É exatamente o que penso, manipulação mundial. Tudo está sendo arquitetado com essa finalidade...mas a meu ver não é bem a CIA, mas uma organização secreta, que, aliás, já controla o mundo inteiro, em baixa escala. R. Vaz, não me esquecerei não. E obrigada :)  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309465477125039?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309465477125039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309465477125039&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309465477125039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309465477125039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/06/mais-uma-crtica.html' title='Mais uma Crítica'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309435727817181</id><published>2004-06-09T01:49:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T22:12:37.283-08:00</updated><title type='text'>Um Pouco de Josephine</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri, enfim, qual é o problema de Edmund com este blog. Como todo lunático, Edmund é extremamente perfeccionista, tudo para ele tem que estar perfeito (claro, senão não seria perfeccionista), ele não admite nada mais ou menos ou meia-boca. Como não tem tido muito tempo para escrever, prefere não escrever nada. Sei que ele poderia sentar e fazer um texto qualquer, bom, como todos, em dez, vinte minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele não se contenta em fazer um texto bom, tem que ficar duas horas diante do computador para poder fazer, refazer e corrigir até que esteja tudo excelente. Se não fosse assim, não seria Edmund. Tudo bem, deixo-o com suas lunaticidades e retomo meu espaço por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, tive vontade de falar um pouco de mim neste blog. Nunca me encaixo em nada, sinto-me sempre deslocada e assim é também neste Diário, que não é meu. Tenho ligeira mania de perseguição, então sinto-me observada, julgada e condenada ainda que não haja absolutamente ninguém por perto. No entanto, sou normal. Como podem perceber, eu consigo tranquilamente sentar-me diante do computador e escrever um texto qualquer, sobre qualquer coisa e sobre nada, de qualquer jeito, em qualquer hora, gastando o mínimo de tempo (e às vezes, de neurônios) possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importo que não esteja perfeito, mesmo porque nunca consigo fazer algo que ache realmente bom. Então, já que não acharei realmente bom, posso fazer qualquer coisa, meu senso crítico desaprovará de qualquer forma. Desta feita, fico incrivelmente mais tranquila que Edmund, sempre metódico e certinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josephine é toda errada, desajeitada, desastrada, relapsa. Edmund enlouqueceria, caso já não tivesse lá seus desvios psiquiátricos. Mantenho a opinião de que ele poderia ter encontrado uma garota um pouco mais problemática, um tanto quanto maluca, um pouco menos normal e que ficasse um pouco mais à vontade neste blog. Creio que candidatas não faltaram, inclusive vindas deste recinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que os comments do blogger tenham ido para o céu dos comments, mas se estivessem funcionando vocês poderiam constatar, nos comentários dos posts de Edmund enquanto ele ainda era solteiro, até agosto do ano passado, que a esmagadora maioria dos leitores eram do sexo feminino e derretiam-se de amores por este Lunático que jura jamais ter percebido (exceto quando era bastante óbvio). Reluto em chamá-las de Góias em voz alta, podem ofender-se, ainda que eu não cite nomes. Mas as chamarei, assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se observarem bem também, o blog começou a desandar depois que Edmund e eu iniciamos o namoro, embora uma coisa, tecnicamente, nada tenha a ver com a outra. Apenas uma coincidência que me ocorreu aqui. Bem, essas Góias desistiram do blog após certa resistência contra a minha pessoa, ainda que não soubessem exatamente quem eu era, além do que eu já tinha dito que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ficamos apenas com aqueles leitores que apreciam bons textos, embora não os encontrem por aqui. :) Mas se essas Góias tivessem sido mais espertas talvez tivessem conseguido namorar Edmund e, quem sabe, poderiam escrever neste Diário com muito mais propriedade Lunática do que a chata da Josephine. Maaas, elas foram lentas e agora é tarde, fazer o quê? Sobrou para mim tal incumbência. Ou alguém ainda tentaria seduzir Edmund com uma Josephine desse tamanho no meio do caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não estivesse namorando Edmund, provavelmente neste momento estaria estudando alguma coisa importante sobre algum assunto interessante, de uma forma completamente desesperada, como sempre gostei de estudar. Talvez fosse mais interessante do que entrar em contato com meus medos e pavores ao escrever textos imensos e assustadores como esse, talvez não. Jamais saberei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Fui convidada para o Orkut e lá estou há, sei lá, umas duas semanas? Devo admitir que a princípio achei estranho, depois, descobrindo amigos e comunidades, percebi que era interessante, agora estou quase me descredenciando daquele lugar, após ler mensagens em comunidades, questionando se o Orkut era, na verdade, um complô de algum grupo, querendo alguma coisa. Coisas estranhas, como o fato de não haver ali um mísero banner de propaganda (alguém disse: "duvido que alguém fizesse algo deste tamanho sem fins lucrativos, só por diversão"....sinceramente, também duvido), outro questionou o fato de ser um servidor praticamente ilimitado, já que cabe de tudo, centenas de comunidades, milhares de usuários e perfis...quem teria todo esse espaço para criar essa coisa monstruosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim parece uma forma de manipulação de massa...ou pior, uma armadilha, primeiro, uma isca para atrair os incautos, depois pega-se todos os incautos e sabe-se lá o que farão com eles. Ninguém sabe exatamente qual é a finalidade da conspiração Orkut, mas que ela existe, existe. Eu já disse aqui que tenho mania de perseguição. Depois dessa, então, é bem provável que não me encontrem mais por lá, quer dizer, não sei se irei realmente sair, mas estou bastante tentada a fazê-lo. Não deviam me deixar ler essas coisas. Acaba com toda a graça da brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS2&lt;/b&gt; Thiago, obrigada :) Quero responder seu e-mail, mas toda hora que resolvo entrar, o bol está com problemas. Aguarde, acredito que ainda nesta semana estará tudo resolvido. Lillian, isso vale para você também, não pense que te esqueci. Anônimo, é sempre útil escrever um comentário, nem que seja para exercitar nosso senso crítico. Alencar, ele era não-normal mesmo :) Camylla, reunirei mais outras gafes, elas me perseguem. Cal, engraçado pensar que muita gente que foi importante para você no passado nunca mais passará pela sua vida...e outras, quem sabe, aparecerão novamente, daqui a vinte anos, quando você já tiver esquecido delas. A vida tem dessas coisas estranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a saber Street Dance...sim, eu dançava, mas não se esqueça que eu tinha dezesseis, dezessete anos e agora tenho vinte e quatro. Lá se vão sete anos sem fazer um mísero passo, nem me arriscaria a tentar. Comecei a fazer Street para ficar perto do tal americano. Na verdade eu o seguia acintosamente, era quase psicótico. Felizmente tinha uma carinha inocente, bonitinha até, os olhos enormes, o sorriso metálico. Ninguém desconfiaria de mim. Poderia ter me tornado uma serial-killer se tivesse aptidão para a coisa. Seria também uma boa detetive, caso me interessasse pela carreira. Felizmente não aconteceu nem uma coisa, nem outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junior, obrigada, espero que você não diga isso para todas. Ana, consertarei o link nos "Blogs Alucinados", mas diga-me por que razão o blogger deletou o Todos os Sentidos? Como foi isso? Butterfly, você poderia ter sido um pouco mais clara em seu diário, citando nomes, dizendo "eu gosto de fulano", não? Das duas uma, ou o cara era muito burro e não captou a mensagem ou você era muito lírica e acabou escrevendo um diário hermético. Ou as duas coisas, já que um cara muito burro jamais compreenderia um diário hermético. :) Quanto ao destino...bem, eu não acredito em destino, mas acho que alguma força celestial colabora com uma seta bem grande te apontando o caminho certo. Segue quem quiser, entender e for esperto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem razão em algo, se eu tivesse casado com o tal americano, provavelmente minha vida seria bastante sem graça hoje, Edmund, triste, estaria aqui, sozinho, escrevendo neste blog (porque usaria o tempo que gasta comigo em alguma atividade mais produtiva, como escrever no blog) e as Góias, felizes e saltitantes, continuariam suas vidas de Góias nos comments deste blog e na caixa de entrada do ed-mail. O que seria bastante ruim. Pior, talvez eu tivesse acesso à internet e ficasse conhecendo o Diário de um Lunático. Então eu seria ainda mais infeliz e torturada, sabendo-me comprometida e vendo, de longe, os belos textos daquele homem maravilhoso...que horror, agora entendo o sofrimento das Góias. Solidarizo-me. Pobres moças. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309435727817181?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309435727817181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309435727817181&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309435727817181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309435727817181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/06/um-pouco-de-josephine.html' title='Um Pouco de Josephine'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309396357791888</id><published>2004-06-04T23:36:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T22:19:03.366-08:00</updated><title type='text'>Sorry, foi um mistake</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muitos anos, antes de conhecer Edmund, durante a minha infância, conheci um menino americano. Um ano mais velho do que eu, ele falava português sem sotaque, mas não lia, nem escrevia nada. Brincávamos juntos e eu guardo boas lembranças daquele tempo. Ficamos uns sete anos sem nos ver e nos reencontramos na adolescência, eu a menina tímida de aparelho e ele o garoto mais bonito e cobiçado da turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não se lembrava de mim, mas comecei a gostar dele (como 99% das garotas da época). Aquele gostar da adolescência que não é absolutamente nada, mas que a gente acha que é absolutamente tudo!!! Sem saber como fazer uma aproximação decente, eu sempre ficava de olho, mas mantinha uma certa distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um momento, porém, em que tivemos que preencher algumas fichas para um grupo de street dance do qual fazíamos parte...ou melhor, ele não fazia, na verdade não me recordo bem o que ele estava fazendo lá naquele dia, mas sei que tinha um papel para todo mundo preencher....não, acho que era do grupo de estudo, não estou bem lembrada, só sei que todo mundo tinha um formulário a preencher, ele também. Ele olhava, intrigado, para o papel. Pobrezinho- pensei- está envergonhado de dizer que não está entendendo nada. Solidária, me aproximei e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quer ajuda?&lt;br /&gt;-Ajuda?&lt;br /&gt;-É, deixa eu te ajudar - disse, discreta - se você quiser eu leio para você, você responde e eu escrevo, ninguém vai notar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, ainda mais confuso, deu um sorrisinho de quem não estava entendendo muita coisa e respondeu:&lt;br /&gt;- Mas...moça, eu sei ler! Obrigado, não precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, Josephine, sua anta, ele teve sete anos para aprender!!! Esse foi meu primeiro desastre amoroso. O primeiro de muitos, alguns com esse mesmo garoto, coitado. Depois nos tornamos amigos e hoje ele está de volta à terra dele, já casado, não o vejo há exatos sete anos. Olhando para trás vejo que eu nunca me dei bem com pessoas normais, elas sempre me achavam maluca, não sei bem por quê. O único que me viu como e eu realmente sou, normal e centrada, foi Edmund. Talvez ele seja o único realmente sóbrio da lista. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt; Blanda, valeu pela força!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flip-Flop, sugestão anotada. Se bem que de nada adianta anotar, vou tentar seguir sua sugestão. Se bem que eu fico triste quando não consigo um texto longo e bem elaborado, não sei se funciona, mas vou tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alencar: Pequena gafanhota?...risos...tinha um amigo que me chamava de pequena gafanhota. Ele era meio maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago, pare de me enganar e faça já seu blog! E cuidado com esse Ninguém, ele é perfeito e de ferro. Pode ser perigoso. E eu compro rumo, caso você comece a vender. Ficará rico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom saber que vocês ainda visitam este blog!! :) :) :) Me deixaram feliz e motivada. Respeitosos beijos animados a todos!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309396357791888?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309396357791888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309396357791888&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309396357791888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309396357791888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/06/sorry-foi-um-mistake.html' title='Sorry, foi um mistake'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-114309373542411239</id><published>2004-06-04T11:40:00.000-07:00</published><updated>2006-03-22T22:18:42.433-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este blog hiberna e ressurge. Fez isso durante meses de sua existência, é um sobrevivente. Se este lugar sobreviver à Josephine, podem ter certeza de que sobrevive a qualquer coisa. Pensei em parar o blog e mudar o nome, de "Diário de um Lunático" para "Lamento de Josephine", de tanto que reclamo aqui que não me adapto ao blog, que estou descaracterizando o diário, que não cumpro minhas promessas, que QUERO EDMUND!!!!! E que QUERO MINHA MÃE!!!!!! - Isso eu não tinha dito ainda, mas quero.-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre que aparece por aqui um sensato leitor descontente, minha frágil segurança desestabiliza-se por completo. Josephine é uma fraca incompetente. Mas continuo por aqui mesmo assim. Até segunda ordem. De Edmund.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;P.S:&lt;/b&gt; Edmund me dissuadiu da idéia de fechar o blog, afirmando que em breve teremos tempo para tocá-lo juntos. Alguém aí ainda acredita em Edmund???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui a pouco eu volto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS2:&lt;/b&gt; Não é só este blog que ressurge. Thiago Dhatt passou por aqui!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson...acho que deve ser útil, em alguma situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa, obrigada pela força, embora a força em seu outro comentário tenha sido em direção oposta :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flip-Flop, continuo procurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lu, obrigada pela colaboração :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alencar, Ed está cada vez pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cal, desculpe pelo susto...e pelo alívio :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Butterfly, rastreadores seriam utilíssimos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto daqui a pouco. Ou muito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-114309373542411239?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/114309373542411239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=114309373542411239&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309373542411239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/114309373542411239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/06/este-blog-hiberna-e-ressurge.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113893188171704184</id><published>2004-05-30T23:42:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:58:01.720-08:00</updated><title type='text'>Explicações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensar antes de escrever as coisas. Quantas vezes terei de escrever isso em uma folha de caderno, como punição por falar demais? Minha mãe sempre me dizia "Josephine, quem fala demais dá bom-dia a cavalo"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, andei cumprimentando uma infinidade de eqüinos com o post anterior, que fiz às pressas, de um computador público, com o único objetivo de dar sinal de vida. Aprendi que é melhor fingir-se de morta quando não se tem tempo para elaborar algo melhor. Não lhes culpo, eu deveria ter sido mais explícita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não terminamos, Edmund e eu, simplesmente disse que não estávamos mais juntos e não estávamos mesmo, ele havia sumido, como faz com frequência, passou dias vagando pela cidade e eu não consegui encontrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, quando voltou, briguei com ele (asseguro-lhes que é necessária uma força de vontade incrível para fazer isso, já que Edmund não briga com ninguém e eu acabo tendo que brigar sozinha) e ele ficou triste, alegando que naquele lamentável estado de espírito não conseguria escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund era imonitorável, mas eu me vali da tecnologia moderna e equipei-o com um celular, para melhor rastreá-lo. Ocorre que naquele dia o celular ficou em casa e Edmund não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente pensei que nunca mais o encontraria, imaginando que tivesse sido sequestrado por uma horda de Góias ou que nem se importava mais comigo, afinal de contas, se se importasse teria ao menos me telefonado, para avisar que estava vivo e bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bem da verdade, ele me telefonou, mas desligou assim que atendi. Me explicou depois que não faria sentido algum telefonar para avisar que estava vivo e bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apenas o fato de eu telefonar já prova que estou vivo e bem, já que um indivíduo que esteja morto e mal jamais poderia empreender tal tarefa.&lt;br /&gt;- É, mas como é que eu poderia supor que o indivíduo vivo e bem do outro lado da linha era você?&lt;br /&gt;- Bem...é...esse é um ponto no qual eu não tinha pensado. Bem, preciso pensar. É, tem razão, fugiu-me este detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Detalhes" como este frequentemente fogem de Edmund e eu fico cá a ver navios. Talvez a única solução seja grudar em Edmund o dia inteiro, 24 horas por dia, seguí-lo até os recônditos mais secretos e descobrir o que ele tanto faz quando se perde. Mas temo não sobreviver a isso. No entanto, é minha obrigação tentar. Acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Finalmente, conexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa, você está certa, este blog perdeu o rumo. Prometo encontrá-lo em breve. Continuamos procurando e contamos com a ajuda de vocês. Na verdade eu também perdi o rumo. Edmund também. Quem encontrar algum dos nossos rumos, favor enviar para josephinebutterfly@gmail.com ou edbonaparte@gmail.com Em todo caso, prometo que, ainda que não tenha rumo, este blog voltará a ter prumo a partir de hoje. Desculpem o transtorno. Bendita conexão. Respeitosos abraços.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113893188171704184?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113893188171704184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113893188171704184&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893188171704184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893188171704184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/05/explicaes.html' title='Explicações'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113893169122845982</id><published>2004-05-24T17:54:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:54:51.230-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Ainda tem alguém aqui...i....i....i...i...i..... ????&lt;br /&gt;Alguém ainda vem a este blog....og....og.....og.....og...... ???&lt;br /&gt;Nem para ler, nem para escrever...er....er....er....er....er...???&lt;br /&gt;Onde estará Edmund.....Edmund....Edmund....Edmund....???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não estamos mais juntos. Calma, calma, calma, não se desesperem, isso não é definitivo, a bem da verdade, nada nesta vida é realmente definitivo, exceto as coisas realmente definitivas. Mas como Edmund não se pronunciou a respeito ainda, prefiro não falar nada por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele diz que está triste demais para escrever e virou suco com tanta intensidade que nem deu para digitar nada. Espero mais um pouco. A literatura, lhes asseguro, continua.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113893169122845982?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113893169122845982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113893169122845982&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893169122845982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893169122845982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/05/ainda-tem-algum-aqui.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113893157350417851</id><published>2004-05-18T22:44:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:52:53.506-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Duas coisas. Primeiro, Josephine é horrível. Sinto-me um lixo por deixá-los tantos dias falando sozinhos. Terrível. Segundo...bem, fiquei feliz ao notar que sentiram a minha falta e exigiram minha presença de volta (ou de qualquer outra pessoa que se dignasse a escrever neste blog). Finalmente alguém notou minha ausência :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu tenha desaparecido de propósito, mas forças maiores me deixaram sem conexão e temporariamente sem computador. Até tentei, mas nessas condições me pareceu bem difícil postar algo por aqui. Escrevi em uma folha de papel, mas até agora não consegui descobrir uma forma de passar o tal texo para o blog sem computador e conexão, mas creio que algum sucesso estou tendo nesta empreitada, só pelo fato de conseguir escrever algo aqui hoje sem ter um computador em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperança, a minha é eterna, pensei que talvez Edmund aparecesse por aqui para explicar o que aconteceu comigo e o porquê de eu estar desconectada temporariamente. Obviamente Edmund nem mesmo percebeu que não apareci por aqui, talvez ele tenha tido alguma alucinação, talvez alucinações diárias, imaginando ler um texto meu por dia, como costumava ser normal. Ruim, muito ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o vi hoje o dia inteiro, não sei onde se meteu, espero que esteja bem longe de qualquer encrenca, cansa-me salvá-lo das enrascadas em que se mete. Acabo de descobrir porque este alucinado indivíduo manteve-se tanto tempo sem maluca alguma do seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, Góias sempre existiram, aos montes, algumas deixaram registro neste blog, em comentários, para a posteridade, mas não houve uma pirada o suficiente para assumir um relacionamento decente com esse rapaz e estar ao lado dele, em todas as situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, ia continuar o texto, mas o dever me chama e devo atendê-lo. Conversamos mais tarde, prometo. Sim, há ainda alguém na casa verde...embora a minha seja branca e azul. :) Beijos a todos!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113893157350417851?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113893157350417851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113893157350417851&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893157350417851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893157350417851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/05/duas-coisas.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113893121079973099</id><published>2004-05-10T01:57:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:46:50.803-08:00</updated><title type='text'>Empanturramento Colonial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fomos a Gramado hoje, almoçamos café colonial. Eu, comendo como se nunca tivesse visto comida na vida, daquele jeito que só eu sei fazer (mentira, um monte de gente sabe também), de achar que o mundo vai acabar amanhã e que eu tenho que fazer quinhentas mil coisas hoje, comer quinhentas mil coisas agora, antes que o mundo acabe, antes que eu acabe, antes que a fome acabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente cruel daquele lugar. Quando finalmente nos livramos dos dois pedaços de bolo de cenoura, o garçom, para nos punir, veio com outro prato, desta vez com três pedaços de bolo de cenoura. Havia também dois pedacinhos de rocambole de brigadeiro, muito bom. Edmund comeu um e me avisou que estava gostoso, eu, empanturrando-me de bolo de cenoura, perguntei a ele se acaso não queria o outro pedaço de rocambole. Ele disse um não meio por educação e eu perguntei novamente:&lt;br /&gt;-Quer o rocambole, amorzinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que ele pudesse responder, a garçonete, sempre atenta, perguntou:&lt;br /&gt;-Querem mais rocambole?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que talvez fosse perigoso recusar e assenti, com a cabeça. Em pouco tempo surgiu à nossa frente um prato com cinco pedaços do tal rocambole. Me parece uma boa técnica de tortura. Ah, é, você gostou do rocambole, é? Então toma, coma mais um pedaço...e mais outro...e mais outro...e mais outro.....CHEEEEGAAA!!! EU CONFESSO, EU CONFESSO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quase confessei. Certamente ajudaria saber exatamente o quê eles queriam que eu confessasse. E lá ficamos, comendo e conversando, no instinto natural de comer até acabar a comida, comer os pães com geléia, queijos, frios, bolinhas de queijo, croquetes de frango, bolos de amendoim, de cenoura com chocolate, tortas, biscoitos, pedaços de frango empanados, bolos disso e daquilo, quindins e coisas que permaneceram intactas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a grande frustração é ter a sensação de ter comido um boi, olhar para a mesa e vê-la farta, como se você não tivesse movido um dedo, como se tudo estivesse intacto, como se você tivesse comido apenas uma bolinha de queijo e um biscoito com geléia. É cruel. Nem a sensação de saciedade primitiva, a felicidade de ver sua presa estraçalhada e seu estômago cheio. Cadê a presa estraçalhada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia um pesadelo. Comer, comer e a mesa continuar cheia de coisas, e a vontade de comer mais, para não desperdiçar e a mesa continuar cheia de coisas, e o desespero porque você não é um avestruz e não cabe mais nem uma ervilha no seu estômago, mas a comida ainda está lá, aqueles picles que dão um certo mal-estar, aliás, tudo ali começa a dar um certo mal-estar, até a torta de chocolate com côco, que você tanto adora (ao menos eu adoro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente temos o costume de sentar do mesmo lado da mesa, um ao lado do outro; caso fôssemos como aqueles casais que sentam-se em lados opostos, mal conseguiríamos ver a cara um do outro, soterrados em tantas iguarias terrivelmente calóricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund levantou-se para pagar a conta e eu então percebi que no pratinho das bolinhas de queijo ainda havia três sobreviventes, gritando para serem devorados. Ao menos eu os ouvi gritar. Mesmo não conseguindo mais respirar (acho que meu estômago, a essa altura já havia comprimido os meus pulmões), comi as últimas bolinhas de queijo e tive a agradável sensação de ver um prato vazio, de estômago cheio. Vitoriosa, saí, ainda vendo o olhar de insatisfação do garçom ao recolher o prato vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund levantou uma questão interessante, enquanto sofríamos, empanturrados: para onde vão os restos dos alimentos? Por restos entenda-se as fatias de bolo não comidas, pedaços de queijos deixados intactos, salgadinhos inteirinhos, deixados ali por clientes cujo estômago não comporta mais nem uma ervilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que talvez distribuíssem aos necessitados ou os próprios garçons os comessem depois, ou levassem para as suas famílias. Edmund ainda aposta na reciclagem, eles apenas arrumariam os pedaços de bolos, salgadinhos não comidos, completariam as jarras de suco e vinhos, colocariam mais queijos e frios para preencher espaços vazios...e serviriam aos próximos clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Tudo me parecia fresco demais para ser reaproveitado, mas quem sabem, não? De qualquer forma estava gostoso e não vi nenhum pedaço mordido, o que já é um bom sinal. Edmund gosta de tentar me apavorar, me deixar neurótica, paranóica, enquanto ele permanece calmo, sereno, tranquilo, impassível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, passamos por alguns restaurantes. Fechei os olhos. Ler "churrasco", "galeto", "sequência de fondue" e "café colonial" me embrulhava o estômago....estômago embrulhado com palavras, fechei os olhos e voltamos para casa. Alertei a Edmund para não ler as placas, mas que por favor, não fechasse os olhos. Afinal de contas, era ele quem estava dirigindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peésses:&lt;br /&gt;Fox#23, bom saber de tuas notícias, cheguei a pensar que não estavas mais estre nós, o que seria bastante triste. Sim, fui ao teu blog algumas vezes, tentar encontrar sinais de vida. Quanto à tua pergunta, não há nada de lunático em mim, além do namorado, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alencar, claro que pode me chamar de amiga, fiquei lisonjeada com o teu comentário, obrigada :) E espero também que das próximas vezes a TPM seja mais boazinha comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cal, silêncio, gelo e comida....disso é feito o inverno aqui :) E você tem razão, Edmund é muito compreensivo, calmo, coitadinho, está aprendendo a lidar com a criatura monstruosa que é Josephine tepeêmica...mas espero livrá-lo desse suplício em breve (e a mim também) recorrendo a um tratamento hormonal...embora minha TPM nem seja assim tão assassina, e nem assim tão descontrolados sejam meus hormônios, creio que é tudo psicológico. Acho. E é ótimo te ver por aqui também :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GURIA, sua idéia de ficar na cama de olho fechado é perfeita, o problema é que nem sempre se consegue fazer isso por uma semana, que seja. Você disse que é bom evitar contato, principalmente, com seres animados. Edmund é o ser mais animado que conheço...na próxima TPM, se houver, pretendo comunicar-me com ele por bilhetes, seguindo seu conselho :) A propósito, em que consiste o tal remédio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monik, se eu estivesse na TPM te diria que espero que você tenha lido o post. Como não encontro-me mais em tão lastimável estado, acredito (ou espero) que você tenha lido sim o post, gostou, achou criativo e comentou. Obrigada mesmo, de coração, por mim e por Edmund.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113893121079973099?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113893121079973099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113893121079973099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893121079973099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893121079973099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/05/empanturramento-colonial.html' title='Empanturramento Colonial'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113893109752856556</id><published>2004-05-08T23:05:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:44:57.536-08:00</updated><title type='text'>O Regresso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei esses dias "de molho" por conta de uma TPM avassaladora. Algumas mulheres não passam por esse período de descontrole hormonal, infelizmente eu não sou uma delas. Em alguns meses a TPM passa despercebida, em outros, porém, melhor seria se trancassem a doce e meiga Josephine em uma sala com isolamento acústico, amarrada a uma cadeira (confortável, tá?) e amordaçada...ou, mais agradável, sedassem a bela e modesta Josephine e a mantivessem desacordada em um quarto escuro, sobre uma cama semi-ortopédica, coberta por três edredons. Este foi um desses meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se colocassem amplificadores em seu cérebro. Até os aborrecimentozinhos insignificantes que em situações normais passariam despercebidos, tomam proporções quase tão gigantescas quanto o Hernani no post anterior, do Edmund. Aliás, coisas que nem seriam classificadas como aborrecedoras tornam-se insuportavelmente irritantes e eu começo a estapear todo mundo (não literalmente, óbvio) que aparece em minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tão gentil, meiga e educada, Josephine transforma-se em uma criatura ranzinza, chata, mal-humorada e irritadiça. O problema é convencer todo mundo, depois que a crise passa, que os culpados eram os hormônios. Estou quase cedendo aos apelos da minha irmã e providenciando um tratamento para colocar esses hormônios mal-educados em seu devido lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei nem escrevendo nada, com medo de espantar os leitores deste Diário, aos quais tanto prezo. Foi para o bem de vocês que me ausentei, para mantê-los longe da ameaça Josephinesca tepeêmica. Se Edmund escrevesse este texto diria que eu me transformo em um monstro cor-de-rosa uma vez por mês, durante alguns looongos dias. Aliás, eu gostaria de ouvir esse relato dele, gostaria de saber como ele vê esses momentos delicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre Edmund, sempre tenho a impressão de que ele caiu de pára-quedas em algumas situações, como se não tivesse a mínima idéia de como foi parar ali. Às vezes ele me olha e quase posso ler em seus olhos "de onde surgiu tal criatura?" Bem, nem eu mesma sei como vim parar aqui, mas sei que tem sido bastante agradável e divertido, ao menos na maior parte das vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em situações normais eu me divirto com Edmund quase todo o tempo, é uma pessoa agradável de se conviver, até mesmo quando começa a conversar consigo mesmo e eu tomo o devido cuidado de não interromper. Se bem que até hoje não consegui entender bem a diferença entre seus diálogos com Sigmund, sua outra personalidade, e os momentos em que ele afirma estar "pensando em voz alta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que até esses momentos que costumam divertir-me irritam-me sobremaneira em situações tepeêmicas, o que me deixa muito chateada, porque eu gostaria de me divertir, mas só consigo ficar irritada, faço força para achar graça e acabo ficando ainda mais irritada por não conseguir ficar mais nada além de profundamente irritada. É frustrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente voltei ao normal. E normal significa normal, porque eu sou normal, Edmund é o lunático. Nada contra, mesmo porque se eu tivesse algo contra lunáticos, não estaria namorando um, mas eu sou bem normal. Acho. Que seja, voltei ao normal e consequentemente este blog também, isto é, ninguém se livra de mim tão cedo. Isso é bom?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113893109752856556?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113893109752856556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113893109752856556&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893109752856556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893109752856556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/05/o-regresso.html' title='O Regresso'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113893004851026188</id><published>2004-04-30T14:36:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:27:28.513-08:00</updated><title type='text'>O Nariz de Josephine</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este blog me parece que está sempre de mudança. Quase posso ver as caixas empilhadas e as malas abarrotadas de roupas. Nada, absolutamente nada no lugar e papéis espalhados por toda casa. Cadê a fita adesiva? Não sei, deve estar debaixo da bagunça da sala. Ainda não encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ainda tenho a esperança de conseguir adaptar-me, encaixar-me plenamente neste escuro lugar. Tenho, porém, um bom motivo para não ter escrito nos últimos dias: meus dedos congelaram. Sim, anda fazendo frio por aqui. Sei que a tendência é esfriar, como em todos os anos, até julho, onde todas as criaturas deste estado ficam recobertas com uma fina camada de gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas mãos e pés costumam congelar antes do resto do corpo. A maioria dos gaúchos não congela nesta época, Edmund costuma congelar em Julho, porém eu começo o processo de congelamento sempre em Abril ou Maio, descongelando apenas quando chega Setembro e a Primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, detesto meias, luvas e outros acessórios para friorentos, assim como também detesto aqueles capuzes pretos que fazem com que todo cidadão de bem que os use pareça marginal. No frio não podemos distinguir nem um bandido de uma criatura semi-congelada sem antecedentes criminais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem os estudiosos que pessoas projetadas para suportar bem o frio têm narizes afilados, com narinas estreitas, pele branca e mais outras características das quais não me recordo bem agora. Eu não tenho nariz afilado e narinas estreitas como os loiros dos países nórdicos, e minha pele branca não tem lá grande utilidade, nem aqui, nem em lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a culpa de tudo esteja no meu nariz. Talvez- e só talvez- se eu andar com um prendedor de roupas para estreitar minhas narinas, comece a sentir menos frio. O cabelo fica solto o tempo todo, ao menos assim protege a nuca e as costas e não preciso usar aqueles enforcantes e pinicantes "cachecóis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu deva procurar um cirurgião plástico e encomendar um nariz de frio, condizente com o clima atual. Mas ia ficar meio complicado alterar o nariz a cada mudança de estação...e meio caro, acho que não tenho nem nariz, nem dinheiro o suficiente para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alternativa do prendedor de roupas é mais barata, mas menos estética. Porém, para que preciso de estética? Edmund diz que me amaria de qualquer forma, então talvez seja até um bom teste para descobrir se ele me amaria, mesmo com um prendedor no nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso estreitar um pouco as narinas usando uma fita adesiva, ou, quem sabe, inventar (e patentear) um estreitador de narinas. Respirar é o de menos, posso fazê-lo pela boca. Poderia também usar algodões no nariz...mais isso é mórbido demais, cruzes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que com o tempo eu me acostumo ao frio...há anos dizem que com o tempo eu me acostumo ao frio, o tempo passa e eu não me acostumo ao frio, não tem jeito. Esquentou um pouco, para nos enganar, é assim, esfria, esquenta, chove e esfria outra vez, acaba de chover e esfriar. Estou dormindo com dois edredons, um sobre o outro, e o frio, de verdade, nem chegou...talvez- e só talvez- meu nariz tenha que pagar por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Flip Flop, gostaria de conseguir responder a todos os comentários como antes, pensei em respondê-los na própria caixinha de comments, mas achei que ficaria meio confuso. E a idéia do estagiário, foi ótima, mas acho que Edmund é neurótico demais para confiar a postagem a terceiros (se ele é o primeiro e eu a segunda, um estagiário seria o terceiro). Cal, pode reclamar, com certeza, vocês têm todo o direito e, se não reclamam, começo a achar que nem se importam. Monique, agradeço a visita, e obrigada por deixar comentário, só assim eu posso saber onde te encontrar. GURIA, pedido meio estranho esse, mas, mesmo sem querer, estou atendendo, não? E ao que me parece você está ficando meio alucinada com este lugar... Livs, os Scomments são filhotes dos Sblogs, dos quais necessitamos para sobreviver após o vício causado pelo monstro. Também sofro desse mal. Bia, apareça sempre por aqui, agradeço pelo carinho. Luna, achou o post anterior sem sentido??? :( E Demetrius, já estou melhor :) ...ufa...adoro isso :) Respeitosos beijos a todos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113893004851026188?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113893004851026188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113893004851026188&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893004851026188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113893004851026188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/o-nariz-de-josephine.html' title='O Nariz de Josephine'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892995513949324</id><published>2004-04-27T07:55:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:25:55.140-08:00</updated><title type='text'>O Monstro</title><content type='html'>Não tem nada pior do que prometer algo e não cumprir. Eu disse que este blog voltaria a ser diário e sumi a semana inteira. Não adianta me dizer para escrever só quando eu tiver vontade, eu não ter escrito não quer dizer que eu não tenha tido vontade, o que me faltou foi tempo. Nem adianta me dizer para escrever só quando eu tiver tempo, continuo sentindo vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar que sinto-me responsável por este lugar (talvez porque seja mesmo), já que o verdadeiro (ir)responsável, Edmund, aparece quando lhe dá na telha. Estou ficando um pouco neurótica com isso tudo, obessessiva, achando que devo escrever, escrever, escrever, atualizar o blog, um blog, dois blogs, três blogs...isso está aumentando exponencialmente e não sei se haverá nessa blogosfera quantidade suficiente de blogs para que eu me sinta satisfeita. Temo que comece a participar de blogs compulsivamente, fazer outros blogs, diversos blogs, infinitos blogs até que sucumba, exausta, sobre o teclado, desfalecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um monstro certa vez, ele era grande, como todo monstro deve ser, feito de uma geleca igual àquelas que tínhamos em nossa infância, achávamos que era o máximo e nas quais, hoje em dia, mal conseguimos encostar sem dizer "eca"...bem, nem todos, Edmund comprou, dia desses, uma geleca daquelas, com uma lagartixa verde de brinquedo dentro. Diz que é para experiências científicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao monstro, imagino-o verde, como toda criatura monstruosa imaginária ecologicamente correta deveria ser. Porém, após o advento do Shrek, monstro verde parece uma espécie de plágio. Pensei em fazer o monstro roxo, mas lembrei-me de que ele ficaria por demais parecedo com o tal Shake, aquele bonequinho sem graça do Mc Donald's, que faz parte da sem graça turma do igualmente sem graça Ronald Mc Donald.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pensando em uma cor esdrúxula para meu esdrúxulo monstro, achei que ele pudesse ser lilás, mas ficaria meio gay, e não quero que duvidem da masculinidade deste monstro. Bem, quem sabe se ele fosse laranja....na falta de outra cor melhor, o monstro é laranja. E preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este monstro caminha lentamente, arrastando-se pelos becos mais sinistros da internet, muitas vezes emergindo e ameaçando tomar conta de toda a rede (basta fazer qualquer pesquisa no Google para constatar isso), arrastando-se sorrateiramente, fazendo "sblog, sblog, sblog", engolindo todos os seres humanos que encontra pelo caminho, abduzindo-os ao seu interior e escravizando-os à boa ilusão de um lugar tranquilo, onde se pode fazer (quase) tudo o que se quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vício. Monstro laranja e preto causa o vício, que vem sem que se perceba. Um dia o pobre ser humano acorda e nota que está preso dentro do monstro e nada mais pode fazer além de atualizar, atualizar, atualizar, compulsivamente, sem nunca dar-se por satisfeito. E não, não sei se há como livrar-se, talvez nem mesmo os caça-fantasmas ou qualquer outra criatura fictícia ou real podem salvar os pobres seres humanos da invasão dos sblogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temo que nossa espécie se extingua e, em pouco tempo, haja apenas uma horda de sblogs recobrindo a cidade com sua massa gelecal laranja e preta, demonstrando sua real superioridade à raça humana, subjugando a todos, até que, exaustos, sucumbamos sobre nossos teclados, desfalecidos. Que saibamos reconhecer esta ameaça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892995513949324?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892995513949324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892995513949324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892995513949324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892995513949324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/o-monstro.html' title='O Monstro'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892984318280948</id><published>2004-04-22T05:30:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:24:03.186-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês estão acompanhando o Diálogos Soltos? De qualquer forma, pode parecer repetitivo, mas vou colocar aqui algo que já coloquei lá, já que coloquei lá algo que já tinha colocado, anteriormente aqui e seria deveras injusto não repetir a operação em sentido contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund resolveu ir à praia. É, de novo. Mesmo sabendo do meu pavor de tatuíras. Prometeu que, desta vez, não andaríamos na areia, nem tampouco passearíamos no Barco Viking. Sua intenção era única e exclusivamente comer um pastel de carne com ovo e azeitona que, segundo ele, só existe em uma determinada pastelaria em uma determinada rua daquela determinada cidade. E ele estava determinado a ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que não adiantaria argumentar, já que quando ele decide alguma coisa não adianta eu dizer nada, ele arranja quinhentos novos argumentos para me aporrinhar até que eu me convença- ou canse- e concorde com ele. Devo admitir que Edmund é bem persuasivo quando quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resignada, segui com ele, de carro, pela estrada. O tempo fechando e eu, já desesperada, pois detesto viajar à noite, chovendo então, nem pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não quero nem saber, se estiver chovendo e escuro quando voltarmos, eu ficarei em qualquer hotel. Se não quiser ficar comigo, que volte.&lt;br /&gt;- Mas Josie, não vai chover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não vai chover", neste caso, era uma afirmação risível. O céu estava cinza, pesadas nuvens cobriam a luz do sol ao meio-dia. Meio-dia e a aparência era de um final de tarde nublado. Ou pior. Cinza-escuro, as nuvens eram assustadoras. Ou eu é que sou assustada e dramática mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para não perder o costume, ele me perguntou umas vinte vezes se eu realmente queria ir (lembram da história da pizza?). Expliquei a ele o quanto aquilo me irritava e esperava que ele compreendesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que, exatamente, te irrita?&lt;br /&gt;- Quando você fica repetindo uma mesma pergunta quinhentas vezes.&lt;br /&gt;- Te irrita me ouvir repetindo as coisas?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Mas às vezes é necessário.&lt;br /&gt;- Na maioria das vezes não.&lt;br /&gt;- É porque eu fico com dúvidas. Por exemplo, eu te perguntei "Você quer ir à praia?" O que você respondeu?&lt;br /&gt;- Quero.&lt;br /&gt;- Não, você disse: "é..." reticente. Aí eu perguntei de novo: "quer mesmo ir?" E o que você respondeu?&lt;br /&gt;- Que queria.&lt;br /&gt;- Não, você disse: "é...vamos" e eu tive que perguntar a terceira vez, para confirmar, foi necessário.&lt;br /&gt;- Você é louco.&lt;br /&gt;- Olha só, você não quer ir, viu? Me chamou de louco.&lt;br /&gt;- Qual é o problema?&lt;br /&gt;- "Louco" não é algo muito bom, é? Denota insatisfação da sua parte.&lt;br /&gt;- Está chovendo, estou morrendo de sono, fome e frio e você quer ir à praia por causa de um pastel de carne com azeitonas e ovo. Você é louco.&lt;br /&gt;- Está vendo, olhe para o céu, há uma faixa mais clara, o sol está voltando a sorrir.&lt;br /&gt;- E o resto do céu está coberto por nuvens.&lt;br /&gt;- Tudo é uma questão de ponto de vista, saber se o copo está meio cheio ou meio vazio.&lt;br /&gt;- ....&lt;br /&gt;- O que foi?&lt;br /&gt;- Olhe para o tamanho da faixa.&lt;br /&gt;- Tudo bem, saber se o copo está 80% cheio ou 80% vazio....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, Edmund é uma criatura otimista. Otimista demais, devo dizer, coisa que, por mais que me esforce, não consigo ser. Olhar para o céu com densas e escuras nuvens de chuva ameaçando desabar sobre nossas cabeças e achar que uma faixa ínfima de céu ensolarado poderia afastá-las é, no mínimo, alucinação. Algum tempo depois, ouço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Veja, a faixa clara no céu está aumentando!&lt;br /&gt;- Ainda que esteja, as probabilidades de aquele monte de nuvem escura cobrir e sufocar sua faixa clara são incontavelmente maiores do que as de o contrário acontecer.&lt;br /&gt;- Você é muito pessimista.&lt;br /&gt;- Não é pessimismo, são fatos! São duas horas de viagem, estamos no meio da estrada, duvido muito que a gente não tenha que voltar no escuro, sob chuva.&lt;br /&gt;- Você é insensível, Josephine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, fomos à praia, comemos o tal pastel maravilhoso, aliás, dois, passeamos de carro na areia e vimos um pássaro bastante estranho, alucinado, Edmund encantou-se com ele. Mas sobre esta ave o próprio Eddie escreverá depois. Ao menos foi o que ele disse. Eu estava cansada, com sono, dores nas costas e péssimo humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund está sempre feliz e para ele tudo é colorido e ensolarado, ainda que esteja tudo cinza. São as vantagens de ser um lunático. Voltamos. Conforme o previsto, sob chuva e escuridão. Não cumpri minha ameaça (a bem da verdade esqueci-me dela) e voltei com ele, mesmo naquelas condições terríveis. Para não brigar com tão saltitante criatura, preferi dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei tão cansada quanto dormi e, ao chegar em Porto Alegre o rapaz ainda queria fazer outros passeios. Agradeci, mas disse que precisava descansar. Vim para casa e desmaiei em minha cama. Ele voltou para casa, calmo como sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892984318280948?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892984318280948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892984318280948&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892984318280948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892984318280948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/vocs-esto-acompanhando-o-dilogos.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892972825931009</id><published>2004-04-19T23:51:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:22:08.260-08:00</updated><title type='text'>Consciência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda vez que sento aqui, diante deste monitor, não sei exatamente sobre o quê escrever. Fico alguns segundos olhando a tela brilhante até que, mesmo nada me vindo à cabeça, começo a dedilhar o teclado, sempre sai alguma coisa, mas nem sempre gosto do resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei horas ontem à noite tentando conversar com o cabide do Edmund, já que o Criado-Mudo não me dá a mínima bola. Na verdade nunca ouvi o cabide dizer nada, mas a gente conversa mesmo assim. Edmund diz que ele fica falando de mim quando volto para casa e que frequentemente o aconselha, quando brigamos ou ficamos chateados um com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em casa não tenho ninguém, só minha gatinha, a Consciência, que se enrosca em meus pés nas noites geladas e escuta minhas lamúrias, sempre me lembrando o que devo e- principalmente- o que não devo fazer. A Consciência, apesar de castrada, é bem leve, não engordou muito nos últimos meses. Está sempre por perto, descansa ao meu lado e nunca me deixa esquecer as promessas que faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciência não passa fome, ela está leve, mas é bem alimentada, bem cuidada, bem tratada....faço de tudo para que ela não tenha de que me acusar depois, via de regra, nos damos muito bem. É minha companheira quando estou sozinha, eu a levo para passear durante a tarde e ela sempre me incomoda o dia inteiro quando eu passo a madrugada na internet e durmo a manhã toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava aqui pensando na Consciência e ela ali, dormindo, quando comecei a estranhar seu nome. Repeti demais "Consciência" neste post e esta palavra começou a tornar-se estranha. Quando repetimos demais uma palavra ela começa a perder o sentido, como se não fizesse parte de nossa língua-pátria. Trocando em miúdos, a palavra desmaia e, pálida, não a reconhecemos mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de ter passado dias sem conseguir pronunciar nem ouvir a palavra "Grade" após repetí-la exaustivamente durante uma tarde inteira, na infância. Também aconteceu isso com as palavras "lápis" e "discreto", ambas na adolescência. Claro, isso ocorreu diversas outras vezes, mas essas três foram bem marcantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim está sendo com "consciência", eu não a reconheço neste instante, embora possa garantir que tal estado não é permanente. Assim espero, senão terei de trocar o nome da gata por algum menos usado...talvez "Tolerância", quem sabe?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892972825931009?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892972825931009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892972825931009&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892972825931009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892972825931009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/conscincia.html' title='Consciência'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892962337225710</id><published>2004-04-17T00:49:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:20:23.376-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Muito feliz fico em ver que pessoas começam a gostar do que lêem por aqui. Finalmente o côro "fora Josephine" calou-se e as pessoas começaram a ver que existe vida ainda neste Diário. Apesar de haver ainda quem jure que eu e Edmund somos a mesma perturbada pessoa, tudo anda da melhor maneira possível neste espaço virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje operei o dia inteiro em Stand-by. Para quem não sabe, Stand-by é aquele modo em que o aparelho não está nem ligado, nem desligado, ou melhor, está ligado, mas não parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o dia inteiro como se tivesse acabado de acordar, ou melhor, passei o dia inteiro como se nem tivesse acordado. Felizmente chega o final de semana para que eu possa entrar em período de hibernação, acordando apenas para escrever e olhar para a cara de Edmund.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente eu tenha tomado algum sonífero em meu café-da-manhã. Desconfiaria da minha empregada, caso eu tivesse uma. Como não tenho, começo a desconfiar da padaria em que compro meu pão francês (recuso-me a chamá-lo de "cacetinho", como é de praxe por essas bandas gauchescas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund, como sempre, ficou deveras preocupado com o meu estado catatônico. O pior foi ter que andar na rua, aquele barulho infernal do trânsito, milhares de pessoas conversando ao mesmo tempo no supermercado, Edmund comentando o filme enquanto assistíamos a um vídeo na casa dele (engraçado, ele não faz isso no cinema e detesta quem costuma fazer, mas em casa é outra coisa) e outros fatores minimamente irritantes que, quando estou em stand-by tornam-se terrivelmente, horrivelmente, desesperadamente irritantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que, como estou em stand-by, não quero responder, nem falar, nem fazer nada, apenas ficar ali, desligada, irritada com o mundo ao meu redor, que jamais se desliga. Voltei, arrastando-me, para casa, nem mesmo comer alguma coisa consegui. Desabei em minha cama e entrei em estado de hibernação por algumas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei, ligada na tomada, elétrica, como é meu estado natural. Que dúvida- vim para o computador, ler comentários e escrever um pouco. Nada mal para uma sexta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem dias que pedem para não existir. Você acorda cedo e quase o ouve dizer: "Por favor, volte para cama, este dia não existe". Quando insistimos, teimosamente, o dia nos mostra exatamente a razão de não existir. Não existe porque não quer existir, não gosta de existir, foi um teste que não deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entramos no teste. Tudo dá errado, choramos, caímos, nos confundimos, falamos aquilo que não deveríamos ter dito, tentamos consertar e estragamos tudo de novo...ou, simplesmente, não conseguimos fazer absolutamente nada e o dia torna-se tão inútil quanto se nunca tivesse existido, de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dias sempre existem. E sempre passam, um a um, ainda que não contem, serão contados, horas inúteis devem ser aproveitadas, eu só ainda não aprendi exatamente como fazer isso. Hoje foi um dia inútil, que poderia ser deletado, um dia sem muita razão de ser, exceto ser ponte entre ontem e amanhã. E isso qualquer dia sabe fazer muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS Como todos já devem ter percebido, comecei a escrever no Diálogos Soltos e a partir de hoje começo a dar uma força para a Livs no Diário dos Sonhos. Só tenho que dormir para ter o que postar por lá. Sem jamais me esquecer do Patota's, onde não posto há séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 2 Amanhã começo a testar uma nova forma de responder comments para não deixar ninguém sem resposta porque acho terrivelmente antipático e mal-educado responder uns e deixar outros ignorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, Flip-Flop, parece que sua teoria começa a se confirmar. Para isso, porém, era necessário que houvesse pessoas lendo os textos, coisa que me parece acontecer agora. Anonimo_Incognito é um Cavaleiro do Zodíaco e sinto que infringi alguma lei cósmica ao obrigá-lo a nos parabenizar por um ano de blog, mas agradeço a benevolência em ter atendido ao meu chamado, em breve será a vez do blog dele fazer aniversário. Pode deixar, Anonimo, estarei por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafa, vem a Porto Alegre? Quem sabe possamos combinar para comer uma pizza na Petiskeira :) . O Cara Que Escreve, já li um comentário pré-histórico seu em que reclamava da falta de desenhos. Agora temos o reforço do meu scanner que é infinitamente melhor do que o dele e os desenhos (de ambos) serão mais frequentes por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cal, ficarei muito triste, caso os queijos entem em processo de extinção, também espero que isso não ocorra. E guardei um pedaço de bolo para ti. Sobraram algumas borboletas também, quer? André, fiquei feliz ao ver que arrependeu-se dos insultos, isso demonstra que você é uma pessoa de bom caráter. E reafirmo que eu e Edmund não somos a mesma pessoa, mas como provar? Um dia todos vocês saberão. E sim, manter este blog dá trabalho, mas é um trabalho maravilhoso e gratificante. Gaudério San, parabéns atrasados aceitos :), ChiPHeaD, problema resolvido então :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alencar, bom vê-lo de volta, achei que tivesse se esquecido de nós. E Aldy, recebemos os beijos e te mandamos em dobro (doe dois, leve quatro!). Bom saber que você gostou daquele comentário que coloquei no A Criatura e a Moça, aliás, qualquer dia eu o colo aqui, se ficar compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro post, Felipe Miranda , Hélio Sales, Lábios de Pitanga, Danny Floripa , Moreno, li todos os seus comments. Pena que não deu para respondê-los, como eu gostaria. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892962337225710?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892962337225710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892962337225710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892962337225710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892962337225710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/muito-feliz-fico-em-ver-que-pessoas.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892943872810961</id><published>2004-04-15T23:25:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:17:18.733-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Falei das músicas que não saem da cabeça e hoje me deparei com outro problema, gravíssimo (falando nisso, finalmente me livrei de Beethoven e, neste momento estou com as Bachianas número 5, de Heitor Villa-Lobos, sapateando em minha cabeça, mas pelo menos é quase toda a música), percebi, tomando um suco de uva com um sundae daquele tipo do Mc Donald's (não era do Mc Donald's, mas da Petiskeira, uma pizzaria que nos viciou), com calda de caramelo, que um sabor interfere no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente eu não estava mais tomando o suco de uva, nem o sundae de caramelo, mas um terceiro elemento, que não tinha nem gosto de uva, nem de baunilha, nem de caramelo, mas um gosto muito estranho que meu cérebro não conseguiu decodificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos à tal pizzaria comemorar o aniversário de um ano do blog. Na verdade vamos àquela pizzaria todos os dias, e todos os dias temos algo a comemorar. Costumamos comer algo repetidamente, todos os dias, apenas aquilo, até enjoar e não poder mais ver tal coisa em nossa frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi com o cachorro-quente (sem salsicha, por motivos óbvios), com o milkshake de cappuccino e, certamente, será com a pizza. É uma pena, sinto-me triste, apeguei-me emocionalmente àquela pizza de tal forma que enjoar dela será deixar naquela mesa um pouco de mim, da minha alma, do meu ser esfomeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada porém, apagará os belos momentos que passamos juntos, aquele talo de brócolis temperado que nos salgava os instantes de emoção, os cinco queijos, sempre unidos e felizes, que sorriam para nós a cada garfada, o frango, perfeitamente sintonizado com o catupiry, que nos enchia de felicidade a cada mordida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentirei saudade de nossas amigas pizzas quando enjoarmos de suas apetitosas caras. Algo, porém, tomará seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS Hoje tem um PS bem comprido. Li um comentário de um leitor em um post pré-histórico e fiz uma anotação nos comments, que transcrevo aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui um lembrete, para não me esquecer de consertar em um próximo post. No dia 02 de Março chamei uma aranha de aracnídeo, logo em seguida, a xinguei de inseto. bem lembrado por um leitor, foi uma tremenda burrice cometida, obviamente sem querer, já que Josephine estudou biologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josephine, que havia passado a madrugada inteira acordada e escrevera aquele texto às sete da manhã, meio dormindo, meio acordada, não lembrou que ninguém consegue ser inseto e aracnídeo ao mesmo tempo, ou se é uma coisa, ou outra. Pobre artrópode! Perdões ao ChiPHeaD, o leitor que reclamou e sentiu-se ofendido em sua inteligência (com toda razão) ao ler tal barbaridade. Redimo-me de tal delito. Depois colo isto em um post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colado. Josephine não é tão burra quanto parece, inventou um ser estranho, um híbrido, um artrópode transgênico, parte inseto parte aracnídeo, talvez um cruzamento de aranha com mosquito. De qualquer forma, como comprova o texto do dia 02 de Março, a criatura rara não está mais entre nós, está no céu dos aracnídeos (e não dos insetos). Deixarei errado por lá até terça-feira, para leitores curiosos, quando então o post será consertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2 Agradeço humildemente os comentários e reparto com vocês este bolo, com cada um de vocês, comentantes. Pena, hoje vai ficar meio corrido tentar responder, mas garanto que li todos os comentários e me diverti um monte com eles. Tentarei respondê-los mais tarde, nos próprios comments, mas por agora, apenas dois recados: Flip Flop, quando chegar a hora você saberá que chegou a hora, ué, porque eu direi "chegou a hora". E de qual das teorias você falava? E Nika , minha sobrinha canta essa música assim: "Do deito que dotê mi óia, dai dá namoio". Coitadinha, tão novinha e já vítima de Glue-music....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o dia hoje foi super corrido não deu tempo de fazer outro bolo, reedito esse do aniversário do Edmund, com algumas pequenas modificações. Para você, Cal, que perguntou sobre o bolo. Ei-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/1600/blog3.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/400/blog3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892943872810961?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892943872810961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892943872810961&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892943872810961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892943872810961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/falei-das-msicas-que-no-saem-da-cabea.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892920532519421</id><published>2004-04-15T05:44:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:13:25.326-08:00</updated><title type='text'>Recados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje é um dia especial e ao menos três posts serão colocados aqui neste dia. Não ia escrever nada agora, mas ao ver que o Rafa Parente indicou o Diário de um Lunático no Perturbados (Dêem um pulinho lá para ver o que ele escreveu), eu não poderia deixar de fazer um post de agradecimento, afinal de contas, hoje este blog completa um ano de existência! Sim, há exatos (?) 365 dias Edmund postava aqui pela primeira vez, sem nem imaginar que surgiria uma Josephine em sua vida, para tirá-lo da rota lunática à qual ele já estava acostumado. E Rafa, que presente! Obrigada novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço também a todos aqueles que apareceram por aqui por conta da indicação, espero que não esqueçam o caminho e voltem sempre e fiquem à vontade para ler os textos desta página e dos arquivos, só não me responsabilizo pelo resultado disso em vossos cérebros. Aliás, a todos os comentantes do post anterior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moreno: aviso que deu certo e já comecei a escrever no Diálogos Soltos, obrigada pelo convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos, tenho medo de Heavy Metal, acho que pode tirar algum parafuso que ainda exista em meu cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flip Flop, fico com medo de tomar outro choque e de repente ter uma sinfonia inteira girando repetidamente em meu cérebro, à exaustão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gisela de Castro, prometo manter-me longe de Justin Timberlake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafa Parente : alguma sugestão de disquinho infantil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lu Farias, cuidado, Beethoven parece ser contagioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sheila, se Beethoven tivesse feito com você o que ele fez comigo, não sei se você ainda nutriria essa simpatia toda por ele. Mas apesar de tudo o que ele me fez, não o troco por Kelly Key, Xuxa...de Bruno e Marrone não falo nada porque minha mãe gosta, eu adoro minha mãe e ela lê este blog.. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi, finalmente alguém indica este blog na minha presença, achei que eu tivesse jogado o Diário de um Lunático para um limbo sem fim, já que as indicações todas aconteceram na época em que Edmund estava sozinho por aqui (ei, minha memória é péssima, se alguém indicou o blog depois de eu começar a postar, me desculpe e me corrija que eu retiro o que disse).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca, realmente, se for para escolher, Beethoven pelo menos faz Glue-Music clássica :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GURIA, Não sei, existe a possiblidade de você ser Heiter van? Heiter van diz que não, mas é uma Góia ( quem não sabe o que é uma Góia, leia, nesta página principal, o post do dia 16 de Janeiro em que esse termo foi usado pela primeira vez, e o do dia 21 de Janeiro), uma Góia amiga, porém uma Góia, basta ver o teor de seus comentários por aqui antes de minha chegada e que, sempre que tem oportunidade, tasca um link para cá em seus posts, quanto a isso, devo agradecê-la, o blog dela é bem frequentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que posso te dizer é que Josephine é Josephine, da mesma forma que você é GURIA (e eu só espero que não seja aquela tal de "Sua Guria", outra Góia que comentava por aqui antes de Josephine existir), existe a lenda de que eu sou Heiter van, de que eu sou Alessandra, Paula e sei lá quantos nomes já me deram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe ainda a lenda de que Edmund seja Luís Fernando Veríssimo (não sei de onde tiraram isso), de que seja o namorado da Heiter van (Heiter van namora LFV?), de que seja um tal de Claudio, Henrique e tantos outros nomes. É tão simples! Edmund Bonaparte é Edmund Bonaparte, Josephine ButterFly é Josephine ButterFly, até que se prove o contrário. Quando chegar a hora, provarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Precisamos, urgentemente, sair daqui, o Blogger não nos deixa mais fazer upload de html e por isso até hoje não conseguimos atualizar os links, que estão empalhados no link "Blogs Alucinados", à esquerda. Morro de vontade de tirar os que não existem mais, consertar os que estão desatualizados e incluir novos blogs ali, mas não conseguimos. Em breve teremos nosso novo espaço, onde os links viverão novamente, atualizados e felizes. Aguardemos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892920532519421?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892920532519421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892920532519421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892920532519421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892920532519421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/recados.html' title='Recados'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892909562645638</id><published>2004-04-13T05:32:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:11:35.626-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há dias estou com uma música na cabeça. Na verdade nem é uma música propriamente dita, são quatro acordes de uma composição de Beethoven. É, que droga, o troço colou na minha cabeça e não consigo tirar. Sempre que consigo colocar outra coisa no lugar, sem que eu perceba os acordes acabam voltando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certa de que essa repetitividade acaba por estressar o cérebro e causa alguma espécie de fadiga crônica que faz com que boa parte dos neurônios perca sua função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente nunca consigo ficar sem trilha sonora em minha mente, o tempo inteiro tenho uma música na cabeça, mas sempre varia, nunca aconteceu de ficar uma semana com a mesma música na cabeça, muito menos com apenas quatro acordes da dita-cuja, repetindo-se à exaustão, como em uma sessão de tortura nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quem grudou Beethoven em meu córtex, nem mesmo sabia que Beethoven era assim tão colável. Sabia que coisas como a Kelly Key, É o Tchan, Bonde do Tigrão e outras anomalias fazem músicas do tipo "adesivo", algo que chamarei de "Glue-Music", mas jamais imaginei tal coisa do sempre tão erudito Bee (Ok, desculpe a initmidade apicutural, posso Chamá-lo de Thoven ou, quem sabe, de Lud).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou exausta, cansada mesmo, a tal melodia repetitiva está levando meus nervos ao completo esfrangalhamento, preciso, urgentemente, de algo que retire para sempre os tais acordes de meus ouvidos cerebrais. Quem sabe Vivaldi ou Chopin possam me ajudar....sei não, talvez eles possam piorar, doando mais uns dois acordes cada um, completamente dissonantes do resquício de Beethoven que ouço dentro de minha caixa craniana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRECISO mandar Beethoven calar-se, se Edmund reclamava dos sons que ele escuta em silêncio, estou aqui reclamando das músicas que não escuto, mas que ouço em minha mente.....aaaaaaaaaarrrrgghhhh!!!! Isto é, no mínimo, angustiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892909562645638?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892909562645638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892909562645638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892909562645638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892909562645638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/h-dias-estou-com-uma-msica-na-cabea.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892892025631418</id><published>2004-04-11T01:31:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:08:40.260-08:00</updated><title type='text'>Chocada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Intensa demais, me empolgo com tanta força discutindo, conversando e contando histórias que chego em casa com o coração acelerado, a respiração ofegante e milhares de pensamentos desordenados pulando em minha cabeça. Deito na cama, respiro fundo, uma vez, duas, três, como minha mãe costumava me ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos a mente vai voltando ao lugar (o lugar dela não é muito certo, mas ao menos é algum lugar), o coração desacelera, a respiração retorna....coisa semelhante acontece quando escrevo um texto desenfreado, há uma descarga tão forte de adrenalina no sangue que faria qualquer esporte radical parecer uma partida de bocha. Estranho como antes eu não notava que vivia assim ligada na tomada, aliás, até me achava bem calminha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos para cá fui notando que soltava faíscas por aí e esse dilúvio de adrenalina na corrente sanguínea por qualquer coisinha. Porém ontem descobri algo que me tirou da tomada instantaneamente, embora não seja minha intenção repetir a experiência. Saí do banho, a pele ainda úmida, resolvi entrar na internet. Descuidada, coloquei o plug na tomada, encostando o dedo no pino, estupidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que não haja neste planeta indivíduo da espécie humana que não tenha passado pela experiência de tomar um choque. Creio que tamanha descarga elétrica tenha amortecido parte do meu sistema nervoso porque instantaneamente ele ficou bem calminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, não tenho a intenção de repetir a experiência e nem recomendo que vocês façam isso em casa, mesmo com a supervisão de um adulto, no entanto posso dizer que passei por um tratamento de choque, literalmente, e consegui deixar naquele segundo de terrivel intensidade todo o stress e a neurose que habitavam a minha mente. Porém não adiantou muita coisa, hoje voltei ao meu taquicardíaco estado normal e pude comprovar a total ineficiência, a longo prazo, da ministração de eletrochoques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que me fará melhor bem comprar aqueles adaptadores para plugs de computador (conecto o meu em um "T", deixando um pino de fora) e certificar-me de que minhas mãos estão bem secas ao mexer em aparelhos elétricos. Engraçado, vejo esses avisos todos os dias quando ando de metrô, com desenhinho e tudo, mas a gente só aprende- mesmo- com a experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de minha sobrinha, em sua baixa infância, que colocou uma chave na tomada e levou um choque imenso, ficando terrivelmente assustada e quase matando sua mãe do coração com o grito que deu. Até hoje, para ela, a tomada tem outro nome, chama-se "dodói da paiêde" (tradução simultânea: dodói da parede).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efeito final: após a descarga de adrenalina e o aceleramento do coração e respiração, vem o cansaço e abatimento, como se eu tivesse carregado quinhentos quilos de chumbo, ou de pedra. O que, garanto, não fiz. No entanto postar um texto hoje aqui era questão de honra, mesmo porque começo a me afeiçoar à este blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, quando demorarmos para postar ou caso algum dia não postemos, jamais feche essa janela, ressentido. Existem, tenho certeza, alguns poucos ou muitos textos neste blog que você ainda não leu e não sabe o que está perdendo (modéstia passou longe e deu tchauzinho), que te fariam bela companhia nesses momentos de total solidão e abandono. Não que eu esteja premeditando nada, é apenas uma sugestão Josephínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS Rafa Parente cogita a hipótese dos ruídos do silêncio levantados por Edmund no post anterior serem uma espécie de comunicação com os mortos que mantemos em estado de sonolência e pede nossa opinião. Rafa, não sei mesmo quanto a você, mas eu e o Edmund não costumamos nos desprender de nossos corpos, muito pelo contrário, estamos muito ligados a eles, nunca encontrei nenhuma alma-penada que murmurasse ruídos ininteligíveis, aliás, nem que gritasse...a bem da verdade, nunca conheci nenhuma alma-penada (nem sem penas) e, sinceramente, não faço a mínima questão de manter contato com elas, ainda que pudessem se comunicar. Já é difícil a convivência com os vivos, ainda teria que me incomodar com criaturas que, se quisessem que se comunicar comigo, não deveriam ter morrido. Já que morreram, que fiquem longe :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a questão é outra, os ruídos dos quais Edmund falava naquele post são aqueles que a gente ouve em silêncio, acordados mesmo, quando nada mais parece fazer algum barulho, quando tapamos os ouvidos ou qualquer outra atividade consciente inibidora de sons externos. Nada sobre espíritos, nem sobre sonhos ou extraterrestre e vida após a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à autorização para indicar o Diário de um Lunático no Perturbados&lt;br /&gt;, claro que autorizamos, fique à vontade, lisonjeados ficamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2 Louco, engraçado que talvez o barulho maximizado de um lugar cheio de gente falando ao mesmo tempo minimize o som do silêncio e, por conseguinte, aumente o silêncio do som, nos fazendo, finalmente, encontrar o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS3 Egometipse, o engraçado é que mesmo com os ruídos interiores em sua comunicação, Edmund consegue ficar sozinho consigo mesmo, bater altos papos e até discutir, sem graves problemas. Quer dizer, ruídos na comunicação sempre trazem problemas. E fiquei com medo daquela história de que temos cerca de um quilo de microorganismos coexistindo em nós...eles deveriam fazer regime, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS4 Flip-flop, biologia também não é minha área (e nem o post era meu para que eu responda os comentários), mas achei deveras interessante sua explicação sobre o caracol martelando em nossos ouvidos. Só não consegui entender como ele segura o martelo, mas a simples presença desse instrumento já explica a existência de algum som no meio do nada. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS5 Coisa óbvia de se dizer, mas de vez em quando alguém pergunta e é sempre útil (e antipático) repetir: todos os textos deste blog são de nossa autoria e nenhum é de domínio público, estando devidamente registrados. Toda citação do conteúdo deve vir acompanhada dos devidos créditos, isto é, o nome do autor do texto e a url do blog, como fez o dono deste blog&lt;br /&gt;com uma frase que copiou daqui. Está de parabéns pelo tratamento correto dado aos autores das frases que coleta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892892025631418?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892892025631418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892892025631418&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892892025631418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892892025631418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/chocada.html' title='Chocada'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892866387814886</id><published>2004-04-08T23:51:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:04:23.883-08:00</updated><title type='text'>Hoje, quase amanhã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cá estamos nós novamente. Confesso, mea culpa, mea massima culpa, era para eu ter postado ontem, mas cheguei em casa e fui abduzida por minha cama, tamanho o cansaço que tomava conta do meu ser. Achei que conseguiria descansar alguns minutos antes de vir ao computador, mas só acordei no dia seguinte. Assim, atrapalhei todo o bom andamento deste diário, fazendo com que ele deixasse de ser diário, ao menos por um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho antes da meia-noite de hoje para tentar minimizar os efeitos de tão catastrófica situação. Sendo assim, Edmund, que postaria nesta quinta, postará apenas na sexta, ainda que ele possa postar no sábado também, se quiser. Enfim, nada impede que postemos os dois no mesmo dia, se assim desejarmos, porque este blog não tem relógio de ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund é um cara muito legal, mas às vezes ele é bastante chato. Algumas situações parecem existir para testar meu auto-controle e ver exatamente qual é o ponto de explosão de Josephine. Devo dizer que Josephine costuma ser uma pessoa muito controlada, exceto quando se descontrola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada contra Edmund me perguntar as coisas, mas para certificar-se de que é aquela mesma a minha resposta, como todo bom lunático, ele não se contenta em perguntar uma vez apenas, pergunta a segunda vez, para ouvir resposta semelhante. Caso haja ainda alguma dúvida ou ele consiga perceber uma nuance de dubiedade em meu tom de voz, não hesita em perguntar a terceira vez, na ânsia de me agradar, para que eu não faça nada que não queira realmente fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que eu respondo, após um profundo suspiro de auto-controle pela terceira vez, ele, inseguro pelo suspiro, faz a mesma pergunta pela quarta vez. Respondendo Josephine, já vermelha, o parco auto-controle sinalizando perigo, Edmund, só para confirmar, faz a exata questão pela quinta vez. Pobre Josephine, já não sabe mais se ri, chora ou grita, na dúvida, inguenuamente, responde. Por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Josephine, você quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Quero.&lt;br /&gt;-Você quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Quero.&lt;br /&gt;-Quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Sim, quero.&lt;br /&gt;-Quer mesmo comer pizza?&lt;br /&gt;-É, eu quero comer pizza.&lt;br /&gt;-Tem certeza de que quer comer pizza? Se não quiser comer pizza a gente não precisa comer pizza, se não quiser comer pizza a gente come outra coisa, você tem certeza de que quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Tenho certeza, eu quero comer pizza.&lt;br /&gt;-Você quer comer pizza?&lt;br /&gt;-(suspiro) É, Edmund, eu quero comer pizza.&lt;br /&gt;-Por que você fez isso?&lt;br /&gt;-Isso o quê?&lt;br /&gt;-(suspiro)&lt;br /&gt;-Estou apenas respirando. Vamos logo comer a pizza.&lt;br /&gt;-Você tem certeza de que quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Argh! Não, eu não quero comer pizza!!!&lt;br /&gt;-Por que você não quer comer pizza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase sempre cada nova resposta produz uma nova pergunta, que, geralmente, é a mesma anterior. Existem pessoas que conseguem responder a mesma resposta à exata pergunta infinitamente, à exaustão, eu não sou uma delas. Repetir uma pergunta que eu já respondi para que eu responda novamente a mesma coisa, me irrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi então dar o troco. Toda vez que ele me perguntava algo eu respondia, assim que ele perguntava pela segunda vez (e as perguntas sempre eram seguidas, sem grandes pausas para respirar) eu respondia exatamente o contrário do que eu tinha respondido antes, por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Quero.&lt;br /&gt;-Quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Não, não quero.&lt;br /&gt;-Não quer?&lt;br /&gt;-Quero.&lt;br /&gt;-Quer comer pizza ou não quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Quero, quero comer pizza.&lt;br /&gt;-Tem certeza de que quer comer pizza?&lt;br /&gt;-Tenho.&lt;br /&gt;-Tem certeza?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Não tem?&lt;br /&gt;-Tenho sim.&lt;br /&gt;-Tem?&lt;br /&gt;-Não, não tenho.&lt;br /&gt;-Não tem certeza?&lt;br /&gt;-Tenho certeza.&lt;br /&gt;-Tem certeza ou não tem certeza?&lt;br /&gt;-Você quer comer pizza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início Edmund ficou ligeiramente alucinado com essa minha nova técnica, mas agora ao menos conseguimos chegar a um consenso sem dar tantas voltas em círculos. Agora andamos em vírgulas, mas ao menos chegamos a algum lugar. Hoje comemos pizza e o rapaz que nos atendeu na pizzaria, todo simpático, nos elogiou, dizendo que nós o conquistamos com nossa simpatia :) A pizza também estava bastante simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que ando bastante controlada nos ataques e chiliques que eu tinha antes e dos quais ainda não falei aqui, mas falarei em momento apropriado. Namorar Edmund tem sido um baita exercício para minha escassa paciência, extenuante, porém gratificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã conhecerei mais uma parte da família de Edmund, um outro pedaço da família Bonaparte, que mora em uma caverna isolada da cidade, por isso não os conhecia até agora. Vamos com o lunaticomóvel (que sim, é uma carra), Edmund dirigirá, sem os antialucinógenos. Espero que consigamos chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS:Amei a continuação de vocês para a lista de atravancamento do Edmund. É algo que me fascinou neste blog, o senso de humor dos leitores, hilário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2 Flip Flop, vamos estudar uma nova mudança. Esses dias ouvi de uma leitora que gostou mais do template escuro porque ficava melhor de ler. Estranho, não? Mas não foi a única, assim como você não é o único a dizer o contrário. Em todo caso, agradeço se mais alguém quiser se manifestar a respeito. Template preto com letras brancas ou branco com letras pretas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS3 LittleWinnie chamou-me de "figura apaixonante"..uau...gostei disso :). Agradeço, com certeza, embora minha incomensurável modéstia me impeça de concordar :).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitosos beijos a todos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892866387814886?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892866387814886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892866387814886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892866387814886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892866387814886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/hoje-quase-amanh.html' title='Hoje, quase amanhã'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892841516507329</id><published>2004-04-05T23:44:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T17:00:15.166-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Tenho notado algumas alterações que minha nada insignificante presença têm feito na rotina de Edmund. Na verdade houve uma total transformação na rotina de Edmund, poderia dizer que virei sua vida de pernas para o ar, se ele já não vivesse de cabeça para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje saímos para tomar uma bebida muito apreciada por Edmund, milkshake de cappuccino. Conhecemos apenas um lugar que fabrica o tal milkshake, embora certamente existam quinhentos outros que desconhecemos. Estranhamente, a cada vez que vamos àquela lanchonete, o troço está com um gosto diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início até que tinha gosto de cappuccino com sorvete e uma calda de chocolate que disfarçava a beberagem de milkshake, mas conforme os dias foram passando o estranho líquido foi ficando cada vez mais estranho. No último dia em que o tomamos ele estava com mais gosto de sorvete do que de qualquer outra coisa. Mais doce, a meu ver, mais gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Edmund com uma vontade quase incontrolável de tomar o milkshake (e quando Edmund tem vontades quase incontroláveis elas devem ser prontamente atendidas, sob o risco de....sei lá o que aconteceria, mas prefiro não me arriscar), acabamos chegando à referida lanchonete e pedindo a tal bebida. Ou melhor, duas, já que sempre o acompanho nessas aventuras gastronômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que chega o copo, tipo tulipa, com o pálido líquido deprimido. Estranhamente a calda de chocolate (que era o que fazia o milkshake ficar "bebível") havia desaparecido, provavelmente abduzida por seres sobrenaturais extremamente sádicos. Experimentei um gole da bebida. Horrível! Gosto de café gelado e sem açúcar, cor de café com leite aguado, líquido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nem mesmo pensar, levantei-me da cadeira, peguei meu copo e o de Edmund e, sempre sorridente (Josephine é uma criatura bastante simpática, embora não pareça), aproximei-me do balcão. Sob o olhar assassino das três atendentes fiz, sempre sorridente e delicada, minha reclamação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Moça, esse milkshake está diferente hoje...na verdade está horrível, um gosto muito forte de café e sem calda de chocolate. - Sem desfazer o sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, sem disfarçar o olhar maligno, perguntou se eu queria que ela fizesse de novo, afirmei que sim. Voltando à mesa, resolvi comer o salgado que compramos enqüanto o milkshake repaginado não chegava. Ao pegá-lo notei o terrível complô: o salgado estava gelado! Alguém não queria nossa presença naquele estranho lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tive dúvidas, peguei o meu salgado e o de Edmund e voltei ao balcão:&lt;br /&gt;-Com licença, moça, alguém está nos boicotando, esse salgado está gelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez com um sorriso amarelo (aquele mesmo), ela pegou os salgados de minha mão e os colocou no microondas, desculpando-se pelo ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, volta o líquido do copo tulipa. Aparentemente pouco havia se alterado, acredito que acrescentaram um pouco mais de sorvete e açúcar, mas nada da calda de chocolate. Se não ficou bom como costumava ser, ao menos não ficou tão ruim quanto estava antes. Deglutível, apreciável. Edmund disse que aquilo acontecera porque hoje era dia de comer pizza, não de tomar milkshake. Ele acredita que há um dia pré-determinado para cada alimento no universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enqüanto tomava o milk-shake consertado e comia o salgado aquecido, tive uma revelação, confirmada por Edmund. Perguntei-lhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eddie, se eu não estivesse aqui você teria tomado o milk-shake com gosto de café gelado sem açúcar e o salgado frio?&lt;br /&gt;-Provavelmente sim. - Foi a resposta que já imaginava ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acomodaria-se à situação desconfortável para não tornar a situação desconfortável para as atendentes da lanchonete. Eu me importo com elas, obviamente, mas muito mais comigo e com a qualidade do serviço que deveriam me oferecer, a exótica bebida não é barata e há um cartaz junto ao caixa recomendando-a como se fosse a oitava maravilha do mundo. O mínimo que deveriam me oferecer era um serviço de qualidade e uma bebida condizente com toda aquela fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro, nesse caso, jamais estaria em reclamar, mas em vender lebre por gato (porque o contrário, mas comum, me alegraria muito, já que adoro gatos e não sou muito chegada em lebres). Porém, Edmund jamais faria isso sozinho, ou até faria, mas com alguns efeitos colaterais que ninguém poderia prever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS Livs, temo afetar seriamente a sanidade mental de alguém se começar a postar no blog que você mencionou. Hoje mesmo tive um sonho em que figuraram o Homem-Aranha, um elevador gigantesco com um ascensorista antipático, a mansão do Michael Jackson, o próprio Michael em três versões: pequeno, adulto branco e negro. Houve também um fuzilamento em uma paisagem meio western, aquele sol de rachar no meio do Texas. Edmund, quando lhe contei: "Você tem uns sonhos muito estranhos". Isso porque nos sonhos dele não existe parede, nem chão, nem teto, nem nada, as coisas derretem...ele sonha em rascunho. E meus sonhos é que são estranhos...hum...sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2 Flip flop diz que sonhou com Edmund e que, no sonho, Eddie "morava em um apartamentinho minúsculo, com somente uma peça, possuía o estereótipo típico de nerd (não querendo rotular, mas já rotulando), e tinha pouco cabelo." Deixe-me esclarecer alguns pontos: Edmund mora em uma casa. Minúscula sim, porém uma casa, com alguns cômodos, eu moro em um apartamentinho minúsculo, mas ele tem mais de uma peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às características físicas, não sei exatamente o que é "estereótipo típico de nerd", mas ele se assemelha aos desenhos que faz dele mesmo (ou não). Quanto ao pouco cabelo, se você notar meu desenho do dia 06 de Fevereiro, perceberá que Edmund tem cabelo sim. E muito cabelo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, seu sonho estava todo errado. :) Espero que saber disso não te cause danos cerebrais irreversíveis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892841516507329?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892841516507329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892841516507329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892841516507329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892841516507329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/tenho-notado-algumas-alteraes-que.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892811317194212</id><published>2004-04-04T23:58:00.000-07:00</published><updated>2006-02-02T16:55:13.176-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Em alguns momentos sinto em mim uma certa incapacidade em contar determinadas coisas que quando vividas têm alguma graça e quando contadas, graça nenhuma. No máximo arrancam do meu interlocutor um sorriso amarelo, daqueles que a gente dá por educação, para que a pessoa que relatou o tal fato não se sinta a incompetente que, de fato, é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund, por outro lado, é engraçado sem a intenção de ser, às vezes coisas que quando vividas não têm graça alguma tornam-se insuportavelmente divertidas quando ele as conta. Impossível não nos sentarmos à mesa com alguns amigos e em poucos instantes todos estarem aos berros, gargalhando, acreditando, certamente, tratar-se de um grande gozador. Sim, são poucos os que percebem que ele não está brincando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo, Edmund tem muitos amigos. Nem todos são normais, na verdade a maioria não é. Poderia citar alguns exemplos, mas como o blog é público posso, de repente, correr o risco de estar sendo lida por algum deles que, reconhecendo-se, venha tirar satisfações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também corro outro sério risco, como ninguém sabe exatamente quem é Edmund Bonaparte, algum outro maluco pode achar que estou falando dele, ainda que nunca tenha visto sua alucinada cara, imaginar que Edmund é um amigo dele e ver em mim a namorada desse incauto amigo, depois ir tirar satisfações com o fulano que, coitado, não saberá se explicar. Assim, temo trazer graves problemas para terceiros, quartos ou quintos desavisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o problema de viver em sociedade. Sempre achamos que vivemos mais em sociedade do que realmente vivemos, que a vida dos outros gira em torno da nossa vida e quando vemos um grupo de amigos conversando em rodinha, olhando para o nosso lado, imaginamos que estão falando de nós, quando alguém diz que não pode conversar agora, por ter um problema a resolver, já achamos que é uma desculpa que a pessoa inventou para não precisar falar conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não imaginamos que há dezenas de milhares de assuntos para um grupo de pessoas discutir, embora muitas vezes pessoas prefiram falar de outras pessoas do que de coisa mais importante. Também esquecemos de que as pessoas costumam ter trilhões de coisas a fazer e que algumas não podem esperar, às vezes - mesmo - ligamos exatamente no horário da coisa que não pode esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como sempre costumamos estender a resposta de alguém (mulheres são experts em fazer isso). A pessoa diz: "Não posso falar agora" e a gente pensa: "ele disse que não pode falar agora porque deve ter algo mais importante para fazer...se tem algo mais importante do que eu é porque eu não sou tão importante assim...se eu não sou tão importante assim é porque ele não gosta de mim...se ele não gosta de mim, não falo mais com ele!" Enquanto o pobre indivíduo só queria que a pessoa esperasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias fiz isso com Edmund. Na verdade faço isso sempre, mas esses dias eu falei para ele todo esse raciocínio acima. Ele fez aquela cara de Edmund e me respondeu: "Mas...eu só pensei a frase que eu disse mesmo!" E ele só tinha pensado aquela frase mesmo, o resto foi invenção de minha cabeça feminina alucinada..aprendi. Acho que aprendi alguma coisa, o cérebro masculino funciona de outra forma. Nem melhor, nem pior, apenas diferente, o de Edmund então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Alencar me perguntou se Edmund tem dentes de coelho...estranhei a pergunta. Nem diga isso, Alencar, Ed detesta coelhos. Para saber mais sobre isso, vá nos arquivos de Abril, dia 19 de Abril de 2003, para ser mais exata, ou melhor, mais fácil, siga o &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_04_01_archive.html#pascoa" target="_blank"&gt;link&lt;/a&gt;. Lá há um texto explicativo sobre a gênese do pavor que Edmund sente em relação a esses bichinhos, em um texto sobre &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_04_01_archive.html#pascoa" target="_blank"&gt;O Abominável Coelhinho da Páscoa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. Vale a pena ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2 Mi me pergunta se é mais divertido cuidar de um blog em dupla do que sozinha. Sinceramente, não faço a mínima idéia. Tenho um grave problema em relação a este blog, que o Flip-flop já identificou. Sinto-me uma intrusa, o blog não é meu, nem é nosso, é dele (ainda que ele diga que é nosso). Ao mesmo tempo ele mesmo mal posta em seu blog nos últimos meses, o que o faz ser meu, ainda sendo nosso, mesmo que seja apenas dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é, apenas uma vez dividi o blog com outras pessoas (éramos sete), mas durou apenas três posts, pedi para sair porque também achava que não me encaixava ali, como se eu não fizesse, realmente, parte daquele blog e as pessoas tivessem que me aturar. Como vê, é um problema recorrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom de um blog conjunto é a divisão de responsabilidades, quando você não posta nada o blog não fica completamente abandonado. A menos que a outra pessoa também não poste, aí dá na mesma um blog em conjunto ou um blog individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, sempre me dei bem com blogs individuais, quando eu era o único indivíduo resposável pela coisa. Embora de vez em quando canse, da mesma forma. Blogs em dupla são bons, se não houver briga pelo território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS3 Flip-flop, Edmund gostou da sua idéia de alterar o título do blog (não sei por que ele mesmo não diz isso, já que não tira pedaço deixar ao menos um mísero comentário neste mísero blog), eu não gostei, aí veio a paranóia de estar descaracterizando o blog, como se eu estivesse mexendo em algum tesouro arqueológico recentemente desenterrado. Meu senso histórico não permite cogitar essa hipótese. Ainda não sei o que Edmund decidiu, o que será feito. Ele me disse que agora não está mais sozinho, por isso o blog pode mudar. Não acho, acho que já me intrometi demais na vida dele, e este blog... bem... não é meu, né? :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS4 Joe também é da época em que fotógrafos e pais ainda não sabiam que seus filhos cresciam... Blanda, também acho Edmund fofíssimo naquela foto, ele ainda não tinha idade para eu ter ciúme (e eu nem tinha nascido) fique tranqüila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS5 Livs, todas as mães são iguais, viu? Um dia também seremos assim...já me preparo para tirar quinhentas fotos do pequeno Edmundinho nas piores situações possíveis, enqüanto ele ainda for bebê e não puder se defender, como, por exemplo, sentado no trocador cheirando uma fralda cheia de cocô, ou no cadeirão com o rostinho todo sujo de papinha de beterraba ou, a clássica, aos três meses, sem roupinhas, todo feliz, deitado de bumbum para cima no sofá da sala :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperando, é claro, que ele encontre uma namorada a quem ele queira impressionar a todo custo e a leve para conhecer seus pais (eu e Edmund), então sacarei álbuns e mais álbuns previamente selecionados para avermelhar meu pobre filhinho....de propósito, é claro. Isso dá um prazer indescritível a toda mãe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892811317194212?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892811317194212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892811317194212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892811317194212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892811317194212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/em-alguns-momentos-sinto-em-mim-uma.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892795600904066</id><published>2004-04-03T04:08:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T16:52:36.010-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa que as mães sabem fazer muito bem é encabular seus filhos, mostrando fotos de quando eles eram pequenos, em poses esdrúxulas, porém fofas, ou em situações fofas, porém esdrúxulas, a senhora Bonaparte não é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo olhar fotos, principalmente fotos antigas, minha felicidade é que Edmund dificilmente se encabula com alguma coisa, assim pude olhar, tranqüilamente, e encontrar coisas interessantíssimas, como a lembrança do primeiro aniversário de Edmund, há incontáveis anos, em sua primeira infância, uma época em que os fotógrafos nem sequer imaginavam que crianças cresciam e dezenas de pessoas possuem até hoje a prova de que Edmund era um bebê incrivelmente fofo...acho que ao menos esta foto posso postar aqui....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/1600/aninho-Ed.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/400/aninho-Ed.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Se não postei antes foi por culpa do blogger, que a cada cinco segundos me avisava que minha sessão havia morrido. Com isso, acabei postando no sábado o post de sexta. Como ainda está escuro e eu ainda não dormi, tecnicamente hoje ainda é ontem. E estou perdoada. Não estou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 2 Flip-flop diz, em seu mais recente comentário, que "a quantidade de comentários associados aos posts de um blog é diretamente proporcional à freqüência em que os ditos posts aparecem". Bem, apesar do blogger parecer torcer contra, este Diário voltará a ser diário então poderemos comprovar sua teoria. Ou não. De qualquer forma, obrigada ao pessoal do apoio comentarístico, dando ânimo a esta desanimada Josephine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS3 Livs, tanto eu quanto Edmund fazemos os desenhos em passos evolutivos, primeiro à lápis, depois passamos a caneta preta por cima do traço do lápis (e às vezes vai direto à caneta mesmo), depois o desenho é scaneado e colorido no Paint Brush ou Photoshop ou ambas as alternativas anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumava passar à caneta muito de leve e acabava tendo que reforçar o traço no computador, o que sempre ficava horrível. Agora começo a pegar o jeito, embora esteja igualmente horrível :). Quem escreve e desenha aqui é o Edmund, eu só encho lingüiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892795600904066?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892795600904066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892795600904066&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892795600904066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892795600904066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/uma-coisa-que-as-mes-sabem-fazer-muito.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892773660923247</id><published>2004-04-02T00:33:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T16:49:58.703-08:00</updated><title type='text'>Josephine Reclamando De Novo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, a partir de hoje o blog passa a ser diário. Não, ele nunca deixou de ser Diário, mas há muito não é mais diário. A partir de agora voltará a fazer jus ao nome e será um Diário diário, como deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho o nome continuar sendo esse mesmo tendo uma intrusa aqui. Edmund volta a alucinar, alternando posts comigo. Ainda não sei qual será meu destino nesta nova fase, mesmo porque não acredito em destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josephine ButterFly. Que raio de nome é esse? Josephine....não gosta? Eu gosto...se não gostar, reclame para a minha mãe, eu nada tenho com isso. Quanto ao "ButterFly", obviamente não é um sobrenome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É algo a ser traduzido de diversas formas....tanto aglutinado, como "Borboleta", quanto separadamente: Butter: manteiga, Fly: voar... ButterFly pode ser uma espécie de manteiga voadora, embora para chegar a esse resultado o nome devesse ser "Fying Butter" ou coisa do gênero, não sou grande conhecedora de línguas estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma terceira tradução seria dizer que, no original, ButterFly nada mais era do que Buttered Fly...ou uma Mosca Amanteigada. Pode ser. Seja lá qual for o significado profundo que isso tenha ao ser analisado. Abstenho-me de tais considerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dupla Edmund/Josephine, a parceria unilateral que fazemos por aqui, continua. Por tempo indeterminado, já que estamos quase de mudança. Porém quero saber quem irá conosco para onde formos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que apenas 5% dos leitores deste blog vão com a minha cara e compreendo-os, completamente. Apenas gostaria que se manifestassem mesmo aqueles que me desprezam terrivelmente, e que voltam sempre aqui em busca de algum post do tipo: "Terminei com Edmund, a partir de hoje não escrevo mais neste blog".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas com comentários diários a gente se anima a escrever diariamente, é esse o mundo dos blogs, não é mesmo? Edmund nunca sentiu assim, mas as pessoas normais precisam de alimento. Feed-back. Agradeço a quem tem evitado que eu morra de fome.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892773660923247?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892773660923247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892773660923247&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892773660923247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892773660923247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/04/josephine-reclamando-de-novo.html' title='Josephine Reclamando De Novo'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892670292983360</id><published>2004-03-31T03:18:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T16:31:42.930-08:00</updated><title type='text'>Porque é Sempre Bom Avisar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/1600/mail.1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/400/mail.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi um e-mail do Edmund, sem assunto e com anexo. Desconfiada, para comprovar o que já suspeitava, abri e vi que o anexo, alguma-coisa-incompreensível-.exe, havia sido bloqueado pelo hotmail. Certamente vírus. Não é a primeira vez que recebo e-mails de pessoas conhecidas com vírus anexados, gostaria de saber como conseguem usar e-mails de terceiros para enviar esse tipo de coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alguns passos são óbvios. Não importa se é o Edmund Bonaparte, a Josephine ButterFly, a Jennifer Lopez ou o Brendan Fraser o provável remetente e-mail recebido, quando não há assunto e vê-se um anexo, nem abra, delete. Eu, assim como Edmund, constumo colocar alguma coisa coerente escrita em nossa língua pátria no campo "assunto" quando envio e-mails a alguém. Portanto, se receberem um e-mail meu, do Ed ou de qualquer outra pessoa, nessas condições suspeitas, ignorem, todo cuidado é pouco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892670292983360?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892670292983360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892670292983360&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892670292983360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892670292983360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/03/porque-sempre-bom-avisar.html' title='Porque é Sempre Bom Avisar'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892656547138069</id><published>2004-03-27T02:37:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T16:29:25.473-08:00</updated><title type='text'>Em Letras Garrafais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como todo Lunático, Edmund é extremamente organizado. As roupas são todas numeradas, para facilitar a identificação e as gavetas todas têm etiquetas com seu conteúdo esmiuçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou lunática, mas também sou organizadíssima. A meu modo, é claro. No meu guarda-roupa as roupas ficam todas guardadas dentro de garrafas de diferentes cores. Quando alguém me encontra na rua e pergunta se a blusa que estou vestindo foi retirada de alguma garrafa, respondo sempre com a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aconteceu hoje, uma amiga perguntou, ao me ver com a blusa vermelha ligeiramente amarrotada (na opinião dela): "Josephine! De qual garrafa você tirou essa blusa???" Sem entender exatamente o porquê de ela querer tal informação, respondi: "Terceira garrafa à esquerda, na segunda gaveta, de cima para baixo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode não parecer muito prático, mas esse sistema das garrafas poupa bastante espaço no guarda-roupa e estudo usá-lo para a organização de outros lugares, como por exemplo a mesa do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar todos os textos impressos que quase me impedem de conseguir ler algo no monitor neste momento em garrafas pode dificultar um pouco na hora de retirá-los, mas certamente manteria minha sala mais...digamos, respirável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que poderiam ser feitas garrafas um pouco maiores para nos poupar de outros tipos de superlotação. Engarrafar pessoas em um show, por exemplo, seria bastante útil para aumentar o espaço real. "Trânsito engarrafado" teria novo significado se esse sistema fosse posto em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderiam ser feitas garrafas em novos formatos, como por exemplo, garrafas horizontais, para poupar espaço vertical. Poderia engarrafar Edmund, ele é muito alto e ocupa muito espaço vertical, que poderia ser usado para pendurar coisas importantes no teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém a idéia de ter um namorado engarrafado, parafraseando Edmund, "não me proporciona encanto". Apesar de ele ter de andar abaixado, quase encurvado, no supermercado porque algum baixinho resolveu montar aqueles imensos ovos de páscoa sobre as nossas cabeças, as desvantagens de ter um namorado engarrafado superam quaisquer vantagens que eu possa visualizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, engarrafar namorado não tem nada a ver com usar garrafas para organizar o guarda-roupa, mas de uma certa forma usamos garrafas para organizar a sociedade. Crescemos engarrafados e gostamos de engarrafar pessoas e tascar-lhes um belo rótulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair da garrafa, antes de um ato de baderna, é um ato libertário (embora seja recebido como ato de baderna, em primeira instância). Talvez- e só talvez- manter a bagunça sobre a mesa do computador e dentro do meu guarda-roupa, sem garrafa, sem caixa, sem nada, seja uma forma de liberdade não aceita pela sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que devemos guardar as coisas em gavetas? Eu sempre encontro as coisas quando elas não estão guardadas, e sempre as perco quando estão. Querem nos fazer acreditar que perderemos aquilo que deixarmos fora das caixas, gavetas e garrafas enquanto sabemos que é bem o contrário. Por que nos dobramos a isso então? Por que dobramos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que dobramos as roupas nas gavetas? Por que simplesmente não as deixamos emboladas, como elas gostam de ficar, naturalmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento trazer esses questionamentos ao Edmund há pelo menos seis meses, mas não tem surtido efeito algum. Ele ainda dobra, meticulosamente, peça por peça e guarda tudo em gavetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando espalhada, fora minhas garrafas de roupas no armário. Por dentro sou assim, não sou uma pessoa dobrada. Alguém me disse que nosso armário revela quem somos por dentro. Seria preocupante, se eu já não soubesse.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892656547138069?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892656547138069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892656547138069&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892656547138069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892656547138069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/03/em-letras-garrafais.html' title='Em Letras Garrafais'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892630855616047</id><published>2004-03-19T04:52:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T16:25:08.563-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Lendo alguns comentários dos últimos posts confesso que fiquei bastante preocupada. Diversas pessoas me disseram que conhecem meus textos, mas nunca leram um texto do Edmund, que gostam muito do blog, apesar de não saberem como Edmund escreve, por nunca terem lido nada dele, enfim, fiquei preocupada com essas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a imaginar o que estaria acontecendo com esses pobres leitores. Talvez a barra de rolagem deste blog não esteja funcionando e eles não consigam descer a página e para descobrir que pelo menos dezesseis posts da página inicial (esta em que vocês estão) são dele (o mais recente há uns dez posts apenas), isso sem contar os outros quatro ou cinco posts resgatados dos arquivos que também estão postados nesta página, ilustrando os momentos nostálgicos de Josephine, inclusive com os desenhos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, quem sabe, não haja problemas na barra de rolagem, mas essas pessoas achem que são obrigadas a seguir um a um dos posts, em ordem, sob pena de alguma catástrofe mundial, caso ousem ler esta página de baixo para cima, por exemplo, ou apenas os dias ímpares, ou só os textos de segundas-feiras. Isso pode ser um reflexo limitante de nosso lindo pendão da esperança, nosso símbolo augusto da paz, que nos brada: "Ordem e Progresso!!", obviamente sem os pontos de exclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser também que tais indivíduos tenham algum problema em interpretação de imagens e não tenham notado que a caixinha cinza com gavetas, à esquerda, não é um criado-mudo, mas o desenho de um arquivo e que, clicando ali, terão acesso a um portal para outra dimensão, em que, clicando nos nomes dos meses, abrem-se janelas para o passado deste blog ao qual visitam e que, se dele gostaram, muito se alegrarão ao conhecer sua gênese, êxodo e deuteronômio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, o papiro "Fábulas Alucinadas" é um link para as fábulas tão organizadamente organizadas em sub-links por meu tão organizado (para algumas coisas) namorado. O desenho de livro "A História de Edmund" contém um índice de sub-links para cada um dos capítulos da saga "A História de um Lunático" escritas por Edmund no período de 03 a 29 de Maio de 2003. E, finalizando, o desenho da pena, papel e pote de tinta é, inacreditavelmente, o e-mail de Edmund, edbonaparte@bol.com.br .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testem, um a um desses links e descubram, maravilhados, que, ao menos nesse mundo de blogs, é possível sim viajar ao passado e retornar inteiro. Não peço que leiam o blog todo (para isso poderão comprar o livro depois, assim que ele sair :)), mas se puderem ler ao menos alguns posts do início, de Abril, Maio, Junho ou Julho, ou até mesmo descer a barra de rolagem (quem ainda não entendeu o que faço aqui provavelmente também tem algum problema com a barra de rolagem, a resposta está no dia 23 de Novembro, no post "Apresentando Josephine ButterFly").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entristece-me sobremaneira estar aqui "tapando buraco" (sim, estou aqui tapando buraco, ainda que alguns de vocês me assegurem que não é nada disso) no Diário de um Lunático e tanta gente contentar-se com um, dois ou três textos de Josephine e não fazer um mísero esforço para conhecer um pouco do tal Lunático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente essas pessoas não fazem isso de forma consciente, ou ao menos não porque querem, mas forças sobrenaturais de ordem superior as impelem a cometer tamanho desatino (agora exagerei, eu sei, mas não havia outra forma de demonstrar o quão absurdo isso me parece).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero ter conseguido, com meus esclarecimentos espantosamente esclarecedores (como diria Edmund), livrá-los de tamanho jugo maligno, possibilitando a todos conhecer o maravilhoso mundo dos textos de Edmund Bonaparte. Que, aliás, é a intenção deste blog. Acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, agradeço aos comentários sempre tão agradáveis (ok, nem sempre, mas no último post foram todos bem agradáveis). Respondendo a algumas perguntas: "Oooooooh ceus! tenho de arrumar uma namorada como você. Será se acha?&lt;br /&gt;Alencar "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alencar, acho que devo ser sincera. É difícil, porém não impossível, não perca suas esperanças. O problema é que grande parte das mulheres modernas (especialmente as bonitas e inteligentes) ainda não são inteligentes o suficiente para perceber que cuidar do homem amado não configura subserviência e que, pelo contrário, torná-los dependentes nos faz ter um domínio muito maior da situação. Felizmente, ao que me parece, algumas parecem estar abrindo os olhos para essa realidade e outras, como eu, Butterfly e Moonthoughts, sabem usar o poder que têm nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"eu só queria entender uma coisa, como assim vc é viciada em papel A4? o q o A4 tem de especial???? Livs"&lt;br /&gt;Livs, não, folhas de papel A4 nada têm de especial, mas como justificar um vício? Não sei. Simplesmente não consigo mais viver sem. Passo dias e noites imprimindo textos compulsivamente, passando a viciar-me também em tinta de impressora. Enquanto não encontrar uma clínica que disponibilize tratamento para tais males, continuarei minha saga em busca de mais e mais folhas de papel A4 e cartuchos da Epson e Lexmark. Edmund comprou para mim um pacote com 500 folhas A4, mas ainda não é o suficiente. Preciso de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um recado à Rúbia, o post anterior não foi irônico (embora eu admita que é esse meu tipo de humor e não há espanto em encontrar posts permeados por doses discretas- e às vezes nada discretas- de ironia), realmente procuro causar uma dependência física, psicológica e até química (no caso das vitaminas e do creme hidratante) tratando meu namorado daquela forma que faria as velhas feministas arrancar os cabelos e os jogar na fogueira junto com seus sutiãs. Mesmo porque, além de essa tática me trazer inumeráveis benefícios, Edmund merece, por ser o namorado mais maravilhoso que alguém poderia ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos, Lara, Aretha, Léo, agradeço também a vocês, lembrando que o espaço de comentários está sempre aberto...aliás, estão, tanto o do haloscan (que é o principal) quanto o do Blogger, sempre que quiserem deixar alguma mensagem ou opinião a respeito dos posts...ou até alguma dúvida, assim como meu e-mail senhoritabutterfly@gmail.com . E Lara, Edmund conversa não só com o Cabide, mas também com o Criado-mudo, o Guarda-roupa e todos os outros móveis que queiram falar com ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892630855616047?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892630855616047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892630855616047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892630855616047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892630855616047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/03/lendo-alguns-comentrios-dos-ltimos.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892623210694432</id><published>2004-03-15T00:40:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T16:23:52.110-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Relendo comentários antigos, vi um do "Oculto X" (onde está ele?) em que ele dizia que gostaria de saber mais sobre meu mundo, sobre quem sou, ou coisa do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, estou aqui para falar de Edmund, este é blog é dele e acho que minha participação aqui resume-se a "Informante" dos passos do Lunático enquanto ele não volta, por isso não me sinto à vontade para falar de Josephine, como se estivesse me aproveitando de um espaço que não me pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo porque minha vida tem sido Edmund, desde que o conheci. Ele depende de mim em diversos aspectos, administro a ele os medicamentos diários (sim, suspendi a medicação, ou melhor, a troquei por vitaminas, para testar), ajudo-o quando tem alguma alucinação no trânsito (se bem que brigamos feio da última vez em que isso aconteceu), passo hidratante em suas mãos ao menos duas vezes ao dia (sim, isso é muito importante) e lixo suas unhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando viajei, deixei um pote de creme para as mãos e uma lixa de unha, para que ele sobrevivesse enqüanto eu estivesse fora. Ao retornar, menos de dez dias depois, o encontrei atirado sobre a cama, unhas compridas, mãos ressecadas e barba por fazer, dois quilos mais magro, sem tomar as vitaminas, conversando com o cabide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund disse que o cabide até que tentou tirá-lo daquele estado lastimável, mas que só minha presença seria capaz de fazê-lo retornar ao estado anterior, recuperado de tantos e tantos dias de ausência profunda e absoluta solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund é uma criatura dramática, não acredito que eu faça tanta falta assim, mas devo confessar que me esforço.Se você gosta do rapaz, deve tornar-se absolutamente indispensável para ele, assim, ainda que haja oportunidade de te trocar por outra, ele abominará a idéia, na certeza de que jamais sobreviverá a um mísero dia sem seus cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele acontecimento fez com que eu tivesse uma revelação: homens são seres carentes e dependentes. Carinho, cuidado e atenção (atenção não é grude, por favor) na medida certa, o importante é fazer tudo o que estiver ao seu alcance. Premeditadamente, ardilosamente, vale qualquer coisa (lícita) que cause dependência psicológica e nenhum dano aparente. Alguns exemplos já testados e aprovados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar creme nas mãos: Um dia sem creme o fará desesperar-se com a sensação de aspereza à qual ele já estava acostumado anteriormente, mas intolerável agora. Lembrem-se sempre do post anterior: antes ele sobrevivia sem isso porque era ignorante, mas depois de conhecer o efeito de um bom creme (não aqueles grudentos) sua vida jamais será a mesma. Não requer prática, nem tampouco habilidade, apenas um bom creme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer suas unhas: No começo ele pode até espernear, dizendo que isso é coisa de mulher e outras afirmações igualmente ignorantes. Para evitar esse tipo de coisa, antes de sugerir, esculhambe, carinhosamente, as unhas dele, por exemplo: "Nossa, é uma pena mãos tão bonitas com unhas tão tortas, mal cortadas." Isso deve bastar para que ele aceite experimentar uma boa lixa e um discreto alicate. Mas só faça isso se você tiver habilidade, senão, melhor inventar outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortar seu cabelo: Novamente, só faça isso se estiver certa do que está fazendo, caso contrário surtirá o efeito oposto. Lembre-se sempre de que quanto mais liso for o cabelo do indivíduo, menos você poderá errar. Se ele for muito chato, esqueça essa idéia. Aliás, se ele for muito chato, troque-o por um mais legal :).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitaminá-lo: Aqui vale ficar responsável pelo horário da medicação, caso ele use. Usando ou não, compre um polivitamínico e antes de fazê-lo tomar, leia toda a bula, a ação esperada do comprimido e todas as milhares de vitaminas que ele possui. Uma boa auto-sugestão potencializa os efeitos de qualquer vitamina. E sem você ele se sentirá fraco, desmotivado... (importante: carregue a vitamina COM VOCÊ, para torná-lo dependente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer seu prato preferido: Descubra qual doce ele adora e aprenda a fazer divinamente bem. Convide-o uma vez por semana para comer a iguaria em sua casa (ou na casa dele, tanto faz, desde que você faça). Também é necessária habilidade especial para isso, dependendo do objeto da degustação. Se ele for fã de pão com manteiga, por exemplo, não haverá grandes problemas. Mas se, como o Edmund, ele gostar de torta de alfrechus crus com hagrates cozidas e uma bola de sorvete de botelatone por cima, complica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, use sua imaginação, esses foram apenas alguns exemplos. Eu faço outras coisas também, cuido dos móveis, do blog, rego os cactus, cuido de tudo em sua ausência. Que ninguém pense, porém, que sou uma desocupada. Muito pelo contrário, ando muito ocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josephine é terapeuta. Não é bem terapeuta, mas também não deixa de ser (tenho que dar algum nome para o que eu faço, infelizmente). Como já comentei por aqui, quando contei nossa história, estagiei durante algum tempo em uma clínica psiquiátrica, na época como enfermeira e, mais tarde, como terapeuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me dei bem como terapeuta, era péssima. Chorava quando meus pacientes choravam, ria quando eles riam, ficava brava quando eles enraiveciam, ficava deprimida quando entristeciam-se. Como enfermeira também não era diferente, além de ser imensamente desastrada e errar quase todos os procedimentos dos quais ficava responsável, daquele tipo que aprendeu a dar injeção em maçãs e não foi avisada de que entre pessoas e maçãs há algumas diferenças. Pequenas, porém de imensa importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar que costumava confraternizar com os pacientes e freqüentemente deixava as portas abertas e trocava os medicamentos (eles eram muitos, todos com nomes parecidos), fato que, como diz Edmund, não proporcionou encanto aos diretores da tal clínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente estou temporariamente desprovida de ocupação remunerada e sou sustentada por uma alegre, inteligentíssima, muito agradável e saltitante senhora sexagenária que mora há alguns quilômetros de minha residência de quem cuidei por muito tempo e que, por algum motivo, gosta muito de minha pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sustentada por ela por pouco tempo, espero. Pretendo obter novas fontes de renda em breve, para sustentar meu vício por folhas de papel A4. Elas andam cada dia mais caras e não consigo mais viver sem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio um curso de aperfeiçoamento nesta semana e espero ainda assim ter tempo para continuar com minhas tarefas diárias de manutenção de Edmund e também cuidar deste blog com um pouco mais de afinco. Prometo me esforçar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892623210694432?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892623210694432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892623210694432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892623210694432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892623210694432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/03/relendo-comentrios-antigos-vi-um-do.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892613987953718</id><published>2004-03-11T02:05:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T16:22:19.880-08:00</updated><title type='text'>Ignorância</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li um post no blog da moonthoughts (é, isso foi um link) e comecei a escrever um comentário. Só que ficou grande demais para um comentário e virou um pequeno post. Como não posso fazer posts nos comments dos outros, resolvi transportá-lo para cá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre disse que os idiotas são mais felizes. E são mesmo. Quanto menos você sabe das coisas, quanto menos coisa conhece e consegue compreender, quanto menos capacidade de análise, menos problemas se tem. Simplesmente porque os ignorantes são ignorantes porque ignoram. E eles ignoram tudo, até mesmo os problemas que têm, não fazem a mínima idéia que tais problemas existam, até serem informados dos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo tosco, uma mulher que usa em seu filho uma fralda descartável dessas caseiras, que vaza no segundo xixi e deixa a criança cheia de assaduras, provavelmente ficaria felicíssima ao ver que pode comprar dez pacotes dessas fraldas. Porém, se algum bem (mal) intencionado lhe der de presente um pacote ou uma mísera fralda Pampers extra-ultra-mega-sec, daquelas que a criança fica a quilômetros de distância do próprio xixi por horas, ela vai descobrir que a tal fralda que achava o máximo é, na verdade, uma porcaria, e todas as vezes em que for ao supermercado e notar que não tem dinheiro para comprar nem um pacote da Pampers, mas poderia comprar dez pacotes da outra fralda, jamais sentiria aquela alegria de outrora. Pelo contrário, compraria os pacotes e sairia do supermercado triste, por ter sido tirada de sua alegre ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim fico feliz por não ser ignorante, embora saiba que sou ainda mais feliz por ignorar grande parte das coisas que não me faz falta saber. Porque todos nós somos ignorantes, dependendo do ponto de vista. Só muda o grau. Graças a Deus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892613987953718?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892613987953718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892613987953718&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892613987953718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892613987953718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/03/ignorncia.html' title='Ignorância'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892597065744046</id><published>2004-03-10T00:17:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T16:22:45.623-08:00</updated><title type='text'>Respeito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não consigo entender algumas pessoas. Não é a primeira vez que isso acontece, mas agora vou falar sério pela primeira (e última) vez neste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em quem pede pelo retorno de Edmund me ofendendo. Não acredito que essas pessoas realmente gostem de Edmund. Se gostassem dele, gostariam de mim, ou, pelo menos, me respeitariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o comentário é simplesmente crítico, dizendo que não escrevo tão bem quanto ele, que deveria fechar o blog ou parar de escrever aqui, eu até acho graça, ignoro ou me desculpo pela inconveniência de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quando a coisa descamba para a ofensa pessoal (ou o que chamo de "baixaria"), deleto, usando dos plenos poderes a mim conferidos pelo meu ilustre namorado, que me deu o login e a senha do sistema de comentários deste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi difícil descobrir de onde partiu o comentário, ainda que eu não domine tanto assim a arte de rastrear IPs. Entretanto, não o fiz com o intuito de retaliar o ataque, mas de saber de quem se trata, caso a criatura retorne a este recinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro receber comentários e fico imensamente feliz quando descubro novos leitores deste blog. Porém, esse tipo de "leitor" eu dispenso, sem cerimônias, e acredito que Edmund também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Edmund não está postando como antes é porque ele não pode, não porque não quer ou porque eu o impeça, muito pelo contrário, tanto eu quanto ele adoraríamos se ele dispusesse das condições necessárias para voltar a escrever e nós dois torcemos alucinadamente para que chegue o dia em que ele possa voltar a encher esse lugar com seus maravilhosos e inspiradíssimos textos. Porém, no momento, isso não é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à pergunta contida no comentário, excluindo o palavrão que me forçou a deletá-lo: "... Q MULHER EH ESSA?????" Eu respondo, mas gostaria que Edmund respondesse por mim. Essa mulher é a mulher a quem ele ama, que o ama como jamais amou homem nenhum, que está ao lado dele nos bons momentos e nos momentos difíceis, sempre apoiando, ajudando no que pode e simplesmente ao lado dele quando não pode ajudar, capaz de qualquer sacrifício para vê-lo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a mulher com quem ele faz planos, com quem ele passa o parco tempo livre conversando sobre tudo. É a mulher com quem ele se dá muito bem. Muito mais do que uma simples namorada, é sua amiga, fiel companheira de todas as horas, que relutou um pouco, mas acabou aceitando tocar este blog durante sua ausência, mesmo sem saber se seria capaz de manter a qualidade dos textos a que os leitores deste blog estavam acostumados. (Detesto falar de mim em terceira pessoa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a esta mulher a quem alguém que diz gostar do Edmund a ponto de exclamar "QUEREMOS O EEEEDDDDDD!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! " jamais poderia sequer pensar em ofender. Peço apenas respeito. Não apenas a mim, mas principalmente ao Edmund, que me pediu para continuar o blog, pensando nos leitores dos quais ele tanto gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito, porque ele é uma das pessoas que mais me incentiva a continuar aqui, me agradecendo por não ter deixado esse blog morrer. Quando você me ofende, pode ter certeza que ofende e entristece primeiro a ele, por ignorar seus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha intenção aqui é continuar com um blog inteligente, divertido, interessante e leve, se eu não consigo fazer isso tão bem quando o Edmund, ao menos consigo fazer o melhor que posso, e ele gosta muito, assim como a maioria do pessoal que aparece por aqui e comenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, eu sei, deveria ignorar esse tipo de coisa, mas respondo não por minha causa, mas por causa dele, esperando que com esse post essas meninas pensem (se é que elas pensam) algumas vezes antes de cogitar escrever um comentário grosseiro e ofensivo a meu respeito.&lt;br /&gt;Respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;PS:&lt;/span&gt; Desculpem atrapalhar o bom andamento do blog com um post desses. Mais tarde volto com o texto que ia postar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892597065744046?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892597065744046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892597065744046&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892597065744046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892597065744046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/03/respeito.html' title='Respeito'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892588602301788</id><published>2004-03-09T00:32:00.000-08:00</published><updated>2006-04-16T09:43:55.043-07:00</updated><title type='text'>Primeiro Contato:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era bela manhã de sábado, acho. Eu me preparava há semanas para aquele encontro. Após cerca de dois meses de namoro estava na hora de conhecer a Família Bonaparte. Medo, tensão, desespero, todos os sentimentos mais histéricos que um ser humano pode ter rondaram e assombraram minha alma nos dias que antecederam à grande hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fique tranqüila, ninguém está lá para julgar você, o pessoal é gente boa, relaxa", falta só dizer que eles nem vão notar sua presença. Não acreditem nisso, meninas, o primeiro encontro entre a menina e os pais do namorado é sempre tenso, qualquer descuido pode ser fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero com isso apavorar ninguém que esteja nesta situação, mas deixá-los cientes do perigo que correm. Primeiro farei uma explicação genérica, começando com os quatro indivíduos básicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O Sogro: Em geral esse nem te nota mesmo. A menos que ele seja multimilionário e você pertença à ralé do proletariado desempregado, ele não causará problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- A Sogra: Ao contrário do que se apregoa por aí, ela não é sua pior inimiga (a menos que o rapaz em questão seja filho único ou não tenha irmãs), muito pelo contrário, nesse primeiro momento você deve mostrar-se amiga e gentil, mas não íntima e nem solícita demais, para não parecer puxa-saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O Cunhado: Desde que ele não goste de competir com o irmão e te paquere durante o jantar, não há problemas. Se for pirralho, convém tomar uma dose extra de calmantes e elogiar o monstrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- A Cunhada: Esse é o ser mais temível da família. Esta é a criatura que estará te avaliando o tempo todo, mais ainda do que a sogra. Aja com naturalidade e pronuncie as sílabas: "A-mi-ga", ao menor sinal de hostilidade, quase sempre sutil. Nunca se esqueça de que você está roubando o irmãozinho dela. Provavelmente ela contará casos da infância dos dois e o chamará por um apelido que não usa há uns vinte anos para mostrar que tem mais intimidade com ele do que você (o que é óbvio). Uma variação deste ser abominável é a mulher (ou namorada) do cunhado. Por alguma razão obscura ela se sente competindo com você e pode ser um perigo em potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dos homens, substitua a mãe pelo pai e a cunhada pelo cunhado, o efeito é o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é um ser estranho na casa e este é um ritual de iniciação quase animal, passará por todas as provas até mostrar-se apta ao cargo. Provavelmente você terá de comer coisas que jamais comeria em sã consciência e ouvir coisas com um sorriso no rosto que jamais ouviria sem discutir nem matar alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dicas de comportamento: não fale muito alto, nem muito baixo, não coma muito devagar, nem muito rápido, não use roupas muito justas, curtas ou decotadas, nem vista-se feito uma freira. Não carregue na maquiagem (é, eu não segui essa dica, mas aqui no Sul isso é até bem visto), não chame seu namorado por apelidos, nem demonstre muita intimidade, pode parecer provocação. Mas dê atenção a ele e fale carinhosamente, demonstrando que ele está sendo bem cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fale sempre a verdade e sorria o tempo todo. Seja você, dependendo de quem você for. Quando fui conhecer meus sogros, eles moravam em outra cidade e antes que eu viajasse para vê-los, minha mãe me aconselhou: "Josephine, não há segredo, apenas seja você mesma"...depois ponderou:"..Não, não, pensando bem não seja você mesma, pode assustá-los". Mal sabia ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era aniversário do pai de Edmund e toda a família estava reunida: mãe, pai, irmã, avó, tio, tia, prima e namorado da prima. Imediatamente identifiquei a ameaça (a cunhada) e tratei de mantê-la sob observação. Felizmente ela aparenta ser de uma rara espécie pacífica de cunhadas não-peçonhentas, quase herbívoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava histérica e quando fico histérica meu corpo entra em Stand By: não sinto fome, não sinto sede e meu cérebro não funciona. O pai de Edmund fazia uma centena de perguntas e todos olhavam para a minha cara, esperando resposta. Estava claro que se tratava de um teste, quase uma entrevista de emprego, e achei que quanto mais clara e objetiva eu fosse em minhas respostas, melhor me sairia. Difícil foi conseguir ser clara e objetiva com o cérebro em estado de hibernação nervosa. Fiz o que pude e pude pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra dica importantíssima que apliquei: concorde sempre. Isso é uma ótima saída quando seu cérebro não responde, trava e dá tela azul. Faça-os pensar que compartilha de quase todas as opiniões e abstenha-se de comentar quando discordar de algo, melhor não gerar conflitos desnecessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então veio a comida, um farto almoço que enchia a mesa. Não me lembro muito bem o que havia ali, mas me lembro muito bem de que em mim não havia fome alguma...porém eu tinha de comer. Estavam todos olhando para a minha cara, esperando que eu comesse horrores ou preparando-se para dizer que eu deveria comer, pois estava muito magrinha. Fui empurrando a comida, obrigando meu estômago a funcionar, ele não poderia me atrapalhar naquele momento crucial. Sempre sorrindo, senão era capaz de a senhora Bonaparte pensar que eu não tinha gostado da comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avó de Edmund, uma velhinha bastante simpática, ficava o tempo todo olhando para mim e sorrindo, de vez em quando emendava o sorriso com um "como ela é querida!" Para me deixar ainda mais encabulada. Ao final do almoço fizemos uma caminhada pelo bairro, para um merecido descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois voltamos e qual não foi minha surpresa ao ver o bolo de aniversário, salgadinhos e refrigerantes esperando que eu os devorasse. Desesperada, tentei fugir, mas Edmund me acalmou e me garantiu que se eu comesse uma fatia de bolo e alguns salgados me deixariam em paz. Com o máximo esforço, comi. O Sr. Bonaparte observava cada movimento: "Não vai comer a coxinha? Já comeu a empada? Prove esse salgadinho, aquele docinho ali é muito bom", eu não agüentava mais olhar para a mesa, mas continuava sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente a comemoração acabou e fomos à sala assistir a um filme, eu, Edmund, a prima dele e o namorado dela. Edmund e o namorado de sua prima escolheram assistir "Conan, o Bárbaro" e nós não tivemos direito a voto. Ou tivemos, não sei, não me lembro, estava mais ocupada em sentir-me empanturrada naquele momento. Rimos um bocado, eu e a prima, o filme era ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a irmã de Edmund veio do corredor, toda feliz, pouco antes do filme terminar, anunciando: "Venham tomar café conosco". Estranhei, não poderiam servir o inocente cafezinho na sala mesmo? Pausamos o filme e fomos à copa. Qual não foi a minha surpresa (novamente) ao constatar que o tal café era, na verdade, um farto Café da Tarde, com tudo a que eu tinha direito e não merecia naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ameacei desmaiar, mas Edmund demoveu-me da idéia. Mais uma vez tive de lutar contra meu estômago e fingir que havia espaço para mais comida. Torturante. Na hora de ir embora todos me abraçaram e ficaram junto ao portão acenando, até que o táxi em que eu estava com Edmund se afastasse. logo que pude me joguei na cama e hibernei até que a digestão fosse concluída, acordando, exausta, vinte horas depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sempre visito os pais de Edmund e nunca mais vi tanta comida ao mesmo tempo por lá. Percebi então que eu não era a única apreensiva ali. Na ânsia de me agradar e de causar boa impressão, os Bonaparte encheram a mesa, em um simbolismo tribal de aceitação e boas-vindas que, apavorada, não entendi na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que tenho sorte, a família Bonaparte é bastante agradável, minha cunhada não me odeia, minha sogra é um amor e meu sogro vai com a minha cara. Nem todos têm a mesma sorte, mas se você seguir essas dicas certamente ficará tão irresistivelmente fofa (no sentido mais sublime do que o adiposo) que todos irão querer te adotar, o que é a idéia básica. Ou talvez te achem estranha, não sei, corre-se o risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sei é que costumamos pensar nas coisas da forma mais terrível possível e elas podem nos surpreender. Muito mais do que ser aceita, o importante em conhecer a família do moço, é a oportunidade de fazer parte do mundo dele, buscar uma soma com aqueles novos seres, um relacionamento em que impere a paz, o respeito e a certeza de que todos podem coexistir em harmonia sem que haja perda de nutrientes de nenhum dos lados. Ou ao menos é assim que deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Este post foi escrito em homenagem à nossa leitora desesperada, Livs, que irá conhecer os pais do namorado no próximo sábado (e já está histérica). Espero que tenha ajudado em alguma coisa. Relaxe, menina, você sobreviverá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2: Acabo de ler os comments e Livs me enganou, já foi conhecer os sogros ontem e, como eu previa, sobreviveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS3: Respondendo ao Tustra: Edmund está alucinadamente envolvido em suas tarefas reais e imaginárias e me promete, todos os dias, que voltará a alucinar por aqui. Já ameacei mudar o nome do blog para "Diário da Namorada de um Lunático", mas ele garantiu que não há razões para tal, que voltará ao blog... bem, um dia ele aparece, espero. Se demorar muito ameaço sumir de novo. Costuma funcionar. :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892588602301788?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892588602301788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892588602301788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892588602301788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892588602301788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/03/primeiro-contato.html' title='Primeiro Contato:'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113892548085100966</id><published>2004-03-05T15:42:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T16:11:20.860-08:00</updated><title type='text'>Sobre o Carro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desconfio que o lunaticomóvel seja, na verdade, uma lunaticamóvel. É incrível, Edmund faz um sinal para o carro (ou, se minhas suspeitas estiverem corretas, para a carra) e ele pisca de volta, descaradamente, na minha frente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passear com Edmund de carro é sempre uma experiência alucinante, nem sempre vamos aonde gostaríamos, na maior parte das vezes vamos aonde o carro e o trânsito decidem que devemos ir. Não que nos percamos, apenas passamos por alguns poucos momentos em que nos afastamos da trajetória pretendida e nos encontramos em um ponto de discreta confusão de localização geográfica, andando em vírgulas.Depois, eventualmente conseguimos voltar para casa, ou dormimos dentro do carro à beira da estrada mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me perguntou se Edmund tem Carteira de Habilitação. É claro que tem! Estranhamente ele foi a única pessoa da turma a passar no psicotécnico, fato que comprova algo de que sempre desconfiei: tal teste não avalia absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele até avisou à psicóloga "Eu sou lunático", ela riu do bom humor daquele jovem e aplicou o teste. Ao final do curso, depois de ter recebido o resultado ele a encontrou pelo corredor e ela, sorrindo (será uma Góia?), disse: "Eu entregaria um carro em suas mãos de olhos fechados". Eu também. Não iria querer nem ver o que aconteceria com o pobre automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como todo lunático, Edmund é perfeccionista, o que o faz um exímio motorista, mesmo em áreas mais movimentadas, extremamente cuidadoso, mas até o momento ninguém (além de mim) teve coragem de pegar uma carona com ele. Talvez porque ele explique ao carro antes de sair, todos os dias, exatamente onde pretende ir e o que espera que aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou porque em certos momentos ele quer ir para um lado enquanto Sigmund (sua outra personalidade) insiste em ir para o outro lado e ameaçam brigar. Mas isso raramente acontece, mesmo porque Sigmund não sabe dirigir e Edmund não quer ensiná-lo, acha-o irresponsável demais para isso. Eu, sinceramente, concordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Agradeço pela colaboração, pelos comentários tão democraticamente distribuídos entre os dois sistemas de comments. Fico imensamente feliz ao ver algum retorno (ou feed-back) aos meus textos. E Moreno, sim, andava em estado de carência profunda, por isso é sempre gratificante ver que passaram por aqui e não saíram correndo, apavorados. Sinceramente, acho que nunca fiquei tão feliz ao ler comentários. Que coisa, não?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113892548085100966?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113892548085100966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113892548085100966&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892548085100966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113892548085100966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/03/sobre-o-carro.html' title='Sobre o Carro'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113867282700038115</id><published>2004-03-04T01:53:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T18:00:27.003-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Devo interpretar o baixo número de comentários neste blog como falta de interesse dos nossos leitores? Ainda que não deva, interpreto. Agradeço à Rezenda , Val e Mirianne, as três únicas a comentarem o post anterior, tão cuidadosamente elaborado a partir de uma aranha afogada no canto do Box. Incomensuráveis abraços às três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Que coisa horripilante! Mas ela teve o que mereceu, quem mandou ser tão burra? Não sabia ela que aranhas devem construir suas casas em lugares secos? Ela devia ler os manuais de construção de casas de aranhas - este com certeza era um lugar muito impróprio. Mas, você bem que poderia ter tido mais compaixão pela pobre e ignorante criatura e tentado, ao menos, ter dado a ela tal manual, ou o 0800 de ajuda a criaturas estúpidas. Ah, Josephine, você foi cruel demais..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;rezenda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rezenda, acredito que a tal aranha além de incauta e burra também era analfabeta, de nada adiantava dar-lhe o manual de construção de casas de aranhas (apesar de saber a importância que os manuais têm).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No máximo poderia ler para ela, mas resolvi testar a teoria da seleção natural e me parece que, ao menos nisso, Darwin estava certo. Só os mais espertos sobrevivem. Se bem que tenho visto alguns espertos morrendo e muitos idiotas sobrevivendo por aí, Darwin nos deve explicações. Quanto ao 0800 de ajuda a criaturas estúpidas....ei, por que razão eu teria esse número para passar a ela???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;pô tu viaja mto, hein?!! mas massa..... Teu blog tá mto criativo []'s&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Val&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Val, não, já faz muito tempo que não viajo...viajei no início de Fevereiro, mas foram apenas alguns dias, não conta como viagem. Aliás, deveria viajar, estou meio cansada de passar tanto tempo nesta cidade. Quem sabe agora com o lunaticomóvel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Receio que a cada vez que eu mate uma barata e tire seus ovinhos do chão com papel higiênico, sempre sobrará algum ovinho que se tornará uma baratinha, e então um baratão, que irá resfolegar, muito perto de mim, em algum dia que eu estiver dormindo. Tipo uma vingança pela morte da mãe-barata. Um abraço. (Deus, baratas são nojentas, e diferente das aranhas.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Mirianne&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mirianne, baratas são nojentas sim, mas você também é paranóica. Nenhum ovinho esmagado pode dar origem à uma nova barata. Um ovinho esmagado só poderia dar origem a uma barata esmagada, o que te pouparia o trabalho de esmagá-la com o chinelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero me repetir aqui dizendo que Josephine quer comentários, já fiz um post inteiro sobre isso no dia 23 de Janeiro, que posso até colar aqui, caso tenham se esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época de Edmund este blog vivia cheio de leitores e comments, até que ele foi espaçando os posts, chegando a ficar 45 dias sem dar sinal de vida. Certos de que este blog havia morrido, os leitores simplesmente desapareceram, o que é compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei sendo chamada para fazer uma massagem cardíaca e ressuscitar este lugar, mas ainda não me sinto segura o suficiente de que seja isso mesmo o que vocês queiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço a multidão gritando: "Queremos Edmund!! Queremos Edmund!!!" enquanto me jogam tomates de todos os tipos e tamanhos. Estariam os textos de Josephine tão horripilantemente péssimos assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaso o pessoal que passa aqui todos os dias não comenta por ser acometido de pavor ao olhar o post e, gritando de terror, fecha a janela e sai correndo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitosos abraços a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Por qual razão obscura os leitores deste blog ainda preferem o sistema de comentários do Blogger ao haloscan mesmo após eu tê-los invertido? É algum apego emocional?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113867282700038115?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113867282700038115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113867282700038115&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113867282700038115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113867282700038115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/03/devo-interpretar-o-baixo-nmero-de.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113866911187759268</id><published>2004-03-02T19:39:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:50:01.970-08:00</updated><title type='text'>Dona Aranha A Subir Pela Parede</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje ouvi uma criança pequena cantarolar uma música que eu costumava cantar no maternal. "Dona aranha foi subindo na parede, veio a chuva forte e a derrubou." Não posso deixar de admirar a persistência do tal aracnídeo, há vinte anos sobe aquela parede e até hoje não desistiu, apesar da chuva ininterrupta. Provavelmente busca quebrar algum recorde mundial de escalada de paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente ela usa um potente equipamento de mergulho, pés de pato nas oito patas (aranha com pés de pato é, no mínimo, um bicho muito esquisito), roupa impermeável e cilindro de oxigênio(ou é uma daquelas aranhas aquáticas mesmo), pois hoje, enquanto tomava banho, observei uma incauta aranha (incauta, para não chamá-la de burra) que construíra uma improvável teia no canto do Box, junto ao chão, no local mais inundável possível, sem os equipamentos necessários para garantir sua sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vi, a dona aranha já estava subindo na parede, ou melhor, no acrílico do Box, lutando contra o terrível volume de água que se precipitava sobre ela. Devo confessar que pensei em salvá-la, mas negligenciei o socorro, imaginando que daria tempo de terminar o banho antes de resgatá-la. Enquanto eu me esbaldava a limpar meu corpo com tão refrescante líquido, o pobre artrópode lutava desesperadamente pela vida. A uma certa altura, porém, ela escorregou para um vão do Box e lá ficou, desacordada, até afogar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorando que a pobre aranha já havia deixado seu minúsculo exoesqueleto e habitava, naquele momento, no céu dos artrópodes, peguei um papel absorvente e encostei perto de seu corpo, para livrá-la de toda aquela água. Costumo fazer isso com formigas afogadas há horas e elas sempre saem andando. Fiz isso com uma vespa que passara umas oito horas, afogada e semi-morta em uma bacia d'água e que, após secar suas asas, saiu voando, feliz. Descobri naquele instante terrível que aranhas não são bichos muito resistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia tê-la resgatado a tempo, mas como o monstro que sou, preferi refestelar-me com os prazeres da higiene pessoal a salvar uma pequena vida. Resta-me torcer para que a tal aranha tenha pertencido a uma espécie horrendamente peçonhenta. Ao menos acalmaria a minha consciência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113866911187759268?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113866911187759268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113866911187759268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866911187759268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866911187759268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/03/dona-aranha-subir-pela-parede.html' title='Dona Aranha A Subir Pela Parede'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113866888618545270</id><published>2004-02-25T22:54:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:49:14.500-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Edmund comprou um carro. Como não entende muito bem a linguagem em que os carros falam, pediu a um amigo que sabe se comunicar com automóveis que fosse com ele ver se o que pretendia adquirir estava realmente passando bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal amigo de Edmund, um cara muito gente boa com um nome ou sobrenome (provavelmente) que parece uma onomatopéia de mordida em uma batatinha frita do tipo Ruffles, algo como: Crunch, Cronch, Croish, Crounsh, conversou com o carro e descobriu que ele estava apenas deprimido por estar sendo vendido, tristeza natural de todos os carros cujos donos resolvem trocar, mas que foi logo resolvida quando Krunsh explicou a ele que Edmund era um cara legal e cuidadoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em troca Edmund ficou de consertar o computador do amigo. Não sei quem falou ao Krounsh que Edmund sabia alguma coisa de computadores, mas o trato foi esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund comprou o carro e trouxe o computador do Kronsh para conserto. Já fez cerca de 80% do trabalho, com a ajuda do Cabide. Não me perguntem como, mas o Cabide entende de circuitos e tem auxiliado muito Edmund nessa empreitada. Na verdade o Cabide ficou bastante curioso para saber se o computador do Kroish tinha alguma beleza interior ou se era apenas superficialmente atraente e incentivou Edmund a fazer o tal trato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema agora é que o computador de Edmund está enciumado, pois não é mais o único dispositivo eletrônico obsoleto e estragado naquele quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é velho e cheio de manias, ranzinza, irritadiço e bastante ciumento. Implica até mesmo com o modernoso modem de banda larga que Edmund resolveu abrigar em seu lar. Já tentei convencer Edmund a trocar de equipamento, levei minha computadora (sim, meu computador é feminino) até a casa dele para mostrar que a culpa de a conexão cair e o sistema travar era do computador dele e não do novo modem, ao qual o idoso aparelho tentava culpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund montou esse computador com peças de computadores cenozóicos encontrados em uma escavação arqueológica, devidamente fossilizados como todos os fósseis devem ser encontrados. Durante os últimos milhões de anos do período Cenozóico, os hominídeos na Europa e Ásia atravessaram cinco períodos de glaciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as Idades do Gelo, calotas polares se espalharam nos continentes; naquele frio terrível, os tais animaizinhos bípedes mamíferos que pouco assemelhavam-se ao Homo Sapiens Sapiens que conhecemos hoje pouco saíam de suas cavernas congeladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, milhares e milhares de anos antes do que se imagina, os macaquinhos superdesenvolvidos construíram os primeiros computadores e inventaram o acesso à internet. Só havia um problema: a escrita só seria inventada trocentos anos depois e não houve forma de fazer grandes avanços tecnológicos com teclados rupestres. O jeito foi desistir da geringonça e enterrá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da glaciação, passado o derretimento do gelo, a movimentação das placas tectônicas, a bagunça que foram aqueles milênios subseqüentes, fóssil para lá, fóssil para cá, de um jeito que ninguém sabe até hoje, partes dos computadores dos hominídeos cenozóicos congelados foram parar em um sítio arqueológico não muito distante daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, durante um de seus habituais passeios matinais, Edmund tropeçou em algo. Muito curioso, escavou até descobrir do que se tratava. Era uma placa-mãe de tempos imemoriais!!! Encontrou alguns outros pedaços do artefato e mesclou-os com peças novas (o teclado com desenhos de bisões mal traçados, por exemplo, teve de ser substituído por um moderno, com os caracteres de nosso alfabeto, que tão bem conhecemos), sempre contando com a ajuda do Cabide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a coisa funcionou bem por algum tempo, mas agora parece tomar vida própria. Aliás, as coisas quando começam a ficar velhas tomam vida própria, decidem o que querem e o que não querem fazer, rebelam-se, não querendo mais ser submissas aos seus donos. Em nenhum outro objeto essa característica é tão clara quanto no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note, no início seu micro abre todas as janelinhas que você quer abrir, te ajuda a fazer exatamente o que você quiser e não se opõe a nenhum comando seu, por mais estranho que pareça. Conforme os anos vão passando, o computador rebela-se e só abre as páginas que quer abrir, só executa os programas que decide executar e passa a nutrir um profundo desprezo por você e a desrespeitá-lo com telas azuis, travamentos (birra) e outros absurdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o Linux é mais educado que o Windows....não sei, mas os usuários de Linux com computadores antigos também devem sofrer com a rebeldia de seus obsoletos maquinários, isso independe do sistema operacional, acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que Edmund pensou em comprar um novo computador, que se dê bem com o modem e os demais objetos da casa. Ocorre que após a aquisição do Lunáticomóvel demorará um pouco mais até Edmund trocar o que ele chama de "Dispositivo computatório" por algo que realmente funcione e não reclame.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113866888618545270?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113866888618545270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113866888618545270&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866888618545270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866888618545270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/02/edmund-comprou-um-carro.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113866853853793157</id><published>2004-02-12T23:41:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:48:03.096-08:00</updated><title type='text'>Josephine vai passear</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O post anterior foi uma vitória, após meses e meses de luta árdua. Pedi, implorei, pressionei, suspendi os antialucinógenos e nada surtiu efeito. Por fim, ameacei (a sério): Se você não postar nada até o final desta semana, não escrevo mais no Diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bom fã de suspense, Edmund esperou até o úiltimo segundo do Sábado para escrever e garantir (muito bem garantido, por sinal) minha permanência neste lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo ameaçá-lo sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém durante os próximos dias nem será necessária alguma ameaça. Estarei ausente, viajando, e Edmund prometeu cuidar do blog para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironia, não? Edmund prometeu cuidar do blog dele enquanto eu viajo, como se o blog fosse meu e ele "cobrisse minhas férias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajo e o deixo sozinho. Não sei como ele sobreviverá sem mim, nem sei se está tão dependente assim dos meus cuidados, mas daqui a algumas horas estarei embarcando para uma estranha terra onde passarei alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornarei em breve, em uns dez dias, no máximo, com novidades para contar. Ao menos espero voltar inspirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Por favor, não desapareçam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113866853853793157?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113866853853793157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113866853853793157&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866853853793157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866853853793157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/02/josephine-vai-passear.html' title='Josephine vai passear'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113866830598817112</id><published>2004-02-06T15:18:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:47:17.240-08:00</updated><title type='text'>Aniversário do Edmund!!!</title><content type='html'>A você, querido Edmund, "A" torta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/1600/niver.ed.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/400/niver.ed.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim!!!! Hoje é o aniversário do Edmund, há exatamente trinta anos ele respirou pela primeira vez!!! É um fato que deve ser sempre lembrado e comemorado, já que se ele não estivesse respirando (e se não tivesse respirado no dia em que nasceu não estaria respirando hoje) jamais poderia escrever tão emocionantes textos nem tampouco desenhar tão alegres cartuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o que posso dizer a você, Edmund, que já não tenha dito antes? Quantas vezes terei que me repetir aqui, afirmando minha desesperada felicidade por sua existência? Dizer o quanto te amamos, e aqui coloco no plural porque sei o quanto as pessoas que nos lêem te querem bem (algumas bem demais) e morrem de saudade dos seus sempre inspirados e alucinados textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que em muitos e muitos anos, muitos mesmos, possamos comemorar juntos essa tão magnífica data, e que nos próximos anos eu tenha mais recursos financeiros para te dar presentes mais condizentes com toda a preciosidade que sua presença representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, seja feliz, não apenas hoje, mas a cada amanhecer, a cada beijo de boa-noite, a cada pavê comido ao final da tarde. Seja muito, muito feliz, meu amigo, acima de tudo. Te amo muito e sei que não sou a única pessoa a nutrir esse sentimento por você, mas certamente o faço de todo o meu coração, de todas as minhas vísceras, na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil gostar de Edmund, sempre tão sincero, amigo, verdadeiro, entregue, sem máscaras, como poucas pessoas neste mundo. Podem ter certeza que o cara que escreve os ótimos textos que vocês se acostumaram a ler por aqui é assim tão encantador quando desliga o computador quanto o é on-line. Talvez seja, de alguma forma, tranqüilizante para alguém saber disso. Ou não. Como saberei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Edmund, tenha certeza de que, no que depender de mim, você será a cada dia mais feliz. Creio que no que depender de você, também. Beijos de sua amada que muito te ama!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josephine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: O desenho do post anterior (O Parque dos Horrores) foi feito a quatro mãos, sendo que as minhas só fizeram a minha própria imagem e a coloração, Edmund fez todo o resto. Obrigada!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113866830598817112?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113866830598817112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113866830598817112&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866830598817112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866830598817112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/02/aniversrio-do-edmund.html' title='Aniversário do Edmund!!!'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113866791610721195</id><published>2004-02-05T17:46:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:46:40.670-08:00</updated><title type='text'>O Parque Dos Horrores</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/1600/b.viking.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/400/b.viking.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ataque Viking&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para continuar a saga, é necessário que eu faça uma introdução explicativa: Edmund ia com a família Bonaparte, desde o início de sua baixa infância, à essa cidade litorânea. Ficavam sempre (ou quase sempre) na mesma casa, durante mais ou menos um mês no verão e ele tem aquele lugar registrado em sua memória afetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo naquela cidade lembra a sua infância e todas as vezes que ele vai lá tem que repetir algumas coisas que fazia enquanto ainda era um Edmundinho. Uma dessas coisas é ir ao parque de diversões. Não, não sabia que Edmund era chegado nessas fortes emoções e não, não me divirto nem um pouco nesses lugares, para mim aquilo era o parque dos horrores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Edmund fez parecer uma espécie de "ritual de iniciação" ou uma prova à qual eu deveria me submeter para confirmar que realmente fomos feitos um para o outro. Me vi ali compelida a dar tamanha demonstração de coragem. Achava que apenas não gostava de parques de diversão, que não achava graça nenhuma, mas jamais imaginei que pudesse vislumbrar a face da morte naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez em que tinha ido a um parque de diversões eu devia ter uns dezessete anos. Realmente eu gostava (não tanto quanto Edmund, mas ia por minha livre e espontânea vontade), até que passei a ter estranhos pensamentos quando entrava naqueles brinquedos. Pensando agora me lembro desses tais pensamentos terem sido estimulados por alguém da minha família. Não sei se minha mãe ou minha irmã, alguém apertou o botão "start" e ele nunca mais se desligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando na Montanha-Russa, imaginava a movimentação dos meus órgãos internos a cada subida, a cada descida brusca, a cada looping (apesar de nunca ter andado nessas montanhas de looping, imaginava). Quando naqueles brinquedos centrifugadores de gente eu só conseguia visualizar minhas pobres vísceras esmagadas, umas sobre as outras, em profundo desespero visceral. Com isso, muito difícil passou a ser obter alguma diversão em tão desesperadoras geringonças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "brinquedo" preferido de Edmund ali, no qual ele estava louco para andar (nem um pouco metaforicamente falando), e que seria palco do tal ritual de iniciação, é um objeto de tortura vulgarmente chamado de "Barco Viking", apesar de eu não ter visto nenhum Viking no local. Aliás, não havia ninguém no tal barco além de mim e do Edmund. Operando a grande alavanca, um rapaz calado e soturno, que me lembrou algum mordomo assassino de algum filme de suspense-terror que eu já vira em minha tão curta existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, com um longo e esvoaçante vestido (a essa altura eu já tinha voltado para a pensão e trocado de roupa), me enrosquei em tudo o que encontrei pela frente até que conseguíssemos sentar. Sim, eu já tinha ido em um troço desses antes. Lembro que não achei graça nenhuma, mas sobrevivi sem maiores seqüelas e desci de lá sem grandes traumas. Edmund resolveu que sentaríamos na ponta, lá em cima, disse que era mais emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o mordomo pôs o troço para funcionar, para quem não sabe, o tal barco é preso por dois cabos, um em cada ponta e é balançado para frente e para trás, em um movimento pendular, bastante sem graça para quem vê de fora e igualmente sem nenhuma graça para quem está lá dentro, ao menos na minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos a coisa foi tomando velocidade, o pêndulo (o barco) ia cada vez mais alto e eu comecei a sentir um certo desespero. Quando subíamos de costas não havia grande problema, o pior era descer de frente, do ponto mais alto e ter aquela sensação de estômago congelado que se tem quando se desce de carro brusca e rapidamente por uma ladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ouvi dizer que só quem estava de estômago vazio tinha a tal sensação, por isso estava tranqüila, já que havia enchido o meu com toda a espécie de alimento disponível pelas redondezas. No entanto descobri na prática que a tal teoria é completamente equivocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, duas vezes, três vezes eu até poderia agüentar, porém, mais do que isso começava a ficar complicado. Agarrei-me à barra de (in) segurança à minha frente e fechei os olhos, na esperança de que o coração (e o estômago) não sentisse o que os olhos não estavam vendo. Doce ilusão. Abri os olhos. Edmund ao meu lado, divertindo-se, feliz, alegre, rindo de minha cara de desespero, achando que eu estava brincando (para variar. Ele sempre acha isso quando estou em alguma situação-limite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não era exatamente o estômago. A partir da quarta sensação de congelamento, comecei a sentir o sangue sumir das extremidades do meu corpo. Primeiro foram as mãos, poderia jurar que estavam azuis, se eu fosse afeita a juramentos. Não sentia mais as minhas mãos, como se elas não me pertencessem. Depois foram os pés. Da mesma forma em pouco tempo não sentia mais as mãos, os pés e quase não sentia a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ter delírios. Na décima sensação de congelamento lembrei-me de um pesadelo recorrente: sempre estou em uma espécie de trenó ou coisa que o valha, no alto de uma montanha imensa. De repente alguém me empurra e eu tenho a tal sensação de congelamento, depois o trenó volta, de costas, passando a fazer (não me pergunte como) o tal movimento de pêndulo e eu me agarro, tranqüila: "é só me segurar que não vou cair", mas minhas mãos perdem os movimentos e não consigo mais me segurar com força, despencando do ponto mais alto da montanha para um precipício, em desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De súbito era como se o tal pesadelo recorrente fosse, na verdade, uma espécie de sonho premonitório, apesar de eu não acreditar em premonições. Desesperada, senti um formigamento nas mãos e percebi que elas não seguravam mais a barra (literalmente falando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus órgãos, revoltados com tamanha agressão resolveram rebelar-se. Os pulmões simplesmente recusavam-se a encher-se de ar enquanto estávamos lá em cima e o coração ameaçava parar de bater a qualquer momento. O cérebro, coitado, jogado para a frente e para trás já não entendia mais nada e mandava ordens trocadas para todo o corpo. O sangue não mais circulava em minhas veias e eu vislumbrava o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei despedir-me de Edmund:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor, estou indo...&lt;br /&gt;- Para onde?- perguntou, feliz. Então notou que eu realmente não estava legal:&lt;br /&gt;- Guria, você está bem?&lt;br /&gt;- Hein? Hãn? Não...acho...que....não...&lt;br /&gt;- Quer que eu peça para parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luz me havia sido lançada! Havia como parar aquela coisa antes do tempo estipulado por nosso algoz! Fiz que sim com a cabeça e quando o barco passou pelo mordomo Edmund gritou a ele que parasse, mas nada aconteceu. A coisa continuava e o fim era inevitável. Em um ímpeto de coragem, reuni todas as minhas forças e gritei ao mordomo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PARE ESSE BARCO, AMOR !!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu chamei o homem de amor. No auge do meu delírio, naquele momento de insanidade eu chamei o mordomo de amor. Quase morrendo, vendo a vida deixar meu corpo lentamente, comecei a rir, insandecidamente, afastando de mim toda a credibilidade que eu ainda julgava ter. O barco começou a parar e eu não sabia se ria ou respirava, ao menos morreria feliz. Edmund também ria, ainda preocupado, sem saber minha real situação de saúde e sem saber se eu tinha mesmo me apaixonado pelo mordomo por ele ter me proporcionado tão fortes emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o barco parado consegui me arrastar até o lado de fora, em segurança. Pobre Edmund, não pôde aproveitar completamente sua geringonça preferida do parque de diversões. Mas ele me assegurou que divertiu-se durante muito tempo, principalmente enquanto achava que eu estava fazendo todas aquelas caretas de propósito, antes de perceber que era sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Roda Da Morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando ainda me fazer de forte, disse que estava tudo bem e que queria ir à Roda-Gigante (já havíamos comprado os ingressos). Edmund não queria ir, com medo de que eu passasse mal. Imagine! Eu, passar mal em uma roda-gigante?? Impossível!!! Ninguém passa mal em uma inofensiva Roda- Gigante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda ventava horrores. Esperávamos nossa vez de entrar e estranhei o operador frear com tanta vagarosidade o brinquedo. "Ele faz isso para dar mais emoção" tentou explicar-me Edmund, ao que o operador comentou, falando consigo mesmo: "droga, não dá mais para frear isso direito!" Perguntei-lhe o que acontecera, ele me explicou que estava começando a chuviscar e que o atrito entre a máquina e o pneu que a freava estava diminuindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não muito tranqüila com aquela resposta, sentei com Edmund em uma das cadeiras da roda, quando ela parou. A cadeira, em formato de xícara, parecia solta e ao ser balançada pelo vento dava-me a impressão de que viraria e nos lançaria ao chão a qualquer momento. Comecei a esverdear, agarrei-me em Edmund e garanti que estava tudo bem. E realmente estava, mas certamente melhoraria assim que eu pudesse colocar os pés novamente no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca havia dado tanta importância ao chão em toda a minha vida. Estranho, a Roda-Gigante, meu brinquedo preferido em parques de diversão na infância, atrás apenas do Trem- Fantasma (no qual eu ia para rir), parecia naquele momento uma máquina tenebrosa, pronta a me jogar a qualquer momento nos braços da morte. Segurei todas as pontas do meu vestido, imaginei-o sendo agitado pelo vento até enroscar-se nas ferragens daquela coisa e me prender, esmagada, como em um moedor de carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que Edmund acha até hoje, não mantive os olhos fechados, precisava ver o que estava acontecendo para me defender, saber para onde pular caso a geringonça não conseguisse parar se a chuva aumentasse. Depois ele me perguntou da paisagem. Bem, quanto a isso não posso dizer nada, não sei se aqueles borrões eram a cidade ou algum delírio alucinatório de minha mente adrenalinizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente pudemos descer. O chão. Que maravilha! Edmund perguntou se eu estava bem. Oras, é claro que eu estava bem, estava com os pés no chão! Não estava bem antes, presa por uma haste metálica entre o céu e a terra. Agora estava ótima!! Não fosse uma terrível dor de barriga (alergia à adrenalina) que me acometeu momentos depois eu diria até que o passeio foi divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o final de semana havia acabado e enfrentamos algumas intermináveis horas em um engarrafamento na estrada de volta à cidade. Lindo engarrafamento, ótimo final de semana, pude então dar mais valor a tudo o que tenho em meu dia-a-dia e que costuma me passar despercebido. É claro, foram dois dias inteiros, aconteceram outras coisas naquele lugar, mas nenhuma mais digna de nota do que os acontecimentos relatados aqui. Estar à beira da morte nos revela a beleza da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormi durante todo o caminho de volta e passei a semana inteira exausta, ainda processando, lentamente, a adrenalina no sangue e a ventania no cérebro. Mas, estranhamente, sobrevivi para contar a história. Ainda bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113866791610721195?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113866791610721195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113866791610721195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866791610721195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866791610721195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/02/o-parque-dos-horrores.html' title='O Parque Dos Horrores'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113866763913183859</id><published>2004-02-03T16:24:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:46:08.600-08:00</updated><title type='text'>...continuando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolvemos voltar para a pousada, onde nos esperavam a matriarca da família Bonaparte e a irmã de Edmund. Como eu já disse, ventava horrores e eu não conseguia enxergar um palmo adiante de meu nariz (nem tinha palmo algum adiante do meu nariz para ser visto, acho), com o rosto coberto pelos milhares de fios de cabelo que coexistem nem sempre tão harmoniosamente em minha cabeça até a metade das costas. Estavam todos sobre meu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cambaleante, agarrei-me em Edmund (para não ser levada pelo vento) e caminhamos, perdidos (havíamos andado muito à beira-mar e não sabíamos exatamente onde estávamos), tentando achar uma daquelas duchinhas ou ao menos uma torneira de água sem sal para tirarmos os espetantes grãos dos pés. Caminhamos horas e horas (não, não sei exatamente quanto tempo foi, mas a mim pareceram horas e horas) até que Edmund avistou duas duchas, para a nossa salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu comentei, ventava horrores e ao ligarmos as duchas surpreeendemo-nos com o que vimos: o forte vento empurrava os jatos d'água, fazendo com que, ignorando a lei da gravidade, a água caísse horizontalmente, isto é, tornava-se impossível receber uma gota que fosse ao posicionar-se sob o chuveiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enlouquecida, saí atrás da água e me dei conta de que não havia meios para limpar os pés ali, era como se o jato tivesse se transformado em uma leve bandeira, agitada pelo vento enquanto algum hino em sua homenagem era entoado em som inaudível, que só ela era capaz de escutar. E ali, absorta em sua alucinação aquosa, não se dava conta de que era simplesmente o produto de um chuveiro e que deveria cair verticalmente, como quase todas as coisas normais caem, com o intuito de livrar os banhistas (ou os andistas, como era nosso caso) das pequenas partículas que grudaram em toda sua superfície epidérmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lá estava ela, agitando-se horizontalmente, ignorando toda a razão de sua existência e eu, desesperada, alegrando-me a cada gotícula que conseguia alcançar (e a essa altura eu já tinha conseguido molhar o cabelo, parte da blusa e os dois braços, mas nada dos pés). Olhei para Edmund. Sim, haviam dois chuveiros, separados por um pequeno muro. Eu estava tentando alcançar a água do segundo chuveiro e Edmund lavando os pés na água do primeiro chuveiro, que tentava cair horizontalmente, mas batia no muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava meu querido namorado com os pés encostados no muro, vendo-se livre de boa parte da areia. Por que ele não me avisou? Achou que eu já tinha visto e que estava me divertindo perseguindo a água do outro chuveiro. Bem, tudo resolvido, consegui tirar ¼ da areia e do sal que grudaram em meus pés. Parecia, enfim, que eu teria um pouco de paz naquele lugar. Lêdo engano, doce ilusão. Eu devia ter aprendido isso nesses cerca de seis meses de namoro, com Edmund a tranqüilidade nunca é absoluta. Só para ele, aliás, que está sempre tranqüilo, em paz e feliz. E eu, descabelada, mal sabia que o pior ainda estava por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, isso foi um gancho. Não doeu, doeu? Continua no próximo post. Amanhã, talvez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113866763913183859?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113866763913183859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113866763913183859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866763913183859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866763913183859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/02/continuando.html' title='...continuando'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113866754541805145</id><published>2004-01-28T15:08:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:45:29.890-08:00</updated><title type='text'>Josephine e as Tatuíras suicidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Final de semana, Edmund resolveu ir à praia. Tudo ótimo se não resolvesse me levar também. Nada contra praia, mas não vejo muita graça em esticar minha escassez de melanina na areia até virar um camarão torrado nem em lutar para permanecer em pé dentro em uma grande massa de água que decididamente não me quer dentro dela e me empurra de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem me anima chegar em casa (ou no hotel, ou na pousada) como um camarão à milanesa, coberta de areia e sal, tentando desesperadamente (em vão), debaixo do chuveiro, tirar os terríveis grãos que se alojaram até na alma, quanto mais na pele e no cabelo. A última vez em que me aventurei a entrar no mar eu devia ter uns oito anos. Depois disso contento-me em sentar no calçadão (ou, eventualmente, de roupa na areia) e olhar o sinistro mar. A paisagem é bonita, principalmente quando há pouca gente, mas não é por achar o Grand Canyon bonito que me atirarei sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente Edmund também não é chegado em praia, ele tem uma implicância com o sol (conforme o texto anterior atesta) e conseguiu manter uma cor ainda mais lagartixal que a minha (estou queimada, em um branco-escuro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então viajamos, Josephine encarou o litoral gaúcho, entupiu-se de filtro 30 (maior do que isso é cancerígeno, culpa dos anéis de benzeno, segundo Edmund), colocou um short, biquíni e blusa de alcinha, Edmund de camiseta, bermuda e filtro solar, saímos para a praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá chegando (ventava horrores) vimos a placa "Próprio para banho", diversas criaturas divertindo-se dentro do mar, fomos recepcionados por um nativo nada ilustre e bastante bronzeado, recém-trazido com as ondas, material fecal, para ser mais específica (Josephine não gosta de palavras sujas e feias. Nesse caso pode até ser suja, feia nunca!). Nos entreolhamos e pensamos seriamente se seria uma boa idéia entrar naquela água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que tivéssemos a intenção de entrar, mas pensamos em um romântico passeio à beira-mar, com água até as canelas. Andamos mais um pouco pela areia. "Um trocinho daquele tamanho não é o suficiente para contaminar esse mar enorme, né?" Ponderei com Edmund. Observei as ondas morrendo na areia e notei uma espuma colorida "Ah, o mar tem detergente, está limpinho", Edmund me disse que aquela espuma era normal, mas para mim aquilo era detergente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos mais um pouco para dar uma distância segura entre nós e o náufrago então resolvemos tirar os sapatos. Caminhamos pela areia e estava tudo tranqüilo até que Edmund me falou de uns amigos dele que estavam debaixo da areia. Tirou um pouco da areia molhada com os pés e mostrou o bichinho se escondendo, só que eu vi outro bichinho, achei que ele estava falando de um trocinho qualquer que vem com as ondas e se esconde na areia, mas a realidade era ainda mais terrível do que eu poderia imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez percebendo que eu não identificara o animal ou em sua sempre alucinada ânsia de ver, rever, mostrar, reamostrar quinhentas mil vezes algo de que tinha falado, continuou revirando a areia molhada com os pés para que eu visse os pequenos fugitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatuíra. Alguém já ouviu falar disso? Segundo ele é esse o nome das tais criaturas. Encontrou por acaso em uma de suas escavações uma tatuíra já sem vida em seu minúsculo corpo. Por algum motivo desconhecido até então eu imaginara que os bichinhos subterrâneos (ou, no caso, subareiâneos) eram insetos. Qual não foi minha surpresa ao notar, pelo fenótipo do animal que se tratava de um crustáceo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, um diminuto, minúsculo crustáceo quase transparente fugia do sol enterrando-se na areia e quanto mais a água tirava-lhe a areia de cima mais ele se enterrava (ou se enareiava). E assim passava a vida das tatuíras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observei então mais à frente e pude notar que o chão estava coberto delas, ou melhor, que elas estavam cobertas pelo chão que estendia-se por toda a borda do mar. Milhares, milhões, bilhões, trilhões, zilhões de tatuíras sendo pisoteadas por incautos banhistas que divertiam-se salgando suas peles e entupindo seus poros com a areia da praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele instante percebi que deveria estar pisando em centenas de tatuíras que escondiam-se sob meus pés. Passei a senti-las esperneando sob a sola de meus pés, desesperadas, e fiquei eu mesma ainda mais desesperada, pulando, em vão, os milhares de micro-crustáceos que escondiam-se, em profundo terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente todas as pessoas daquela praia pararam o que estavam fazendo e passaram a observar aquela garota saltitando na areia, olhando, apavorada, para o chão. Edmund tentou me convencer de que as tatuíras ficam imensamente felizes ao serem pisoteadas pelos banhistas e que é exatamente com esse fim que elas se escondem sob a areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me convenci. Se elas realmente gostassem de ser pisoteadas não se esconderiam, mas manteriam-se visivelmente sobre a areia, aproveitando a deliciosa sensação de ter seu corpo esmagado por um pé humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, as pobres tatuíras enterravam-se, apavoradas, sem saber para onde correr, sem nem ao menos saber correr com aquelas perninhas diminutas e aquele corpo sem nenhuma proteção contra os terríveis raios solares que provavelmente as torrariam em trinta segundos de fuga. Nada mais resta àqueles pobres crustáceos (ao menos acho que são crustáceos, não havia nelas rótulo algum para a correta identificação científica, fui pela aparência mesmo) senão tentar salvar suas vidas enfiando-se embaixo da areia molhada em uma desesperada tentativa de manter-se intactos até que venha a noite e eles possam, enfim, aproveitar as poucas horas em um luau de tatuíras ou, quem sabe, descansando, exaustos, do terrível trabalho diurno para a manutenção de suas existências. Não podia compactuar com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo o romântico passeio à beira do mar tornou-se em um terrível pesadelo, para mim e para as tatuíras. Decidi não mais andar. Parei em um raro ponto desprovido de tatuíras e lá fiquei, apesar dos apelos de Edmund. Conforme as ondas iam e vinham, notei que meus pés começavam a afundar. Achei que fosse apenas uma discreta acomodação ao terreno, mas logo percebi que estava sob a areia até meus tornozelos e, estranhamente, não parava de afundar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ninguém me avisou de que havia areia movediça no litoral gaúcho? Desesperada, gritei ao Edmund: "Estou afundando!!!" E ele, mais do que depressa disse: "Legal!!!" E parou em um determinado ponto, buscando afundar também (não sabia que ele era afeito a fortes emoções), quando estava com areia até quase a cintura consegui falar para Edmund (que estava afundado até os joelhos): "Não é para brincar!!! Eu quero sair daqui!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund, como quase todos os homens, é assim, se eu não falar exatamente o que quero que ele faça ele não tem a capacidade de adivinhar exatamente o que espero que ele faça. Geralmente eu faço drama e espero que ele adivinhe, naquele momento minha vida estava em risco, eu não podia esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente ele saiu da areia e me ajudou a sair também, antes que fosse tragada pelo habitat das tatuíras. Por que elas também não afundam? Não sei, pergunte a elas. Bem, esse é o primeiro capítulo de meu longo passeio de dois dias pela praia. Foi um fim-de-semana inesquecível. Continua no próximo post&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PS:&lt;/span&gt; Gostaria de agradecer aos leitores deste blog que me deram apoio no post do dia 23 e fizeram com que ele fosse o mais comentado de minha carreira neste blog. Apesar de me sentir horrível por expôr minha carência patética naquele post, fico bastante feliz ao ver que vocês ainda estão por aqui e manifestaram suas agradáveis presenças nos comments, conforme eu (ridiculamente, eu sei) tanto precisava. Me enchi de ânimo ao ler suas tão incentivadoras mensagens e escrevi o texto de hoje, já preparando o segundo capítulo do meu final de semana na praia com Edmund. Respeitosos abraços a todos os amigos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113866754541805145?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113866754541805145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113866754541805145&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866754541805145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866754541805145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/01/josephine-e-as-taturas-suicidas.html' title='Josephine e as Tatuíras suicidas'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113866738341719965</id><published>2004-01-28T14:56:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:44:53.863-08:00</updated><title type='text'>Mais um dos antigos textos de Edmund para dar suporte a mais um dos novos textos de Josephine:</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Domingo, Maio 18, 2003&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Radiação ultravioleta. Um pouco de incidência dessas ondas eletromagnéticas em nossa pele é benéfico e, por que não dizer, necessário. O sol, como grande produtor, é nossa principal fonte desses raios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas, desejosas por um colorido mais forte e descontentes com a pouca incidência a que se vêem obrigadas a submeter seu corpo durante o inverno, utilizam-se de equipamentos modernos e de seus modernos métodos artificiais de bronzeamento.&lt;br /&gt;Sem desejar julgar o mérito da questão, vejo-me compelido a discutir sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A radiação ultravioleta (ou ultraviolenta, para os íntimos), ao ter sua energia absorvida pelas camadas da pele, provoca pequeninas lesões na estrutura desse delicado tecido. Como reação a essa agressão, nossa pele tende a se proteger produzindo mais de um pigmento denominado "melanina", o que proporciona aquele belo bronzeado que a todos enlouquece.&lt;br /&gt;Como todo o lunático, fujo dessa radiação. O excesso dessas ondas, além de causar envelhecimento precoce, pode comprometer a integridade genética das células atingidas a ponto de causar doenças mais sérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as criaturas que habitam a superfície desse planeta possuem, em maior ou menor grau, uma proteção natural contra níveis naturais de incidência. Contudo, nós, humanos, possuímos uma tendência ao exagero que, em muitos casos, levamos às últimas conseqüências. Dessa forma, acabamos por nos expor desnecessariamente a uma carga excessiva de agressão a qual, um dia, teremos de prestar contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas e muitas luas (como diria o chefe Chuva-Na-Cara) nossa atmosfera era protegida por uma camada cerca de sete vezes mais espessa de ozônio do que essa que a protege atualmente. Tal diminuição deu-se gradualmente, o que possibilitou a readaptação das espécies a esse novo panorama sem maiores sobressaltos. Nas últimas décadas, até nisso a humanidade conseguiu interferir, com a diminuição abrupta, que presenciamos hoje, desse estratosférico elemento, torna-se um risco muito grande submeter-se a esses níveis de radiação solar, mesmo resguardado pelo creme protetor (que, por melhor que seja, sempre fornece uma proteção limitada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, amo o outono e o inverno e seus dias de frio e de agasalhos grossos. E mesmo que ofusque meio mundo com minha brancura e fira outro meio mundo com minha insanidade, sempre tentarei ficar o mínimo tempo possível sob incidência solar direta, o mínimo para não ficar raquítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;postado por: EDMUND BONAPARTE 2:56 PM&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113866738341719965?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113866738341719965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113866738341719965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866738341719965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866738341719965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/01/mais-um-dos-antigos-textos-de-edmund.html' title='Mais um dos antigos textos de Edmund para dar suporte a mais um dos novos textos de Josephine:'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113866728266905637</id><published>2004-01-23T16:48:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:44:21.236-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Josephine não gosta quando escreve, todo mundo lê e ninguém comenta. Josephine até ia postar um super texto hoje, mas ficou desanimada. Josephine teve um trabalhão para escrever o post do dia 21, fazer o desenho e tudo o mais e só teve um comentário (muito válido, gostei mesmo, Oculto x), Josephine gostou do comentário, mas queria mais. Josephine quer saber o que acham do que ela escreve. Josephine é uma criatura bastante carente e sociável, precisa de contato com seres humanos. Josephine acha que os leitores deste blog andam muito desanimados. Josephine fica triste achando que a culpa é sua. Josephine vê que não podia ser diferente, era ou ela ou o blog no lixo. Josephine acha que tudo é culpa do Edmund, infelizmente Josephine gosta de Edmund e nem consegue ficar brava com ele. Josephine ainda não conseguiu ser um ser superior que escreve sempre do mesmo jeito, independente do número ou teor de comentários. Josephine percebe que Edmund é um ser superior. Josephine não é Edmund. Josephine constata seu fracasso diante deste blog. Josephine não gosta de constatar fracasso. Josephine gostaria de ser mais útil. Josephine quer comentários, mas não gosta daqueles do tipo "adorei seu blog, passa lá no meu", Josephine ainda não chegou nesse estado de desgraça. Josephine percebe, já depois de milhares de linhas escritas que está falando como o Smeagal. Josephine odeia o Smeagal, Josephine é muito mais bonita do que o Smeagal. Josephine detestou o filme (só assistiu o último) e se decepcionou com a interpretação (ou falta de) do Elijah Wood, ele era bom ator quando era criança, agora virou uma árvore, ou Frodo era para ser retardado mesmo? Josephine vê que está muito ruim, divagando sobre O Senhor dos Anéis. Josephine acha que é melhor parar de escrever, é deveras degradante chorar por falta de comentários. Josephine deveria fazer alguma coisa a respeito. Josephine está com fome, daqui a meia hora Edmund vem buscá-la. Josephine torce para que ele volte a escrever. Sabe, Josephine acha que ele volta logo. E tem bons motivos para isso. Josephine termina o texto, com a terrível impressão de que todos os comentários serão referentes ao Senhor dos Anéis. Josephine se arrepende profundamente de ter citado isso. Josephine encerra o texto, torcendo para não estar certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PS:&lt;/span&gt;Sim, hoje é aniversário de Josephine, mas se você só falar sobre isso ela achará que você não leu o texto e ficará bastante triste.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113866728266905637?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113866728266905637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113866728266905637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866728266905637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866728266905637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/01/josephine-no-gosta-quando-escreve-todo.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113866721918471509</id><published>2004-01-21T16:14:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:09:24.960-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre a Góia, algumas coisas devo acrescentar, baseada nas dúvidas que surgiram nos comentários deixados por alguns de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Aposto que a senhorita Josephine deve ter coisas muito mais divertidas/importantes para fazer do que ficar perseguindo "Góias" pela rua, não é mesmo? Que tal um texto escrito a dois para felicidade dos seus leitores?;) Grandes beijos!! "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gerusa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerusa, foi divertido. É sério! Não para a Góia, é claro. Sabe que começo a simpatizar com a pobre moça? Quanto ao texto a dois, é um desafio e tanto, já que eu e Edmund escrevemos em estilos completamente diferentes, mas adorei a idéia! Falei para ele "Eu quero escrever um texto contigo" _e ele: "Eu quero escrever um texto. Meu problema é bem mais elementar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Agora me diga josephine, vc se auto compara às antigas admiradoras de edmund, ou tem medo que edmund faça isso contigo ? Josephine enfrenta um grande universo de preservação ? Josephine não se importa ? A pedra que estava no sapato de Josephine é maior que toda estabilidade de seu caminhar ? Afinal Josephine vc tem medo de flores mortas se transformarem vivas mesmo mortas ? "&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oculto x&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade para resumir eu poderia responder apenas "não" a todas as perguntas, mas serei boazinha com o Oculto x e o responderei no corpo do texto a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Só queria saber o q Edmund achou dessa operação "caça Góia" Beijinhossssss&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Clau, ele não se manifestou sobre o assunto. Para te dizer a verdade acho que o Edmund me acha meio maluca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas você não explicou se ela chegou a ser alguma coisa do Edmund-U-DUL-1... hehehe.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Verme-U-RMN-2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Verme, deixei implícito. Mas explicitarei no corpo do texto também.&lt;br /&gt;A Góia só não namorou Edmund porque ele não quis. Ela vivia em negros lugares, sob profundas trevas enquanto Edmund....bem, vocês sabem como Edmund é divertido, gosta de viver, de descobrir as coisas com bastante luz. Mas ela tentou. E sim, posso dizer que tentou o suficiente para que fizesse parte da história de Edmund, do caderninho invisível em que consta o nome de todas as Góias que já passaram pelo caminho de nossos namorados. Ela é uma ex, mas é uma ex qualquer coisa, não ex namorada, não houve título para ela, coitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho medo de um ressuscitamento de flores mortas mesmo porque, no caso dessa flor, sinceramente não acho que já tenha sido viva algum dia. Josephine não tem medo, o que Josephine tem é uma profunda raiva de não poder apagar todos os registros anteriores de Edmund, Josephine gosta de ser o presente e o futuro de Edmund, mas não se conforma de o passado dele pertencer a Góias. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto À beleza, por favor, compreenda, nada há de metafórico nisso, a guria é bonita fisicamente falando e só não a encarei porque precisava ir a um cyber café postar aquele texto e não poderia voltar para seguí-la. Edmund me assegura que sou mais bonita do que ela; eu sinceramente não acho, mas pouco me importa. Sei de minha beleza física sim, mas principalmente de minhas outras qualidades, que o fizeram se apaixonar por mim e não por ela. Alguma vantagem devo levar nisso tudo, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o desenho da Góia, que eu tinha prometido. Nunca dá para saber se ela está indo ou voltando, nem sei se ela é assim de verdade, mas na minha cabeça é assim que ela é:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/1600/Goia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/400/Goia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai um retrato falado dela, não sei se alguém conseguiria pegá-la através dessa figura, provavelmente Edmund não achará nada parecido, mas foi como ficou gravado seu rosto em minha memória durante os parcos segundos que a vi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/1600/retrato_goia.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/400/retrato_goia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus profundos agradecimentos ao pessoal que comentou: GlassjaVV (ainda não sei se a outra Góia tem os dois lados do rosto), Shigue (Exagero seu, não sou ciumenta, sou só curiosa), Butterfly (Se eu caísse na gargalhada a guria certamente me internaria, preferi não correr o risco), Verme (Ainda não sei se ela tem olhos e sobrancelhas. Dá mesmo para descartar a hipótese?), Gerusa (É, talvez eu tenha coisas mais importantes e divertidas para fazer. Só preciso saber o quê :) ), Oculto x (Fiquei mais assustada com seu comentário do que a Góia com rosto unilateral ficou com minha presença), Moreno (Tentarei igorá-la, prometo...que tentarei.), Livs (Puxa, seu caso deve ser pior, ao menos o Ed não gostava da Góia. Ah, adorei o "ar bairral"...risos) e Clau (Operação "Caça Góia"?? Fantástico nome!! Adorei.) . Se mais alguém quiser comentar, vá em frente! Gostei muito, estão retomando a boa forma, amei o humor apurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar,copio aqui o comentário que deixei lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qual outro lugar tem leitores tão espirituosos? Josephine está rindo até agora e se prepara para responder as perguntas mais torturantes dos leitores. Quem ainda não comentou, esteja à vontade, estou preparando outro post nesse exato instante. Respeitosos beijos a todos e muito obrigada pela preciosa colaboração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Josephine ButterFly&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113866721918471509?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113866721918471509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113866721918471509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866721918471509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113866721918471509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/01/sobre-gia-algumas-coisas-devo.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113864480245679817</id><published>2004-01-16T08:23:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:38:35.996-08:00</updated><title type='text'>Perseguição Implacável</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou nem um pouco ciumenta, muito pelo contrário, mas se tem uma coisa que me deixa frustrada é não poder apagar o passado de Edmund, mesmo que não signifique mais absolutamente nada para ele. Taí uma coisa com a qual ainda não consegui lidar. Vocês sabem o quanto Edmund é cativante, inteligente, interessante, extremamente sedutor (ainda que ele não saiba disso) e bonito. Sim, Edmund é bonito. Se não for bonito, ao menos disfarça muito bem. Eu o acho bonito, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ele ser tudo isso, durante suas andanças por este mundo, por outras dimensões e instituições psiquiátricas, esse moço de olhos verdes arrebatou diversos corações (e outros órgãos não menos importantes, como fígados, estômagos, cérebros, pulmões...) de moças assanhadas (e de algumas comportadas também). Perto de minha casa habita uma dessas moças. Edmund me mostrou tal criatura um dia desses, despretensiosamente, a pedido meu, certamente julgando tratar-se de mera curiosidade. Não deixa de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que eu só via a tal guria de costas. Devo dizer que ela tem bastante cabelo. A bem da verdade cheguei a pensar que da cintura para cima ela fosse só cabelo (prometo desenhá-la aqui assim que me sobrar um tempinho), precisava vê-la de frente para saber se, afinal, ela tinha ou não um rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias e dias, noites e noites, semana após semana procurei encontrá-la e nada. Passei duas noites em claro atrás de uma árvore em frente à casa dela, mas só o que consegui ver foi aquele terrível emaranhado de fios negros (estou sendo cruel, emaranhado de fios é meu cabelo, o dela é bem soltinho, o que, devo dizer, piorava a visualização) que cobria-lhe o rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disfarcei-me de moita, colando uma infinidade de folhas por meu corpo e, agachada, a segui durante algumas horas até que ela entrou em um prédio e de lá não saiu mais. Provavelmente saiu quando, sem perceber, cochilei entre um coaxar e outro do sapinho que saltava entre minha folhagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava magra, pálida e abatida, olheiras imensas, profundas e escuras adornavam meus belos olhos vermelhos, os quais eu mal conseguia manter abertos. Começava a tremer, mal conseguindo sustentar meu corpo sobre minhas pernas. Precisava ver o rosto daquela lambisgóia, mas não conseguia dar mais nenhum passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esgotadas minhas forças, via a vida esvaindo-se de mim a cada respiração ofegante. Concluí, em um breve momento de lucidez, que ela não valia tamanho sacrifício. Concluí ou minha cama concluiu por mim, não sei. Desabei sobre o colchão e desacordada fiquei por três noites seguidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei no quarto dia, revigorada, tomei um longo banho, comi um reforçado café da manhã e notei que minhas belas (e modestas) feições tornaram a ocupar meu rosto, elas e róseas bochechas tomaram o lugar daquele aspecto cansado que ostentara durante quase um mês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Novamente bela e com todo o frescor de minha esfuziante juventude, resolvi passear despreocupadamente. No meio do caminho notei que alguém me seguia. Ao olhar para trás reconheci aquele cabelo. Era a Góia (Apelido carinhoso para Lambisgóia)!! Deixei que passasse à minha frente e a segui até o ponto de ônibus. Lá fiquei cerca de meia hora e descobri que ela tinha rosto!!! Ou ao menos parte dele, já que não vi o lado esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia não ser feia, embora tenha feito uma expressão assustadora ao perceber-se observada por mim. Geralmente as mulheres têm sensores apuradíssimos que permitem identificar em menos de um segundo todos os pontos críticos e possíveis qualidades de suas concorrentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, não possuo tal capacidade. Por isso não me resta outra alternativa senão olhar fixa e demoradamente a criatura até gravar o maior número de informações que conseguir em meus registros de memória. Tal recurso porém, exige o total abandono de qualquer tipo de discrição ou sutileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui gravar os seguintes tópicos: ela tinha uma pele esquisita, braços roliços, não era gorda, mas tinha clara tendência a engordar, olhos pequenos, sobrancelhas mal desenhadas, cabelos tingidos de preto, finos, lisos com discreta ondulação nas pontas, bem tratados e com balanço. É mais baixa do que eu e não estava feliz em me ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena ter conseguido gravar tão pouca coisa, mas achei que fosse o suficiente para identificá-la das próximas vezes que a visse. Finalmente ela pegou o ônibus e pude continuar minha caminhada. Não pretendia seguí-la de novo, embora precisasse vê-la outra vez para saber se ela possui os dois lados do rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo para o supermercado hoje pela manhã deparei-me com outra moça, de características parecidas, porém com a mesma calça com a qual eu vira a garota de costas enquanto estava com Edmund. Era ela!!! Seguira a pessoa errada ontem, agora sim estava frente a frente com a Lambisgóia!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pele branca, um pouco mais magra que a outra, nariz afilado, boca pequena (argh! Ela é bonita!!!) e...óculos escuros. Tenho certeza, agora sim, de que era ela!! As outras características todas batem, exceto uma coisa: essa estava de óculos escuros. Imensos óculos negros que cobriam-lhe os olhos e as sobrancelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, ao menos agora sei que ela tem os dois lados do rosto. Mas ainda preciso encontrá-la novamente para saber se tem olhos e sobrancelhas, só por curiosidade. Depois, prometo, a deixo em paz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113864480245679817?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113864480245679817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113864480245679817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113864480245679817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113864480245679817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/01/perseguio-implacvel.html' title='Perseguição Implacável'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113864472328768240</id><published>2004-01-09T21:43:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:07:14.926-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o último post de hoje (tudo bem, foi o único) lembrei-me de um post que Edmund escreveu no Patota's&lt;br /&gt;em Setembro e que talvez nem todos vocês tenham lido. Como tudo o que Edmund escreve, esse texto é muito bom e não merece estar jogado no submundo dos arquivos do Patota's Place. Então, resolvi fazer o que (não) sou paga para fazer e colá-lo aqui para vosso deleite. Espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sábado, 20 de setembro de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caríssimos amigos do Patota's Place,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, realmente eu sumi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como todo indivíduo suminte (suminente? sumidante? sumidouro? sumiriente? nenhuma das alternativas?) que se preza, reapareci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumir e não reaparecer deve ser de uma tristeza tão profunda quanto sumir e reaparecer em algum lugar deserto. Felizmente reapareci em meio aos viventes, coisa que me enche de júbilo e satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como todo ser suminte (resolvi adotar essa forma para o meu disforme desvanecimento), vivo agora, em meus instantes iniciais de súbita reexistência, a me desculpar pelos meus indesculpáveis modos. Sim, ó nobre povo do Patota's Place, rogo que aceitem esse indivíduo lunático e desvairado em vosso meio novamente (pelo menos até o meu próximo sumiço que, embora não esteja sendo premeditado de forma alguma, mas sabendo das conexões alucinadas entre meus neurônios, inevitavelmente ocorrerá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, aqui estou. É bem verdade que não posso estar certo disso, já que nunca estou certo de nada. Mas acho que sim. E se aqui estou hoje, grande chance há de que muito brevemente tal fenômeno se repita, embora repetitibilidade não seja uma das minhas mais eminentes características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nessas minhas sumidas, muitas coisas eu aprendi. Descobri que por mais longe que eu fosse e por mais sozinho que eu procurasse estar, sempre estava muito perto de mim, sempre. Isso me fez crer profundamente, durante um bom período, que eu estava em todos os lugares ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei de todas as forma desvencilhar-me de mim mesmo. Fui para lugares onde poucos seres humanos se aventurariam. Escalei montanhas intransponíveis e desci às profundezas gélidas do mar, e em todos esses lugares... lá estava eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal fato, certamente, muito perturbado me deixou. Passei a temer sobremaneira essa minha onipresença. Se eu realmente me encontrava em todos os lugares ao mesmo tempo, coisas horríveis poderiam estar acontecendo comigo sem que eu tivesse a menor consciência disso. Passei a olhar obsessivamente todos os jornais para certificar-me de que nada de mais grave vinha acontecendo com minha pessoa por esse mundo a fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alucinado (coisa muito comum em meus dias), tive a idéia de telefonar para casa na intenção de falar comigo mesmo. Não atendi. Cri que eu estivesse então tomando banho ou que houvesse saído por alguns minutos. Liguei para vários lugares aonde gosto de ir e perguntei se eu estava por lá. Recebi muitas negativas. A bem da verdade, não recebi nenhuma positiva, o que não me deixou nada neutro nessa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntando os pedaços, pude então compreender que eu não era onipresente. Longe disso, eu vinha sendo até bem ausente nos últimos tempos. Pude constatar que, na realidade, eu vivo mesmo é me perseguindo. Para aonde eu vou, eu vou atrás. É quase um caso de polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, enquanto eu me mantiver assim, inofensivo, só me acompanhando, acredito que não haverá maiores problemas. Mas estou, é verdade, tentando me convencer a não somente me seguir. Perguntei para mim mesmo se eu não gostaria de continuar escrevendo no blog, pelo menos de vez em quando, já que minhas rotinas reais e imaginárias estão ocupando quase todo o meu tempo. E como aparentemente eu tenho bastante tempo livre para ficar me seguindo, creio que mataríamos dois coelhos com uma cajadada só (mesmo que matar coelhos a cajadadas seja uma técnica bem rudimentar e pouco eficiente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que entendi a mensagem, eu acho. Mas como eu disse, não tenho certeza de nada, nem de que eu não tenha realmente certeza de nada, de forma que isso me parece fazer ter certeza de algo. Ou não. Ou talvez. Sei lá. Mas deixa assim por hoje, senão vai ficar parecendo perseguição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviado por Edmund Bonaparte&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113864472328768240?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113864472328768240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113864472328768240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113864472328768240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113864472328768240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/01/aps-o-ltimo-post-de-hoje-tudo-bem-foi.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113864462415438684</id><published>2004-01-09T16:24:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:06:35.030-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo vai passando e começo a achar que tenho mais coisas em comum com o Edmund do que costumava supôr. Essa nítida sensação de não pertencer a este mundo (porque não pertencemos mesmo) e, pior (ou melhor), a certeza de pertencer a outro mundo, com regras completamente diferentes das que costuma-se seguir por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estranhamento a tudo o que é considerado normal, que me atraiu nele, existe, em menores proporções, também em mim. A certeza da existência de coisas que ninguém realmente acredita que existam, a insistência em dizer que algo é assim quando as pessoas insistem em acreditar no que vêem, todas as nossas afinidades passam pelo que as outras criaturas considerariam maluquice, mas que são nosso elo de ligação mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei da dar os antialucinógenos a Edmund para ver se ele tornaria a alucinar, porém, não é do dia para a noite que isso acontece, muito pelo contrário, eita coisinha difícil de sair da corrente sanguínea de alguém! Já fazem quatro dias e a esperança tarda, mas não morre. Espero, para breve, o retorno de Jedi.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113864462415438684?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113864462415438684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113864462415438684&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113864462415438684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113864462415438684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/01/o-tempo-vai-passando-e-comeo-achar-que.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113864358542648762</id><published>2004-01-04T20:39:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T18:43:12.653-08:00</updated><title type='text'>Boa idéia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desculpem a demora. Seguindo o conselho do Shigue, após esgotarem-se todas as outras alternativas (como ficar falando vinte horas por dia no ouvido do Edmund para convencê-lo a voltar a escrever), decidi que a partir de hoje não dou mais a medicação do Eddie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, decidi suspender os antialucinógenos e seja o que Deus quiser! Quem sabe assim ele volta a escrever? Me disseram que é muito arriscado suspender a medicação desta forma, mas eu tenho que tentar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É minha última cartada. Se nem assim ele voltar, desisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer progresso aviso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="javascript:goToComments('18383283')"&gt;Ou alucine aqui: &lt;script&gt;getComments('18383283');&lt;/script&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113864358542648762?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113864358542648762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113864358542648762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113864358542648762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113864358542648762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2004/01/boa-idia.html' title='Boa idéia'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113857897962505700</id><published>2003-12-31T13:37:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:05:12.896-08:00</updated><title type='text'>Sobre a dor de Josephine</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou triste. Muito triste porque ando sozinha neste blog, bastante desanimada por não saber o real motivo de Edmund não estar escrevendo mais. Com a nítida certeza de que tenho algo a ver com isso. Não me perguntem o quê, mas tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando você sabe que há algo de errado relacionado à sua pessoa que atrapalha a vida de alguém? Tento falar com ele sobre o assunto até o ponto em que me sinto chata, coisa que não é muito difícil em se tratando de Josephine ButterFly.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci chata. E isso faz tanto tempo que nem tem mais como consertar. Chatice de quase vinte e quatro anos é praticamente impossível de reverter. Muita chatice acumulada. Ainda que Eddie diga que não, eu sei que ele se cansa com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que este não é o melhor lugar para despejar minhas lamúrias, mas é que me doem os ossos quando sinto que estou sendo chata, pressionando, nem sei. Dói-me até os ossos pensar que ele não escreve, buscar algo novo nos textos antigos e descobrir que já tirei deles tudo o que eu podia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo não quero que ele escreva nada que não seja verdadeiro, nada por obrigação, porque estou pedindo. Doem-me os ossos (dos braços, na maior parte das vezes), literalmente, por não poder entrar dentro do cérebro dele e tirar aquele texto que sei que está lá. Ao menos não tentarei fazer isso, temo que ele não sobreviva se eu entrar em seu cérebro. Melhor não arriscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas horas eu queria que alguns de vocês estivessem certos (se é que ainda há alguém que pense assim), gostaria de ser o Edmund, para fazê-lo voltar a escrever ou ao menos saber o real motivo de ele ter parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo. Nunca consegui. Talvez por sempre ter escrito, nos momentos bons e nos ruins, em tempo de alegria ou de tristeza, de tempestade ou de calmaria. Ele não. Começou a escrever por acaso e temo que por acaso também tenha parado. Temo que seja definitivo. E não acredito nele quando diz que não é porque de vez em quando mente. Mente sabendo e mente sem saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que hoje estou triste. Eu deveria estar feliz, me desculpem, não consigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113857897962505700?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113857897962505700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113857897962505700&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857897962505700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857897962505700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/sobre-dor-de-josephine.html' title='Sobre a dor de Josephine'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113857891390694766</id><published>2003-12-26T16:26:00.000-08:00</published><updated>2006-04-16T10:08:32.936-07:00</updated><title type='text'>A Mudança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desculpem a demora, eu deveria ter avisado. Achei que conseguiria fazer tudo de forma tranquila, ordenadamente e que nada sairia de minha rotina. Lêdo engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentei uma mudança e achei que ela em nada alteraria meu dia-a-dia. Pobre de mim. Troquei minha antiga moradia por um apartamento um pouco menor, perto da casa do Edmund. Infelizmente estamos tendo sérios problemas com a instalação da linha telefônica (ou melhor, a falta dela) e, consequentemente, meu acesso a este blog está sendo possível graças a uma daquelas casas de acesso equipadas com uns quinze computadores e centenas de pessoas querendo usá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund me auxiliou com a mudança, fez questão de envenenar todo o apartamento para que não houvesse nem a sombra de algum inseto pernicioso que quisesse tirar-me a vida ou impossibilitá-la de seguir seu curso em paz. No entanto, o único inseto a passar mal com o tal veneno fui eu. Cupins felizes e satisfeitos me cumprimentaram hoje cedo enquanto iam para o refeitório devorar a porta da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, não me recordo muito bem, mas não me lembro de citarem cupins em "Highlander", só o que sei é que, fãs incondicionais dos Bee Gees e da Celine Dion, três cupins vestidos de preto, com chapéus e óculos escuros entoaram, melodiosamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Staying alive&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Staying alive&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ah- ah- ah- ah staying aliive"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada pude fazer, estirada no carpete, demolida, intoxicada pelo poderosíssimo inseticida espargido por Edmund em todos os cantos do diminuto apartamento. Nada pude fazer a não ser contemplar o belo trio ser acrescido de uma cupim de vestido longo, cabelos ao vento e olhos esbugalhados que entoou com eles a canção "Immortality" para, logo após, a pedidos, cantar uma música que ficou famosa ao ser trilha de um filme em que um imenso e suculento transatlântico afunda fazendo com que um belo casal de jovens cupins se afogue após jantar a proa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113857891390694766?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113857891390694766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113857891390694766&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857891390694766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857891390694766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/mudana.html' title='A Mudança'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113857885533446623</id><published>2003-12-26T16:25:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:04:30.020-08:00</updated><title type='text'>Atendendo a pedidos:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quinta-feira, Maio 08, 2003&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/1600/menina.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/400/menina.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao passar no supermercado, comprei algumas latas de sardinha, pois possuo imensa afinidade gástrica com elas (com as sardinhas, não com as latas). Ao chegar em casa e abrir uma delas, pude constatar que havia um espaço abundantemente grande lá dentro, sendo que esse espaço estava mal e parcamente preenchido por sardinhas.&lt;br /&gt;Lembro-me bem que outrora tais recipientes eram de uma densidade populacional tão alta que fariam Tókio parecer um campo de golfe em dia de chuva. No entanto, agora era quase possível ver os prateados peixinhos nadando livremente no óleo comestível. A expressão "lata de sardinha" havia mudado diametralmente de sentido. Não se poderia mais dizer que isso ou aquilo era apertado como uma lata de sardinha, ao contrário, todos iriam querer que suas casas, automóveis e outros bens fossem como latas de sardinha, bem espaçosos.&lt;br /&gt;Não acreditei em meus olhos. Aquilo só poderia ser uma alucinação. Mas não era possível, eu havia tomado minha medicação.&lt;br /&gt;Abri outra lata, e outra, e outra, e outra. Todas iguais. Algo profundamente estranho estava acontecendo.&lt;br /&gt;Formulei várias teorias para tentar explicar o fenômeno do espaçamento intersardinhal e cheguei à única conclusão racional possível: era tudo conseqüência da expansão do universo!&lt;br /&gt;Todavia, no relato do dia dezesseis de abril, comentei sobre a incontestável prova do encolhimento do universo. A trama se complicava. Aparentemente, as teorias se contradiziam. Estaria o universo encolhendo a uma taxa assustadora, ou estaria nosso cosmos expandindo suas fronteiras incessantemente?&lt;br /&gt;Meditei algum tempo sobre o assunto e entre uma sardinha e outra (eu tinha aberto 5 latas) formulei meu novo modelo cósmico.&lt;br /&gt;O universo estaria, sim, expandindo-se. E ao mesmo tempo estaria contraindo-se.&lt;br /&gt;Era óbvio. Somente um universo com zonas de expansão e contração agindo simultaneamente no espaço-tempo explicaria as estranhas aberrações espaciais que eu presenciava.&lt;br /&gt;Visivelmente, a contração e a expansão do universo estavam restritas a algumas áreas, como cinemas e fábricas de sardinha em lata, e ainda assim em pequena escala.&lt;br /&gt;Todavia, se minha teoria estiver correta, estriamos correndo um sério risco pessoal caso a tendência se concretizasse e iniciasse o aparecimento de áreas maiores e com taxas de encolhimento ou expansão de maior significância.&lt;br /&gt;Imagine-se dormindo tranqüilamente em sua cama tendo sua cabeça dentro de uma zona de expansão e o resto de seu corpo em uma zona de encolhimento. Ao acordar pela manhã, você tentaria levantar e subitamente sua gigantesca cabeça cairia no chão enquanto seu psicodélico corpinho seria balançado pelos ares feito um João-Bobo às avessas. Ou pior, mergulhado no desespero e tentando equilibrar-se em suas insignificantes perninhas, você sairia correndo de seu quarto e ficaria com a cabeça entravada nos marcos da porta, somente conseguindo libertar-se após um pedreiro vir e quebrar a parede.&lt;br /&gt;Tal futuro pareceria tenebroso mesmo àqueles com nervos de aço, e deixaria enjoado até àqueles de estômago forte.&lt;br /&gt;Falando em estômago, acho que esse monte de sardinhas que devorei não me fez muito bem. Com licença...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;postado por: EDMUND BONAPARTE 12:04 AM&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113857885533446623?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113857885533446623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113857885533446623&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857885533446623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857885533446623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/atendendo-pedidos_26.html' title='Atendendo a pedidos:'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113857872867369762</id><published>2003-12-20T02:20:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:03:59.720-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem, eu confesso, fiquei esse tempo todo em silêncio para ver se alguém sentiria a minha falta. Como ninguém deu a mínima para o meu desaparecimento resolvi voltar. No entanto nem todos gozam do profundo desprezo dos leitores deste blog. Um leitor em especial, Thiago Dhatt, tem sido aclamado por uma horda de fãs nos comments deste blog por ter desaparecido após um período de intensa atividade comentativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também senti a falta de tão falante criatura, mas devo advertí-los que muitos e muitos outros leitores também seguiram esse árduo destino. Para citar apenas alguns que costumavam ser frequentes e hoje entraram para o rol de pessoas desaparecidas, André (os dois Andrés), Rosenthal, Livs, Heiter (Van), Tustra e todas aquelas pessoas que deixaram seus comentários nos posts dos últimos oito meses (já disse que li este blog- e os comments- umas trinta vezes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns, firmes em seu apoio e solidariedade continuam, vez ou outra vindo aqui e deixo meu mais sincero abraço a criaturinhas tão gentis, M16, Egometipse, Moreno, Demetrius, Meazinha, Dostoiévski, Aldy, Pera, Verme, Clau, Jessica....muita gente, devo ter me esquecido de diversos nomes. Além, é claro, dos leitores novos, que este Diário adquiriu após a minha chegada, Blanda, Mirianne, Paulo, Marcinho, Mariana e tanta gente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu esqueça nomes de propósito, para que vocês reclamem e eu possa vê-los (ou lê-los), talvez Thiago Dhatt tenha sumido para que sintamos a falta dele e clamemos por seu retorno. Sei que ele volta, ou ao menos espero que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmund ainda está estranho, mas já me revelou o grande segredo. Estava eu em minha casa dia desses quando ele apareceu (milagre, geralmente espera que eu vá até ele) e me convidou para ir à pizzaria. Gostamos muito desses programas engordativos, apesar de nenhum de nós dois termos facilidade de acumular gordura no corpo (ou em qualquer outro lugar), o que nos faz sair desses lugares profundamente frustrados (e empanturrados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o programa estava muito romântico, conversávamos, comíamos e falávamos sobre diversas coisas, mas nada do Edmund revelar o grande mistério. Enfim, entre a pizza de chocolate e a de prestígio, ele tirou uma caixa do bolso.&lt;br /&gt;-Jose, já há algum tempo tenho pensado nisso, não é de meu interesse arranjar outra namorada, visto que esta é uma empreitada bastante cansativa e extenuante. Para mostrar a solidez do nosso relacionamento, achei que seria de bom tom aceitar uma certa sugestão que me fez há algum tempo e comprei esse par de alianças prateadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu a caixa e lá estavam elas: duas alianças de prata reluzente, uma delas querendo pular para meu dedo. Como manda o figurino (embora não conheça esse senhor autoritário), Edmund colocou a aliança menor em meu dedo anular direito e eu coloquei a maior em seu dedo correspondente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo que isso tenha sido novidade para mim, não foi. Há quase dois meses sugeri que comprássemos as tais alianças, mas Edmund simplesmente não conseguiu. Espero que um dia ele explique isso a vocês, mas Edmund tem um certo pavor de entrar em lojas desconhecidas, diz que os objetos ameaçam se atirar em cima dele. Entramos na joalheria e logo fui arrastada para fora por ele, que garantiu: os relógios, as jóias e os óculos estavam querendo se jogar sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui alguns avanços, por exemplo, entrei em uma loja de cosméticos com ele, que insistiu em me comprar um batom de presente. Apesar dos perfumes, cremes e maquiagens ameaçarem se atirar sobre Edmund, ele manteve a calma e conseguiu pagar e retirar-se, tranquilamente, daquele lugar. Foi uma vitória. Só gostaria de saber como é que ele fez para conseguir comprar, sozinho, as tais alianças. Não quis me dizer, talvez eu não saiba jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma coisa que me ocorreu agora, sobre os leitores desaparecidos, Thiago Dhatt, principalmente. Talvez, e só talvez, eles estejam incluídos nessa terrível estatística revelada pelo Edmund no post que transcrevi abaixo. Infelizmente, se for verdade, jamais saberemos pois tais indivíduos agradáveis devem estar irreconhecíveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113857872867369762?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113857872867369762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113857872867369762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857872867369762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857872867369762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/tudo-bem-eu-confesso-fiquei-esse-tempo.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113857499258773033</id><published>2003-12-20T02:19:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:03:25.610-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para comemorar os oito meses deste Blog nesta semana de aniversário re-postarei alguns célebres posts do Edmund. Se quiser sugerir algum post que "vale a pena ver de novo" nesta página principal, manifeste-se pelos comments ou pelo e-mail&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Terça-feira, Maio 13, 2003&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/1600/cachorro.0.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/400/cachorro.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava folheando algumas revistas e acabei deparando-me com uma antiga ilustração de um comercial de salsicha. Parecia realmente deliciosa aquela salsicha, colorida e enfeitada por linhas onduladas de mostarda e ketchup. Tudo em um ambiente altamente higienizado e apresentado por modelos de saúde e aparência impecáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ao recordar minhas experiências neste planeta, não posso ignorar o fato de que nem tudo é o que parece ser. A bem da verdade, quase nada o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso porque a salsicha, dependendo de sua procedência, pode conter absolutamente de tudo em sua composição, sem que isso altere seu gosto ou sua aparência. Ela poderia conter até plutônio e urânio enriquecido, caso isso a tornasse mais barata (coisa que, para nossa felicidade e de nossos genes, não ocorre). Todavia, existe uma gama quase infinita de materiais (abomináveis em sua maioria) que podem ser adicionados em sua fórmula e que a tornam mais econômica e lucrativa para seus fabricantes, isso sem falar nos nitritos, nitratos e em outras substâncias altamente questionáveis utilizadas em sua conservação.&lt;br /&gt;A lista de elementos aproveitáveis iria de matérias sem valor nutritivo, como celulose, até animais domésticos, como cães e gatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando nisso, uma estatística que ouvi algum tempo atrás retornou ao meu consciente. Soube que, só no Brasil, cerca de cinco mil pessoas desaparecem todos os anos. Seriam mais de duzentas mil criaturas humanas a sumir da face da terra sem deixar vestígios. Parte desses desaparecidos é composta de pessoas que fugiram de seus lares e resolveram desvanecer-se por livre e espontânea vontade. Muitas teorias existem para explicar os casos restantes, que iriam desde conspirações governamentais a abduções alienígenas.&lt;br /&gt;Minha teoria é bem mais simples. Eu acho que essas pessoas simplesmente viram salsicha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lógico. Qual outra fonte de proteínas seria tão abundante, barata e levantaria menos suspeita, caso desaparecesse, do que seres humanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se resolvessem utilizar somente os animais que vagam pelas nossas cidades e matas, veriam que a oferta é pequena e de difícil captura, mas se, ao invés disso, resolvessem roubar gado ou outros animais domésticos, esses fabricantes inescrupulosos em pouco tempo teriam todos as forças da lei e da justiça em seus calcanhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conscientes de que a vida humana e seu bem estar não possui muito valor perante os olhos da justiça e dos órgãos responsáveis pela sua promoção (a não ser no papel ou em relação aos indivíduos em destaque na sociedade), e sabendo que a quantidade de matéria prima disponível é imensa, fica claro que humanos seriam uma fonte de excelentes lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, ao comer aquele cachorro-quente que tanto lhe enche de felicidade, lembre-se que você pode estar devorando seu semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você tenha um estômago de aço e não lhe seja possível viver sem esse tipo de lanche, tente imaginar que o indivíduo embutido ali naquela salsicha seja alguém como Saddam Hussein, ou outro genocida que lhe agrade mais ao paladar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;postado por: EDMUND BONAPARTE 7:45 AM&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113857499258773033?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113857499258773033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113857499258773033&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857499258773033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857499258773033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/para-comemorar-os-oito-meses-deste.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113857469188522977</id><published>2003-12-16T03:57:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:02:38.736-08:00</updated><title type='text'>Cinema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como todos puderam constatar, não cometi grandes atrocidades na alteração de links. Acredito que todos concordem, pois ninguém me escreveu reclamando....nem elogiando, a bem da verdade, ninguém me escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos passeios que Edmund e eu mais gostamos de fazer, principalmente em dias chuvosos, é ir ao cinema. Felizmente depois que começamos a namorar ele não teve mais incidentes como os que relatou neste post &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_05_01_archive.html#Agruras_cinema" target="_blank"&gt;(20 de Maio)&lt;/a&gt; , ao menos não que eu me desse conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente de outros casais de namorados, quando Edmund e eu vamos ao cinema é para ver o filme. É claro, apreciamos a companhia um do outro e ir ao cinema é um belo pretexto para sentarmos juntinhos e....assistirmos o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, querendo ou não, eventualmente passamos por situações que desviam nossa atenção da grande tela e, consequentemente, desviam a atenção de todos os indivíduos que estiverem sentados ao redor. De aporrinhado Edmund passou rapidamente à condição de aporrinhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primeira vez em que fomos ao cinema Edmund, por alguma razão não revelada, comprou dois pacotes enormes de pipoca e dois copos igualmente enormes de refrigerante, além de chocolates (imaginando, acertadamente) que tudo aquilo caberia em meu delgado espaço intra-gástrico. O problema é que somos dois desastrados e com aquele volume de produtos alimentícios, eventualmente algum desastre aconteceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os chocolates engataram uma missão suicida e, como Camicases, atiravam-se na escuridão e lá ia eu descer da poltrona e tatear em busca da guloseima perdida. As pipocas, por alguma razão desconhecida, recusavam-se terminantemente a entrar em minha boca e jogavam-se ao chão, à semelhança dos chocolates. Até que em certa hora, tentando equilibrar todas aquelas coisas em meu colo, o saco de pipoca parcialmente cheio adernou, derramando quase todo o seu conteúdo em meu colo, minhas pernas e o chão. Como permanecer sério diante disso? Nem eu nem Edmund conseguimos tal proeza e tivemos um pequeno acesso de riso abafado, daquele tipo de risada disfarçada que chama ainda mais a atenção e incomoda milhares de vezes mais do que uma sonora gargalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra ocasião o filme estava tão bom que perdi o fôlego. O cinema era lindo e caro, mas provavelmente os ácaros residentes no filtro do ar-condicionado estavam comemorando Bodas de Prata naquele dia, fazendo a belíssima dança do ácaro flutuante. Minha bronquite-alérgica-quase-asmática-histérica, eufórica com tão maravilhoso balé (de tirar o fôlego mesmo) aplaudiu, extasiada, ao som de "Take My Breath Away"....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso dizer que Edmund ficou ligeiramente desesperado e duvido que tenha prestado atenção decentemente ao filme. Mas eu estava bem (apesar de não conseguir respirar), queria ver o filme, sabia que sobreviveria. O chato dessa sessão é que adepois dela todas as vezes que vamos ao cinema ele me interrompe de quinze em quinze minutos para perguntar se estou respirando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, tudo muito bom, sempre nos divertimos demais e de vez em quando eu o atrapalho com um beijo ou algum comentário odioso sobre o filme (também detesto quando sento ao lado de alguém que fica dando opinião sobre a história no meio da cena), mas em linhas gerais, nos comportamos bem. Sempre que nos levantamos, nunca entendo o porquê, existem milhares de pipoquinhas forrando o corredor em que estávamos sentados e alguns vizinhos ligeiramente furiosos que saem de uma comédia com cara de velório. Nada posso fazer...ao menos nos lembramos de desligar nossos celulares, o que já é grande coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase nunca, porém, nos lembramos de religar depois, mas esse é outro problema, irrelevante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113857469188522977?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113857469188522977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113857469188522977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857469188522977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857469188522977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/cinema.html' title='Cinema'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113857441409781956</id><published>2003-12-16T03:10:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:02:11.513-08:00</updated><title type='text'>E se eu não lembrasse?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que alguém se lembraria? Hoje este blog está fazendo oito meses de vida!!! (Segundo Edmund, blogs são seres vivos) Pretendo escrever algo mais comemorativo outra hora, com desenho de bolo, essas coisas festivas, inclusive um post especial sobre o Diário de um Lunático. Por agora deixo vocês com o primeiro post deste blog, do dia 16 de Abril de 2003. E até a meia-noite do dia 16 (ou do dia 17 :) ) posto o texto comemorativo. Não sei quanto a vocês, mas eu fico absurdamente eufórica quando leio esses posts. Sou simplesmente enlouquecida pelos arquivos de Abril e, principalmente, Maio. Não que eu não goste dos outros, muito pelo contrário, mas é que esses têm um sabor especial. Chocolate, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Terça-feira, Abril 15, 2003&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/1600/camaroes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4115/354/400/camaroes.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje entrei no blogger da Globo.com pra fazer alguma coisa seja ela qual for.&lt;br /&gt;Acordei legal e continuei assim até que parei de estar assim, o que ocorreu em um dado momento entre o meu despertar e o que existo agora. Não consigo ser mais preciso do que isso. Meu relógio está estragado. Malditos relógios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detesto camarão.&lt;br /&gt;Só há uma coisa que me enfurece mais do que camarão: propaganda enganosa. Se camarão fosse realmente CAMARÃO ele não seria tão pequeninho ou então se chamaria camarinho.&lt;br /&gt;Eu pedi camarão. O sujeito me perguntou quanto eu queria. Eu respondi: "dois". Puxa vida, se um camarão é um CAMARÃO a lógica diz que dois CAMARÕES devem ser suficientes, embora eu não entenda nada de lógica.&lt;br /&gt;Quando eu terminei de fritar meus camarinhos, não deu nem pra encontrá-los no meio do óleo. Graças aos céus eu detesto camarão, senão eu iria passar fome naquela noite.&lt;br /&gt;Espero que o dia de amanhã seja melhor do que o dia de hoje, porque o de ontem foi. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;postado por: EDMUND BONAPARTE 2:32 AM&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113857441409781956?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113857441409781956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113857441409781956&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857441409781956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857441409781956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/e-se-eu-no-lembrasse.html' title='E se eu não lembrasse?'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113857421400955866</id><published>2003-12-13T20:21:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:01:39.823-08:00</updated><title type='text'>Sob (o meu) controle</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sempre assim. Elas começam pedindo um pedacinho da sua unha, daqui a pouco já lhe arrancaram o braço inteiro. Pois é, Edmund me deu as chaves do blog. Entrei me auto-convidei, criei meu próprio login e senha e me promovi a administradora. Até aí nada de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ele me deu carta branca para alterar o que eu quiser por aqui, repetiu o tal do "tudo o que é meu é seu" e frequentemente refere-se a este blog como "Nosso blog". Nosso blog? Sou simplesmente escritora substituta e o substituo muito mal, como pode notar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maaaas, se ele quis assim, então tá. Caneta e papel na mão, comecemos a anotar as reformas que precisam ser feitas. Meu senso histórico não me permite mudar muita coisa aqui, mas encontrei um grande depósito de lixo e como uma déspota desvairada, decidi que organizaria os links.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei em um por um dos blogs linkados (eram muitos) e descobri que milhares deles haviam sido excluídos do Blogger. Deletei-os eu também. Também afastei os que tiraram o link para o Diário (ou alguns, não sei) e outros ao meu bel-prazer (ao todo foram quase trinta links deletados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consertei alguns nomes errados e os coloquei em ordem alfabética, linkados única e exclusivamente pelo nome do Blog. Também acrescentei mais alguns e ainda posso fazer as alterações que quiser. O que fiz foi tirar "o grosso da coisa", ainda hoje passo o pente fino e vejo se há mais um "deletável" na lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou desligada, caso eu tenha deletado seu blog, pode ter sido de propósito, mas pode ter sido sem querer. Se você não acha que eu deveria tê-lo deletado, mande-me um e-mail atenderei às solicitações tanto de re-inclusão, quanto de inclusão (se você não está linkado, mas acha que deveria estar). A política deste blog é a de linkar os blogs que nos linkam, isto é, somos seus amigos enquanto você é nosso amigo. :) Mas também depende do conteúdo. Agora, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como agora existe uma mão feminina a guiar todo esse imenso caos negro de letrinhas brancas, este é um blog-família e eu uma criatura bastante conservadora. Não linkarei blogs que divulguem idéias criminosas nem nada que eu considere conteúdo pornográfico. Também tem que ter link para cá, senão não tem graça nenhuma, como gostarei de você se você não gosta de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrem-se, procurem seus links pelo nome dos blogs, em ordem alfabética. Hoje, mais tarde, farei um novo "upgrade" nesses links, dessa vez com pente fino. E incluirei outros, momento da reciclagem. Espero que ninguém fique bravo comigo, estamos abertos a negociações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hehehehe...o Diário eu já consegui, meu próximo passo será dominar o mundo!!! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Sumiram por quê? Será que eu os traumatizei com o post de ontem? Já passou, viu? Podem voltar a comentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 2: Pleno sábado, Edmund me deixou aqui brincando com os links e desapareceu....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113857421400955866?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113857421400955866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113857421400955866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857421400955866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857421400955866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/sob-o-meu-controle.html' title='Sob (o meu) controle'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113857413789933070</id><published>2003-12-12T04:33:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:01:11.270-08:00</updated><title type='text'>Estranha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei sem vontade de escrever neste blog. Não falei sobre isso com Edmund. Acordei sem vontade de falar com Edmund também. Acordei ligeiramente melancólica e acho que nem deveria acordado, se era para ficar assim. Tendo que reunir pedaços de mim espalhados pela casa. Quanto mais pedaços recolho, mais despedaço minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais do que de repente acordei sem vontade de escrever. Como se eu não fosse digna deste blog, como se ele não fosse meu, como de fato não o é. Às vezes fantasmas sobrevoam como bruxas e não sei se a mulher com a vassoura veio mesmo fazer faxina. A cada camada de poeira que ela diz querer tirar, mais sujeira espalha pela casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Edmund quem a contratou, eu disse que não precisava. Ele não acha que eu deva executar deveres domésticos nesse estado, explico: pessoas que precisam catar seus pedaços não podem varrer pedaços. Correm o risco de varrer a si mesmas. Não quero colar pedaços, quero guardá-los na caixa. E temo que a velha bruxa fantasma resolva misturá-los a outros pedaços e assim eu não consiga guardar todos os pedaços e muitos (ou alguns) permaneçam espalhados por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero todos os pedaços, todos. E ela quer que eu deixe alguns pelo chão. Meus pedaços quero espalhar pelo carpete, todos meus, todos seguros, que nenhum fique para trás, me chamando de volta, não quero. Mas ainda me falta coragem para catar os pedaços. São muitos, pesados, revirar pedaços de mim e me sentir inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que tomei alguma coisa estranha no café da manhã. Será possível que troquei minhas vitaminas por um dos medicamentos do Edmund? Tem um, eu o peguei para jogar fora, vidro muito parecido, uma das reações adversas é confusão mental e também alucinações. O médico suspendeu. Como pode Edmund ter que tomar uma medicação que causa alucinações e outras que as combatem? Se retirar o medicamento que as combate viverá alucinado, mas se retirar o que as causa não precisará tomar os que as combatem. Ou suas alucinações independem de medicação, não sei bem, deveria falar com o médico, mas acho que não estou em condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei sem condições, sem condições de nada. A velha vassoura de piaçava atrás da porta, escondi a vassoura da bruxa, fazendo aquela velha antipatia para que a visita vá logo embora. Aí ela não foi porque não achava sua vassoura, esqueci desse detalhe. Tive que revelar onde ela estava e a velha bruxa continua a rondar. Não será ela a impedir que eu cate os caquinhos que tão cuidadosamente espalhei pelo chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caquinhos, os pedacinhos de nós que sempre deixamos pelo caminho, com pessoas que amamos, em nossas coisas, nossas cartas de próprio punho e tantas outras coisas que testemunham o quanto vivemos, nossa história, nossas raízes....a velha bruxa que ronda nossas mentes e nos impede de voar. Não se preocupem, se troquei os medicamentos o efeito deve passar em breve...breve quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem algo de estranho em minha cabeça. Edmund disse que aquele negócio que ele falou que ia dizer não é uma coisa ruim, mas reiterou que só falará daqui a alguns dias. Talvez isso, talvez isso me deixe um pouco mais confusa e nervosa, catando caquinhos e mandando a tal bruxa ir catar coquinhos na esquina.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113857413789933070?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113857413789933070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113857413789933070&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857413789933070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857413789933070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/estranha.html' title='Estranha'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113857407513112745</id><published>2003-12-11T05:17:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T17:41:06.963-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que tenho uma boa notícia. Fiz amizade com o &lt;a href="http://www.diariodeumlunatico.blogger.com.br/2003_04_01_archive.html#criado_mudo" target="_blank"&gt;Criado Mudo&lt;/a&gt; (sim, isso foi um link, clique). Ele ainda não conversou comigo, mas ando notando algumas atitudes mais amigáveis. Antes, quando eu procurava algo e ao perguntar para Edmund recebia a resposta "está sobre o criado-mudo" imediatamente a coisa em questão desaparecia. Nunca consegui encontrar nada que ele me garantisse estar sobre o criado-mudo. Quando ele ia procurar, encontrava, exatamente onde dissera estar. Por isso passei a desconfiar que o móvel trabalhava contra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, porém, sozinha na casa de Edmund, conversei um longo monólogo com o criado-mudo. Não que eu esperasse uma resposta, mas estava sozinha na casa e resolvi fazer uma tentativa. Vai saber se a coisa realmente era um ser vivo, como Edmund faz questão de apregoar? Percebi que ele me olhava de uma forma mais amigável e pude então dizer a ele o quanto era importante que ele, o cabide e o guarda-roupa me aceitassem naquela casa e que não queria que Edmund fizesse a difícil escolha "ou eu ou os móveis". Poderíamos tranquilamente viver em harmonia. Acho que ele se comoveu. Senti algo diferente, quem sabe podemos realmente ser bons amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Edmund chegou, o percebi ligeiramente estranho, até agora não me disse o que aconteceu, mas falou que está esperando apenas uma decisão importante para me comunicar algo que mudará toda a história que temos vivido até agora. Temo já saber o que é e amanhã conversarei com o Cabide sobre isso. Acredito que Edmund esteja planejando separar-se de mim e talvez até já tenha outra em vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho mesmo que ele pediu outra menina em namoro e está esperando a decisão dela para terminar comigo. Isso me deixou muito angustiada hoje, Edmund passou o dia inteiro calado, dizendo que me explicaria tudo em quatro dias. Tentei contar que estou melhorando meu relacionamento com o criado-mudo e ele apenas sorriu. Apenas sorriu!!! O que significa isso? Detesto quando ele faz suspense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui à noite lá. Precisava conversar com o criado-mudo. Edmund já estava dormindo e a conversa ocorreu em surdina. Falar com o Criado- Mudo me ajudou bastante, voltei para casa bem mais tranquila e confiante de que não é do feitio do Edmund interessar-se por mais de uma mulher simultaneamente. Criado-Mudo tem razão, tenho que deixar de ser tão insegura e ansiosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113857407513112745?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113857407513112745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113857407513112745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857407513112745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113857407513112745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/acho-que-tenho-uma-boa-notcia.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113856568970482222</id><published>2003-12-10T06:46:00.000-08:00</published><updated>2006-01-29T12:14:49.706-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez agradeço os sempre impulsionadores comentários que tanto me enchem de alegria. Moreno e Thiago, fiquei muito triste ao tomar conhecimento do estado deplorável das vossas geladeiras. E Luciana, recheado meu refrigerador estaria se tivesse alguma das coisas que eu procurava. Como não tinha nada, não posso considerar couve e tomatinhos como recheio satisfatório. Kaká, você só come churrasco e cerveja? Temo por um crescimento considerável de sua barriga :) e acho que você também deveria temer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jessica, a insaciável: me pediu o post sobre nossa história, eu fiz, pediu uma foto nossa, eu coloquei, não satisfeita agora pede uma foto mais nítida? Acho que ando te acostumando mal, menina. :) Calma, já foi uma vitória conseguir que Edmund me deixasse postar aquela foto! Sinceramente, não vejo necessidade de fotos nossas nesse blog. Bastam os desenhos e os textos, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcinho, seu comentário me deixou bastante feliz, mas um tanto quanto preocupada. Será que os lactobacilos do Yakult da minha geladeira estão mortos? Agradeço por seu comentário elogioso. Paulo Augusto, também feliz por seu comentário. E estou andando muito com o Edmund, pior, pelo visto parece que andarei cada vez mais. Será isso perigoso para minha saúde mental?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em Yakult e em lactobacilos, lembrei da minha infância. Me recordo que passei anos sem ingerir uma gota sequer de Yakult depois que descobri que ele continha os tais "lactobacilos vivos". Com esse nome, os monstrinhos deveriam ser potencialmente asquerosos. Senti-me ameaçada por tais criaturas microscópicas e sempre que tentava tomar a tal bebida láctea, juro, sentia os tais lactobacilos se mexendo, dançando, preparando algum ritual canibal em meu estômago e a primeira reação era náusea e repulsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos e muitos anos me separaram do Yakult e até hoje não me sinto completamente à vontade com deles, por isso minha pouca comunicação com a bebida. No entanto pretendo administrar o misterioso líquido aos meus futuros filhos. Só não contarei a eles da existência dos animaizinhos dentro do troço que estão tomando. Aliás, não contei ao Edmund também porque acredito que ele teria reação semelhante. Melhor nem arriscar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113856568970482222?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113856568970482222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113856568970482222&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113856568970482222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113856568970482222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/mais-uma-vez-agradeo-os-sempre.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113856563287936228</id><published>2003-12-09T03:41:00.000-08:00</published><updated>2006-01-29T14:07:10.926-08:00</updated><title type='text'>A fome noturna</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho os hábitos alimentares de uma pessoa gorda. Acredito que meu cérebro seja gordo. Ao menos ele. Três horas da manhã e começo a sentir vontade de comer alguma coisa. Abro a geladeira e descubro que não há nada de realmente inútil lá dentro. Nenhum chocolate, nem bolinhos, nem refrigerante, sorvete, bolacha recheada, nada. Até tinha ontem, mas minha sobrinha comeu todo o meu chocolate e as bolachinhas. Convenhamos, com cerca de um metro de altura ela tinha mais direito sobre aquelas guloseimas do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro o armário. Uma caixa mal fechada com restos de Moça Flakes. Sem opção, pego a caixa e volto a sentar em frente ao computador (eu e meus hábitos saudáveis). Meu gato estranha que eu esteja comendo ração à esta hora. Depois de um tempo, também estranho. Não estou gostando muito desse cereal, não está muito crocante e parece sem graça puro, ele fica melhor com iogurte, mas não tem mais iogurte na geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto à cozinha. Abro novamente o refrigerador. Uns pacotes não identificados que tenho certo receio de abrir. Abro uma sacola na última prateleira, láááá embaixo. Uma couve. Uma couve ???? Um pé de couve, para ser mais específica. Não, não me interessa levar um pé de couve para comer em frente ao computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto às primeiras prateleiras. Uma caixa daquelas de sorvete cheia de...tomate cereja! Amo tomate, esses tomatinhos minúsculos então, melhor ainda. Pego um e coloco na boca. Tomates são refrescantes, não sei por que a insistência em tacar sal para acabar com o gosto deles e ficar com uma sede absurda. Como outro. Me vejo sentada ao computador, uma caixa de tomatinhos no colo, devorando-os, um a um. Não, muito estranho. Guardo a caixa de volta na geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iogurte natural desnatado, daqueles que não têm açúcar, não têm adoçante, não têm gosto, não têm nada além de...iogurte. Não. Pão de forma, margarina, aquele queijo minas delicioso...preguiça de fazer sanduíche a esta hora. Yakult...hum...até gosto, mas eu olhei para ele, ele olhou para mim e acho que não estávamos muito interessados um no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, tem suco! Pego a caixa. "Suco de maçã Carrefour"??? Não, deixa quieto. Preguiça de olhar o resto, pego um copo, encho de água e tomo. Deve ser o quinto do dia. Subitamente, a vontade de comer desapareceu. Será que não sei mais diferenciar vontade de comer e sede?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a preguiça, definitivamente, é a melhor amiga da minha boa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113856563287936228?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113856563287936228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113856563287936228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113856563287936228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113856563287936228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/fome-noturna.html' title='A fome noturna'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113856554584423426</id><published>2003-12-08T23:22:00.000-08:00</published><updated>2006-01-29T14:06:46.416-08:00</updated><title type='text'>O beijo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem não voltei para casa. Edmund estava cansado e ligeiramente abatido, achei melhor ficar de olho nele durante a noite. Enquanto ele dormia revirei seus registros antigos, cartas, textos, tudo o que podia achar sobre seu passado recente. Foi um exercício interessante. Imaginar Edmund sem mim, como ele vivia sem sequer saber de minha existência. Deve ter sido difícil para ele passar tanto tempo sem me conhecer. Às vezes ele transparecia isso entre uma palavra e outrados guardados que eu lia, outras vezes parecia tão envolvido com o presente daquele passado que nem se dava conta que o futuro não seria aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou de ficar revirando bolsos e vasculhando a carteira em busca de algum indício de infidelidade, Edmund não seria capaz de trair-me. Não por incompetência, mas por caráter mesmo. E ele não é do tipo que fica "caçando" mulheres por aí, mas já tive alguns problemas de insegurança por culpa de alguns dos seus hábitos bizarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo casal enamorado sabe que não existe momento mais sublime do que um beijo apaixonado. Aquele momento em que você se entrega, olhos fechados, corpo flutua, nada mais existe ao redor, nenhum som, nenhum ruído, nada poderia quebrar a mágica do momento. Nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha curiosidade narcísica abri ligeiramente os olhos para observar a expressão extasiada de meu enlouquecido namorado. Qual não foi minha surpresa ao percebê-lo de olhos abertos, seguindo o movimento da rua enquanto me beijava! Meio sem jeito, testei outras vezes, em outros locais, outros horários, outras situações, uns dois ou três dias para ver se o comportamento se repetia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada se alterava. Ele estava olhando para mim, fechava os olhos ao colarmos os lábios e, como se tivessem vida própria, eles se abriam e passavam a observar tudo o que acontecia ao redor. Indignada com tamanha falta de respeito, perguntei a ele o porquê de agir daquela forma. Ele ficou surpreso. Simplesmente não notara que esbugalhava os olhos durante o tão enlevante beijo, em busca de algo mais interessante para acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garantiu-me que enquanto seus olhos o mantinham alerta contra eventuais catástrofes, perigos e predadores, sua mente e seu coração permaneciam conectados à magia daquele momento sublime. Percebendo que eu jamais aceitaria aquela situação, propôs mudar seu comportamento e testamos alguns beijos de olhos fechados (eu de olhos abertos, para ver se ele cumpria a promessa), vez ou outra os olhos, desesperados, tentavam abrir, mas ao perceber meus enormes olhos controladores, fechavam-se, apavorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente acreditei que o extenuante trabalho de reeducação havia chegado ao fim, dei-lhe um beijo de agradecimento, ainda observando-o com os olhos semicerrados. Então subitamente, uma convidativa voz feminina iniciou uma conversa em movimento perto de nós (estávamos sentados em um banco de um parque e duas moças passavam conversando, enquanto faziam jogging). Sincronizados com a voz da tal lambisgóia, os olhos de Edmund abriram-se e, ignorando os meus, esgueiraram-se à procura da dona do timbre esganiçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei o beijo e fiquei bastante brava. "Abriu os olhos para ver se a garota estridente era bonita?" Edmund, com a expressão de nada que lhe é peculiar quando confrontado (aquela cara de "não fui eu"...pior é que nunca foi mesmo) respondeu que não, aquilo fora apenas uma reação involuntária a um som estranho. Garantiu-me que teria acontecido a mesma coisa se tivesse ouvido latidos de cachorro ou ganidos de pato atrás de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele foi para o castigo assim mesmo. Meia hora sem beijos. Desesperado (Edmund é extremamente beijoqueiro), prometeu nunca mais abrir os olhos durante um beijo, ainda que um caça se espatifasse a vinte metros de distância ou um ovni aportasse a dois metros de nós e toque "Jingle Bells" com instrumentos feitos de crânios humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente deu certo. Agora Edmund não se sente mais ameaçado quando fecha os olhos para um beijo, sabe que naquele momento ele está em segurança porque desmaterializa-se e ninguém mais pode vê-lo (ao menos eu o fiz acreditar que é assim). Confesso que de quando em quando ainda dou uma espiadela com o canto de um dos olhos semicerrados e desenvolvi um vigésimo sentido, que faz com que eu abra os olhos no exato momento em que ele também abre. É, ainda acontece. É raro, mas acontece e ele tem se policiado para que esse problema não volte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lhe expliquei que quando fechamos os olhos aguçamos os outros sentidos e qualquer contato fica mais intenso. Assumiu que realmente é melhor assim. E eu deveria ganhar um troféu "paciência de ouro" por esses quatro exaustivos meses de convivência com tão agradável criatura. Se houvesse essa premiação. Se bem que ganhar um troféu por fazer um beijo bom ficar ainda melhor é, no mínimo, covardia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113856554584423426?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113856554584423426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113856554584423426&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113856554584423426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113856554584423426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/o-beijo.html' title='O beijo'/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113856547016393665</id><published>2003-12-06T19:08:00.000-08:00</published><updated>2006-01-29T12:11:10.163-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Escrevo para agradecer a todos que se emocionaram com "a história de nós dois" do post anterior, responder algumas perguntas e mandar poucos recados, primeiro, sim, o livro sairá e quando ele estiver à venda, ainda que vocês tenham lido tudo aqui (e vai ter coisa nova também), terão a obrigação de comprá-lo, ora bolas, M16, que espécie de fã do Edmund é você? Tem que dar uma força e comprar o primeiro para viabilizar o segundo. Afinal de contas, vocês são os únicos leitores que ele tem, se nem vocês comprarem, fica difícil. Ou então a gente fecha o blog para você comprar os livros :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando as dúvidas: sim, as figuras que acompanham o post anterior são eu e o Edmund. Ah, e para quem perguntou: é claro que essa história é real, aliás, acontece todos os dias. Quem nunca viu alguém cair da Dimensão-Zeta na varanda de sua casa? Contei a nossa história, do nosso jeito. Quem a conhece sabe que foi assim, daquela forma e que tem sido assim...ele não me leva para comer camarinhos (quem não sabe o que é isso, leia o primeiro post deste blog- nos arquivos) porque sou alérgica, vive sem as latas de sardinha porque também sou alérgica. A gente vê a vida com os olhos que escolhe ver. Nossa vida é vista assim. E se ela pode ser contada assim é porque, de alguma forma, foi assim que aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21671767-113856547016393665?l=savetheplanctons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/feeds/113856547016393665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21671767&amp;postID=113856547016393665&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113856547016393665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21671767/posts/default/113856547016393665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://savetheplanctons.blogspot.com/2003/12/escrevo-para-agradecer-todos-que-se.html' title=''/><author><name>Josephine</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10499799352996688416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21671767.post-113856533758242783</id><published>2003-12-04T04:32:00.000-08:00</published><updated>2006-01-29T12:26:01.096-08:00</updated><title type='text'>Atendendo a pedidos...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em belo dia do final de Julho último, estava eu lixando minhas unhas na sala de casa quando ouvi um barulho na varanda. Parecia o estrondo da queda de um saco de cimento sobre o gramado. Corri para a janela e pude ver um corpo em meu jardim. Apavorada, procurei as chaves e, trêmula, abri a porta da frente. Estranhamente não havia ninguém ali, o tal corpo havia desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após tão amedrontador ocorrido, coloquei minhas sandálias e resolvi sair de casa. Passei algumas horas perambulando pela vizinhança até resolver meditar um pouco em uma praça que fica a duas quadras da minha residência. Ainda atordoada, sentei-me no gramado, observando as crianças que brincavam, os pombos sendo alimentados por velhinhos, a menina que brincava com o cachorro, o mendigo conversando com o banco da praça, a mulher que....mendigo conversando com o banco da praça? Olhei de novo. Sim, parecia o corpo que eu vira em meu jardim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei melhor. Sujo, machucado e com a roupa rasgada. Apesar do estado deplorável, dava para perceber que não se tratava de um mendigo qualquer (nem de um mendigo especial). Aproximei-me, ainda um pouco receosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Com licença, moço...ham...estou atrapalhando alguma coisa?- Ele ergueu os belos olhos (escondidos pelos óculos espatifados)&lt;br /&gt;-De maneira nenhuma, estava aqui tentando convencer este banco de que não há motivo algum para ele não me deixar dormir aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão impressionada fiquei com aquela bela voz (meu coração disparou e eu perdi o fôlego por alguns instantes, caindo sentada sobre o banco) que ignorei a resposta, julgando ser apenas fruto de uma mente espirituosa. Não podia sequer supor que aquele indivíduo realmente conversasse com os móveis. Continuamos a conversa, eu, cada vez mais absorta naquela voz, naqueles olhos e naquelas belas palavras, mas tomando o cuidado de não me iludir. Tanto cuidado tomei que a pulsação voltou ao normal, respirei com facilidade e consegui ouvir o que ele estava dizendo e compreender com clareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio acreditei que ele tivesse sido assaltado, atropelado, coisas do tipo, mas logo ele me disse que voltara da Dimensão-Zeta (não faço idéia de onde seja isso, mas ele me disse que estava vindo de lá) e se esfolara todo ao tentar passar por uma brecha no portal que estava quase se fechando. Nesse momento comecei a desconfiar de que tal gozador poderia ser, efetivamente, doente. Ri de minha suposição e continuei a viajar pelas palavras do então desconhecido. Contou de certa vez em que virou suco e me explicou a razão de tal fato. Falou de uma certa pessoa que o fez acreditar em certas promessas que ela jamais poderia cumprir e mostrou certo alívio por poder conversar tantas coisas comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensibilizada, perguntei a ele se gostaria de tomar um banho, colocar uma roupa limpa (tinha algumas peças que meu irmão deixara em minha casa) e comer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Antes - disse ele - gostaria de pedir-te uma coisa.&lt;br /&gt;-Estando ao meu alcance...&lt;br /&gt;-Possui um computador?&lt;br /&gt;-Sim, tenho um em minha casa, por quê?&lt;br /&gt;-Acesso à internet, microfone, placa de som, coisas que possam colaborar comigo?&lt;br /&gt;-Claro- eu ri- meu equipamento é bastante amável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhei que antes de comer, tomar banho, consultar um médico, fazer curativos ou executar qualquer outra atividade que aliviasse um pouco seu desconforto, ele tenha preferido utilizar um computador com acesso à internet. Então ele me contou que mantinha um blog, me explicou que havia dezenas de pessoas que o esperavam há pouco mais de dez dias e que não podia deixar de escrever. Seu braço, porém, estava muito dolorido e ele, imensamente ferido e cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugeri que, ao invés de escrever, falasse e o indaguei sobre alguma forma de fazer isso. Lembrando-se de já ter visto esse tipo de recurso em algum outro blog, resolveu então gravar a lendária mensagem de voz que a maioria de vocês já ouviu. Depois, aí sim, tomou um banho, ajudei com os curativos, comeu alguma coisa e desmaiou em minha cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Loucura deixar um estranho entrar em minha casa, comer minha comida e dormir em minha cama, mas só quem já olhou nos olhos de Edmund pode saber o porquê de eu ter feito isso, pode entender o porquê de eu tê-lo deixado entrar em minha casa, entrar em minha vida daquela forma tão pouco sutil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, já recuperado, disse a mim que precisava voltar para casa, seus medicamentos haviam acabado e ele temia pelo que pudesse acontecer. Não me explicou quais eram esses medicamentos, mas disse que eram essenciais para a sua sobrevivência. Imaginei que ele tivesse alguma cardiopatia ou coisa que o valha. Não, eu não tinha notado que ele era lunático, achei apenas que era diferente, mais sens
